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Suspeito de matar jovem é preso em Mogi das Cruzes

Para polícia houve estupro, mas o homem alega que relação sexual foi consensual e que depois jovem “surtou” Por Folhapress

A Polícia Civil prendeu, na madrugada desta quarta-feira (31), o suspeito de matar a estudante Rayane Paulino Alves, 16. O corpo da jovem foi encontrado no último domingo (28), uma semana após ela desaparecer ao sair de uma festa em Mogi das Cruzes.

O suspeito, identificado como M.F. da S., 28, foi preso em Mogi das Cruzes. À polícia, ele confessou o crime. Ele disse que abordou Rayane na rodoviária de Guararema, também na Grande São Paulo, onde trabalhava como segurança. No local, ofereceu carona à jovem, que aceitou.

No caminho, o segurança informou que manteve relações sexuais com Rayane. Após o ato sexual, o suspeito disse que foi ameaçado por Rayane. Ela teria dito que contaria ao pai dela que havia sido estuprada pelo homem.

Nesse momento, segundo a polícia, o suspeito disse que se descontrolou e asfixiou Rayane usando o cadarço da bota da jovem. Laudo da perícia confirma que Rayane morreu por asfixia.

Ele vai responder na Justiça pelos crimes de homicídio qualificado e estupro. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do suspeito. O corpo de Rayane foi localizado, em estado avançado de decomposição, às margens da alça de retorno 2 da rodovia Ayrton Senna, no sentido capital.

O reconhecimento oficial do corpo foi feito pela mãe dela, a enfermeira M.M.P.A., 47, na manhã da última segunda-feira (29), no Instituto Médico Legal de Mogi. “Ela reconheceu o esmalte que minha filha usava [nas unhas das mãos] no dia em que desapareceu depois da festa”, afirmou o pai da vítima, o atendente M.P.A., 52.

Ele acrescentou que a filha, na semana em que antecedeu o desaparecimento, “estava muito feliz”.
“Estava fazendo um curso [de administração] e estava muito empolgada por isso”. O celular dela foi encontrado a 60 quilômetros de distância do local do evento, em Jacareí, no interior de SP. O sigilo do aparelho foi quebrado, revelando que a jovem fez uma ligação para o telefone de emergência da Polícia Militar, às 2h10 do dia 21.

Na festa, Rayane teria bebido e passado mal. Por isso, teria informado para duas amigas, que foram com ela ao evento, que iria embora e que o pai a buscaria. “Mas minha filha não me chamou”, garante o pai.

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