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Alvo da Lava Jato, Ronan Maria Pinto deixa a prisão e vai para regime semiaberto

O empresário está preso desde 2017 por envolvimento em um esquema de corrupção instalado no setor de transportes públicos de Santo André durante a gestão do ex-prefeito Celso Daniel (PT) Por Estadão Conteúdo De São Paulo

Preso desde 2017 pelo envolvimento em um esquema de corrupção instalado no setor de transportes públicos de Santo André (SP) durante a gestão do ex-prefeito Celso Daniel (PT), o empresário Ronan Maria Pinto conseguiu migrar para o regime semiaberto harmonizado.

Por decisão da Vara das Execuções Penais de Curitiba, Ronan vai poder passar o dia fora da carceragem, mas terá que utilizar tornozeleira eletrônica. Segundo o advogado do empresário, Fernando José da Costa, Ronan já está hospedado em um hotel na capital paranaense, mas pretende alugar um imóvel.

A ideia é que ele trabalhe e faça um curso em Curitiba para reduzir a pena, que atualmente é de 7 anos e 4 meses. A cada três dias trabalhados se reduz um dia da pena. Ronan não poderá sair de casa (ou do hotel) entre 23h e 5h. Nos fins de semana e feriados, terá que ficar recolhido.

Segundo Costa, a decisão é aplicada pela Vara do local devido à falta de vagas em regime semiaberto no Estado do Paraná. "Esse entendimento deveria ser aplicado por todos os juízes para evitarem a superlotação carcerária e desrespeito a direitos humanos, cumprindo-se uma Súmula Vinculante 56 do Supremo Tribunal Federal", disse o advogado.

Ronan Maria Pinto é dono do jornal Diário do Grande ABC e de empresas de ônibus. De acordo com as investigações, Ronan recebeu R$ 6 milhões do esquema de corrupção na Petrobras que foi alvo da Operação Lava Jato.

A quantia, conforme o MPF, foi repassada por meio de um empréstimo de R$ 12 milhões feito pelo pecuarista José Carlos Bumlai junto ao Banco Schahin. Deste total, os outros R$ 6 milhões teriam sido destinados a campanhas eleitorais com apoio do PT.

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