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Emprego formal volta a crescer no ABC após cinco anos

Ministério da Economia apontou a abertura de 7.417 postos de trabalho formais na região em 2018 Da Reportagem De São Paulo

O mercado de trabalho com carteira assinada do ABC interrompeu quatro anos consecutivos de queda na ocupação e voltou a abrir vagas em 2018, impulsionado principalmente pelo setor de serviços.

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados na última semana pelo Ministério da Economia, revelam a abertura de 7.417 postos de trabalho formais na região no ano passado.

Com isso, os sete municípios encerraram 2018 com 736.374 vínculos empregatícios, o que corresponde a aumento de 1% ante o estoque apurado no dia 31 de dezembro de 2017.

Os dados da Rais diferem dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontaram a abertura de 8.953 vagas com carteira formais no ano passado. Ocorre que há diferenças.

Assim como o Caged, a Rais é um registro administrativo enviado pelas empresas ao Ministério da Economia. Porém, o Caged contempla empregos com carteira assinada, enquanto a Rais reporta postos formais de qualquer tipo: estatutários, celetistas e temporários. Além disso, a Rais refere-se ao dia 31 de dezembro de cada ano, enquanto os dados do Caged são contabilizados mensalmente.

No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1%. O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo setor de serviços, que se beneficiou da inflação mais controlada e da redução, ainda que discreta, do desemprego.

Maior empregador do ABC, os serviços criaram 9.842 vagas no ano passado, com crescimento de 3,1% no estoque, para 329,5 mil vínculos. Com isso, a participação do setor no total de empregos formais da região cresceu de 43,9% para 44,7%.

Puxaram o bom resultado os segmentos de administração de imóveis e serviços técnicos (7.329), e ensino (2.703).

Desempenho semelhante teve a construção civil, que abriu 733 postos de trabalho, com aumento de 2,41% na ocupação, para 31,2 mil vínculos - resultado que refletiu a retomada de obras de infraestrutura e das vendas de imóveis novos após quatro anos seguidos de queda.

No sentido contrário, o parque fabril do ABC teve o quinto ano consecutivo de queda no emprego. Só em 2018 foram fechadas 1.774 vagas, com redução de 1% no estoque do setor - número semelhante de trabalhadores da Toyota em São Bernardo.

Nos últimos cinco anos, o setor perdeu 78,4 mil empregos e o nível de ocupação caiu 30,2%. Significa que, de cada dez vagas existentes no dia 1º de janeiro de 2014, três foram extintas.

No mesmo período, a fatia da indústria no mercado de trabalho do ABC caiu de 31% para 24,5%. O setor de borracha foi o que mais fechou vagas (-600).


*Com informações do Diário Regional

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