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A ambulância pega passageiros em vários bairros de Osasco
A ambulância pega passageiros em vários bairros de Osasco
Foto: Reprodução/TV Globo

Pacientes de hemodiálise em Osasco são transferidos para a Capital em ambulâncias precárias

Pacientes estão dividindo a ambulância com outros passageiros há pelo menos 3 meses; prefeitura afirma que novos veículos foram contratados, mas dois deles apresentaram problemas

Os pacientes que precisam de hemodiálise em Osasco, região metropolitana de São Paulo, estão sendo transportados até a capital paulista para realizar os procedimentos. Eles são transportados em ambulâncias cheias e em más condições de conservação, segundo a TV Globo.

A equipe da rede televisa acompanhou as transferências e constatou que os pacientes são transportados apertados, sem qualquer tipo de isolamento por mais de 30 quilômetros.

Em uma das viagens, é possível ver que a ambulância realiza paradas em diversos lugares, conforme os pacientes entram, o espaço vai diminuindo. Além disso, o cinto de segurança não funciona.

No entanto, os passageiros afirmam que nem sempre foi assim e que a prefeitura já ofereceu algumas vans para o transporte. Os pacientes estão sendo transportados precariamente há pelo menos 3 meses.

Em nota, a Prefeitura de Osasco afirmou que o número de pacientes que precisam de hemodiálise aumentou durante a pandemia e que veículos novos foram contratados, mas dois deles apresentaram problemas.

Reclamações

Geralmente a viagem dura uma hora e meia entre os bairros de Osasco e uma clínica de hemodiálise na Pompéia, zona oeste de São Paulo. Em um vídeo, uma das pacientes mostrou a situação da ambulância.

“Uma senhora de 70 anos sentada, sentada ali na maca, sem cinto de segurança, a ponto de se machucar com alguma coisa”, disse no vídeo.

Outro passageiro, Antonio Luis Oliveira mostra a indignação com a ambulância, pois não há um distanciamento entre os pacientes. “Vem todo mundo agarrado um com o outro aí e uns não têm nem cinto”, afirmou o aposentado.

Uma paciente revelou que precisou usar veículo próprio de transporte, pois não queriam que ela entrasse na ambulância. “Porque vem 6 pessoas dentro de uma ambulância desse tamanho? E ali um com medo do outro? Esses dias aí eu tive um problema de água no pulmão e um dos amigos da gente pegou e me proibiu de eu vir na ambulância. Fiquei aqui até 10 horas da noite esperando minha filha vir me buscar porque não queria que eu fosse na ambulância”, conta Maria dos Santos, pensionista.

 

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