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Áudio sobre bactéria mortal em pronto-socorro de Taboão da Serra é falso

A secretária de Saúde de Taboão da Serra, Dra. Raquel Zaicaner, desmentiu o áudio e tratou o assunto como uma “fake news” Da Reportagem De São Paulo

Um áudio sobre duas supostas mortes no Pronto Socorro Antena, em Taboão da Serra, viralizou na segunda-feira, através do WhatsApp. Sem identificação, uma mulher diz que um jovem de 18 anos morreu devido a bactéria misteriosa e toda a unidade estaria contaminada. Na conversa, ela afirma que uma adolescente também teria morrido em decorrência da contaminação na unidade.

A secretária de Saúde de Taboão da Serra, Dra. Raquel Zaicaner, desmentiu o áudio e tratou o assunto como uma “fake news”. “O áudio sobre o Antena é falso, tudo falso. Muito triste, revoltante, ver que tem gente capaz de armar esse tipo de situação, com a intenção de viralizar e com a intenção de amedrontar as pessoas, não sei quais outras intenções tem por trás disso tudo”.

O diretor geral dos prontos-socorros da cidade, Dr. Braulio de Melo Araújo, afirma que “não há relato de nenhuma doença infecciosa que impedisse o munícipe de Taboão da Serra de procurar assistência de saúde” tanto no Pronto Socorro Antena, quanto nos outros prontossocorros da cidade, o Infantil e a UPA. “Esse áudio que está correndo nas redes sociais é uma temeridade e um desserviço para a população de Taboão da Serra”, diz.

De acordo com a secretária de Saúde, a prefeitura busca a autora do áudio, que pode ser processada por disseminar mentiras, criando pânico e medo nos moradores.

O áudio

A mensagem gravada por uma mulher começou a circular por meio do WhatsApp na segunda-feira. Ao meio dia, diversos grupos já compartilhavam o áudio e no fim da tarde, já viralizado, era questionado e comentado por grande parte dos moradores.

No áudio, a mulher diz para uma conhecida, que ela chama de Luciana. “Você avisa pra todo mundo, a moça, tua inquilina que trabalha no Antena, ela trabalha lá dentro do Antena, ela mexe na parte da faxina lá dentro, é pra ninguém estar indo no hospital. Morreu um rapaz de vinte e poucos anos lá, com uma doença que ela não quis falar”.

Ela segue com a conversa: “A doença contagiou o hospital todinho, minha ‘fia’. Aí foi outra moça de 16 anos pegou a doença do menino, a infecção do rapaz que morreu. A menina de 16 anos morreu, com a bactéria do rapaz que já tinha morrido no hospital”.

Para corroborar com a história fictícia, a mulher ainda argumenta: “Foi o cara lá, o detectador (SIC) de bactéria, olhou lá nos oculozinhos que eles põem e disse que o hospital está lotado de bactéria, pra evitar, aquele que pode não ir naquele hospital”.


*Matéria com colaboração do Portal O Taboanense

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