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Homem descobre estar 'morto' ao ser impedido de votar

O comerciante foi barrado por mesários no último dia 7 de outubro e descobriu que seu nome constava na lista de falecidos Da Reportagem De São Paulo

O comerciante C.F.M. descobriu no último dia 7 de outubro que estava ‘morto’ e não poderia votar nas eleições. Ele foi barrado pelos mesários da escola Estadual Raul Brasil em Suzano, na Grande São Paulo e descobriu que seu nome constava na lista de falecidos. A polícia investiga o caso e acredita que um criminoso usava os documentos do comerciante.

Segundo a Polícia Civil local, há anos ele não votava mas nessa última eleição decidiu ir à escola estadual votar, quando descobriu a situação. O comerciante já teve acesso até ao próprio atestado de óbito em um cartório e visitou o túmulo onde alguém foi enterrado em seu nome no dia 28 de novembro do ano passado.

Após toda a confusão, o falso morto foi até um Cartório Eleitoral de Suzano e foi orientado a procurar uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Lá, ele descobriu que sua morte tinha sido registrada em um cartório de Mogi das Cruzes.

Ainda segundo as investigações, a polícia já apurou que quem procurou a funerária para declarar o óbito foi uma mulher, que se disse amiga da vítima. Ela apresentou o atestado de óbito emitido por um hospital estadual e o RG do falecido. Com a documentação, a funerária emitiu uma declaração de óbito e o corpo foi velado.

A polícia também apontou que o RG apresentado era de um modelo antigo, sem CPF, porém, com a foto de uma pessoa de meia-idade. No documento, a filiação e a data de nascimento são as mesmas de C.F.M.. Por conta disso, a Polícia Civil não acredita em um caso homônimo.

Um inquérito já foi instaurado e uma das principais suspeitas é que uma pessoa procurada pela Justiça estava usando documentos falsos em nome do comerciante.

Segundo a polícia, uma mulher chegou a entrar em contato com a funerária e dizer que o homem enterrado era na verdade o filho dela, A.C.L.L., que tinha 55 anos. O caso segue em investigação.

Até o fechamento desta matéria ninguém havia sido indiciado ou preso.

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