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Quarta, 23 Outubro 2019 08:33

'PSDB e seus aliados vêm acabando com o ABC', diz deputado Teixeira

Em entrevista exclusiva, o deputado Luiz Fernando Teixeira afirmou que o PT no ABC é franco favorito a voltar ao comando das prefeituras de São Bernardo, Diadema e Mauá
O parlamentar tem base em São Bernardo e está no segundo mandato na Alesp O parlamentar tem base em São Bernardo e está no segundo mandato na Alesp Diário Regional
Da Reportagem
De São Paulo

O deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) afirmou em entrevista exclusiva ao Diário Regional, em parceria com o Grupo Gazeta de S.Paulo, que o partido está reconquistando o coração da população e no ABC é franco favorito a voltar ao comando das prefeituras de São Bernardo, Diadema e Mauá. “Creio que retomaremos importantes prefeitura em nosso país, especialmente, em nossa região e grande São Paulo”, destacou o parlamentar, que tem base em São Bernardo e está no segundo mandato na Alesp.

Gazeta de S. Paulo - Qual tem sido o foco de sua atuação na Assembleia Legislativa?

Luiz Fernando Teixeira - Sou deputado estadual reeleito para o segundo mandato. Temos atuação intensa na luta por uma educação pública de qualidade, mais recursos para a saúde, cuidado com o nosso meio ambiente e a necessidade de o Estado entrar na disputa por nossas crianças e adolescentes. A moradia digna para a população de baixa renda, o direito das pessoas com autismo e epilepsia e a busca de pessoas desaparecidas somam-se às bandeiras queridas de nosso mandato. Em resumo, um mandato pelas causas que mais afligem a população do Estado.


GSP - O sr. foi cogitado a sair candidato a prefeito em 2016, mas o postulante acabou sendo o ex-secretário Tarcisio Secoli. Agora, o ex-prefeito Luiz Marinho surge como candidato natural do PT em São Bernardo no ano que vem. Disputar o Paço está em seus planos? Estaria disposto a abraçar a candidatura se necessário?

LFT - Todos os políticos devem estar a postos e preparados para os desafios que se apresentarem. Porém, os meus planos consistem em ajudar o Luiz Marinho a vencer a disputa pelo Paço, para que o povo de São Bernardo possa voltar a ter esperança. Para que a saúde, a educação, a segurança pública, o transporte público e todas as boas políticas públicas possam voltar a existir no município. Hoje o ódio, a arrogância, a prepotência, o compadrio e a incompetência governam nossa cidade. Sem contar que em um período muito exíguo de tempo, três grandes operações policiais se deram na esteira do atual e indiciado prefeito.


GSP - Como vê o atual momento do PT? Acredita que o desgaste que o partido sofreu com os escândalos de corrupção foi amenizado?

LFT - O PT está reconquistando o coração da população que deu as costas ao partido influenciada por fake news, armações, injustiças e, inclusive, alguns erros cometidos. Nossa população está tendo a oportunidade de conhecer verdades que estão sendo divulgadas por meio do vazamento das gravações da “Vaza Jato”. Porém, mais do que nunca, estão tendo a possibilidade de comparar as diferenças do PT e os adversários. Enquanto o povo se alegrava onde o PT governou, hoje geme quando os adversários governam. Isto se dá em Santo André, São Bernardo, Diadema... mas se dá, sobretudo, no Brasil. Creio que retomaremos importantes prefeituras em nosso país, especialmente, em nossa região e Grande São Paulo.


GSP - Como vê a possibilidade de o partido retomar o protagonismo no ABC nas próximas eleições? Em quais municípios o sr. vê chances de vitória?

LFT - Em São Bernardo com o Luiz Marinho, Diadema com o José de Filippi e Mauá com o Marcelo (Oliveira)/Osvaldo (Dias) nossas chances são muito grandes, somos francos favoritos. Em Santo André, com a Bete Siraque, conseguimos unificar o partido e também disputaremos. Nas demais cidades estamos discutindo, ainda, se teremos candidaturas.


GSP - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse, recentemente, que o “centro democrático” precisa começar a se articular a fim de encontrar uma alternativa para o país. A esquerda já não precisaria fazer o mesmo?

LFT - O PSDB deixou de ser democrático desde que o Fernando Henrique governou o País. Desde então, passou a servir a uma pequena elite e a interesses internacionais, para tristeza de Mário Covas, Alberto Goldman e outros tucanos. “Bolsodória” (termo usado nas últimas eleições para se referir a Jair Bolsonaro e João Doria) é criação do PSDB, juntos tiraram a Dilma (Rousseff/PT), governaram com o (Michel) Temer (MDB) e elegeram o Bolsonaro. O PT, como o maior e principal partido do Brasil, vem procurando, com muita dificuldade de encontrar, forças democráticas que queiram retomar o Brasil no caminho do estado de direito, da soberania nacional, do desenvolvimento e do cuidado com o meio ambiente e nosso povo.


GSP - O sr. é filiado ao PT, mas tem trânsito junto ao empresariado. Recebeu convites para deixar o PT ou já pensou em sair?

LFT - Recebi muitos convites para deixar o PT. Porém, permaneço em virtude de minha fé cristã. O PT é o único partido que pratica o amor ao próximo. O único. O combate à fome, o direito à moradia digna, o direito à saúde; à educação, à liberdade religiosa; o combate ao racismo, o respeito à mulher, os direitos trabalhistas e previdenciários; os direitos humanos, a defesa do meio ambiente, o acesso à água e ao saneamento básico; o desenvolvimento econômico, a geração de emprego e rendas, o combate a corrupção e a defesa das instituições, são as principais bandeiras do PT, e não no discurso, na luta. Penso que, isso é a política com “P” maiúsculo. Por isso é que permaneço no PT.


GSP - Em sua opinião, o PT deve ter candidatos próprios nos sete municípios ou o partido, que sempre foi arredio a alianças, deve apoiar candidaturas de aliados onde houver maior chance de vitória?

LFT - O PT deve concorrer diretamente onde tem chances de vitória e deve apoiar aliados onde houver maior chance de vitória. O PSDB e seus aliados vêm acabando com as cidades da região e o PT tem a responsabilidade de derrotá-los ano que vem.


GSP - Qual a sua avaliação do governo Doria? Quais são os pontos positivos e negativos da gestão do tucano?

LFT - O governo Doria ainda não desceu do palanque. Ganhou a Prefeitura de São Paulo, com o olhar na presidência. Abandonou a prefeitura com o olhar na presidência. Porém, teve de se candidatar a governador, assumiu, com o olhar na presidência. Montou um governo com o objetivo de desmontar o Estado e vender o patrimônio do povo de São Paulo. Se a eleição para presidência da República fosse ano que vem, com certeza, renunciaria ao mandato de governador. A maior realização do governo Doria foi a reestilização das viaturas da Polícia Militar com a mudança da pintura, desenhos e cores e, no mesmo sentido, a nova decoração dos gabinetes no palácio dos Bandeirantes. Negativos é a falta de gestão em todas as áreas, vide saúde, educação, geração de empregos, segurança pública, etc... e tirar-nos o Metrô, Linha 18 Bronze, do ABC.


GSP - O sr. tem forte ligação com o esporte. Como vê a política estadual para a área e quais suas propostas para o setor?

LFT - O governo do Estado não tem política pública para o esporte. Os políticos do PSDB não gostam de esportes. Têm preferência por hipismo, golfe, tênis; corridas de cavalo, corridas de carros, lanchas e esportes mais elitizados. Atletismo, futebol, educação física nas escolas, basquete, vôlei, lutas marciais são esportes que a massa pratica e, desde que governam São Paulo, acabaram com tudo. Projetos sociais no esporte, tal qual o projeto Tigrinho e outros exemplos, não têm interesse. São Bernardo vinha ganhando sucessivamente os Jogos Regionais e os Jogos Abertos, desde que o Orlando (Morando), do PSDB, ganhou, acabou. Acabaram com o futebol profissional, acabaram com o atletismo, acabaram com o esporte em nossa cidade. Tal como aqui, como Santo André e outras cidades que tucano governa, o Estado acabou com o esporte. Em contrapartida, vive construindo presídios e fundações Casa. Não forma nossas crianças e jovens, depois prende.


GSP - Como está a discussão interna do PT sobre ter candidato próprio para a prefeitura da Capital no ano que vem?

LFT - Há bastante discussão interna sobre 2020. Existem alguns nomes cogitados, Jilmar Tatto, Paulo Teixeira, (Carlos) Zaratini, José Eduardo Cardoso, Aloísio Mercadante, (Alexandre) Padilha, dentre outros. Há debate sobre a construção, inclusive, com algum nome fora do PT. Creio que em janeiro, fevereiro, possa avançar.


GSP - O PT tem boa relação com os partidos de esquerda na Alesp, ou há algum tipo de distanciamento, como se vê entre PT e PDT no campo federal?

LFT - O PT tem um relacionamento muito bom com os partidos de esquerda na Alesp e com democráticos dentro do parlamento.


*Por Angelica Richter, do Diário Regional

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