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Sexta, 06 Julho 2018 20:28

Sem passageiros, rodoviária de Embu das Artes vira terminal urbano

Com poucos passageiros, uma média de 50 passagens por dia, a rodoviária não emplacou e ainda é desconhecida por muitos moradores na região sudoeste da Grande São Paulo
Quem chega ao terminal rodoviário, vai encontrar mais ônibus para os bairros do município, como para o Jardim Ângela, Potuvera, Caputera e Ressaca do que para outras cidades do Brasil Quem chega ao terminal rodoviário, vai encontrar mais ônibus para os bairros do município, como para o Jardim Ângela, Potuvera, Caputera e Ressaca do que para outras cidades do Brasil Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
Por Matheus Herbert
De São Paulo

Inaugurada em agosto do ano de 2013 e com expectativa de atrair mais de 27 mil pessoas diariamente para mais de 40 destinos, a rodoviária de Embu das Artes virou um terminal urbano de ônibus municipais. Com poucos passageiros, uma média de 50 passagens por dia, a rodoviária não emplacou e ainda é desconhecida por muitos moradores na região sudoeste da Grande São Paulo.

Quem chega ao terminal rodoviário da cidade, vai encontrar mais ônibus para os bairros do município, como para o Jardim Ângela, Potuvera, Caputera e Ressaca do que para outras cidades do Brasil. Segundo a administração, as partidas para outras regiões “acontecem no período
noturno”.

Desde que foi inaugurada, a rodoviária passou a ser administrada pela Riera Administradora, porém no dia 19 de fevereiro deste ano a gestão foi repassada para a empresa Rodrigo Yoshio Sinjo.

Segundo funcionários que preferiram não se identificar, a antiga gestão deixou o local por conta da falta de divulgação, suporte da Prefeitura de Embu das Artes e também por problemas nas tubulações de esgoto que passam pelo local, na avenida av. Elias Yazbek.  “Olha, a antiga empresa abandonou a gestão no final do ano passado, acredito que entre outubro e novembro. Até onde eu sei eles deixaram os serviços por conta da falta de suporte da prefeitura. Antes tinha um problema no esgoto aqui também, era um odor péssimo, todos reclamavam, mas nada foi feito”, disse uma funcionária.

Um taxista que trabalha no local há mais de dois anos, informou à reportagem que desde a inauguração a rodoviária parece estar estagnada. “Chegamos aqui às 4h da manhã e quando dá a hora do almoço, umas 12h, muitas vezes não fizemos nenhuma corrida. É uma obra que poderia ter muitos benefícios mas que parece ser inútil. Acreditamos e queremos que agora, sob nova direção tudo isso melhore, porque pelo que eu sei a antiga empresa também se esforçava”, disse José Torin, de 67 anos.

A Prefeitura de Embu das Artes não informou o motivo da troca de empresa, mas disse que “contribui de forma positiva quanto às relações com a ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), para ampliar as opções de destinos e automaticamente um melhor deslocamento para a população”.

A Prefeitura de Embu das Artes também informou que os rumores indicando que a Rieira Administradora deixou a gestão do terminal por conta da falta de divulgação e que existiam problemas nas tubulações e estruturas da rodoviárias “não são verdadeiros”.

Atualmente, os passageiros que vão até a rodoviária podem encontrar passagens com destinos como Curitiba, Porto Alegre, Balneário Camboriú, Araçatuba, Joinville, cidades da região do Vale do Ribeira e entre outros. Mas, os destinos mais procurados nos terminais rodoviários de São Paulo são: Rio de Janeiro, Campinas, cidades do Nordeste e Goiânia, opções que ainda não estão disponíveis na rodoviária de Embu das Artes.

Segundo Viviane Coriolano, gerente do único guichê da rodoviária, o momento é de divulgar os serviços prestados e também de reestruturar a rodoviária. “Eu opero o guichê e cuido de 9 empresas, a nossa ideia é atrair novas empresas e assim ampliar os destinos, não é uma tarefa fácil. Hoje, as grande saídas são para as cidades do Sul, mas pretendemos e acreditamos que vamos começar a operar para Campinas e até o Nordeste”, disse à reportagem.

Ainda segundo Viviane, mesmo já funcionando há mais de 4 anos, a população da região desconhece os serviços da rodoviária. “Temos que mostrar que podemos oferecer os serviços e que se caso o passageiro não queira sair daqui, ele pode sair de outras rodoviárias de São Paulo. Muitos chegam aqui e ficam surpresos que nós oferecemos os destinos”, finalizou.

Nova gestão

A Gazeta conversou com um dos novos representantes da atual empresa, Eric Yassushi Oshima e segundo ele a ideia é que em até 12 meses a rodoviária passe a ser bem conhecida e também amplie os destinos. “Assumimos no final de fevereiro e estamos reestruturando todo o local, desde a estrutura até a possibilidade de novos destinos, esse trabalho leva um tempo, mas vamos colher bons frutos.

Ainda segundo Yassushi a ampliação dosa destinos é algo que precisa ser feito de forma imediata, mas para isso acontecer é preciso fazer com que as empresas de ônibus entendam a demanda da região. “A busca agora é fazer com as pessoas busquem os serviços aqui na rodoviária e assim vamos conseguir atrair as empresas para a cidade. Queremos até o final do ano incluir Campinas e cidades do nordeste também, já que temos uma região com muitos nordestinos. Começamos os diálogos e estamos avançando”, complementou.

“Quando a antiga empresa deixou a gestão, automaticamente algumas empresas deixaram de atender a rodoviária de Embu e isso nos prejudicou, agora é um trabalho de conquista para mostrarmos a força do nosso terminal”, finalizou Eric Yassushi.

A reportagem tentou entrar em contato com a Rieira Administradora mas não obteve retorno.

Os passageiros que quiserem mais informações sobre os destinos atendidos na rodoviária de Embu das Artes, podem entrar em contato pelos telefones (11)4557-4372 e (11) 4557 4120. Informações também podem ser solicitadas e-mail (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

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