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Justiça decreta prisão de grupo que roubou ouro em Cumbica

Além de roubo qualificado, integrar organização criminosa armada e adulterar sinal identificador de veículos, os suspeitos responderão também por extorsão mediante sequestro Da Reportagem De São Paulo

A Justiça decretou, nesta quarta-feira (30), nova prisão preventiva contra integrantes da quadrilha que roubou a carga de ouro no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, no dia 25 de julho. Além de roubo qualificado, integrar organização criminosa armada e adulterar sinal identificador de veículos automotores, os suspeitos vão responder também por extorsão mediante sequestro. As informações são do "G1".

Essa novo crime diz respeito ao inquérito que foi aberto separadamente quando o funcionário Peterson Patrício declarou inicialmente à polícia que a quadrilha tinha feito sua família refém e que, por isso, ele havia colaborado no roubo. A polícia sempre duvidou dessa versão, acreditando ser um álibi do segurança para fugir das acusações.

O objetivo do inquérito era investigar o que de fato aconteceu com a família. A investigação terminou há poucos dias e a polícia concluiu que os parentes ficaram sim reféns dos criminosos enquanto o roubo acontecia, mas que Peterson sabia deste plano. Ele não teria concordado com o envolvimento dos familiares, mas a quadrilha decidiu continuar com o sequestro com medo que Peterson não colaborasse, segundo a polícia.

Novas imagens obtidas com exclusividade pelo "SP1" da Rede Globo, também mostram a ambulância que foi utilizada para transportar o ouro.

O crime completou três meses na última sexta-feira (25) com parte da quadrilha presa, mas a carga ainda não foi recuperada. Dos seis indiciados, quatro estão presos. Além do ouro, os assaltantes também levaram uma carga de esmeraldas e relógios de luxo que também não foi recuperada. Ao todo, o crime fez sete empresas vítimas e causou prejuízo de mais de R$ 117 milhões.

O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou, no dia 13 de agosto, a denúncia contra seis envolvidos.

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