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Governo vai refazer modelo de leilão da Lotex

Conhecida como raspadinha, o modelo de leilão da Lotex agora pretende chamar a atenção de mais empresas Por Folhapress

Após sete tentativas frustradas, o governo decidiu flexibilizar as regras de concessão da Loteria Instantânea Exclusiva (a Lotex). Se antes as normas faziam a disputa se voltar às maiores empresas do setor, agora os técnicos planejam relançar o edital em agosto e atrair atenções de pelo menos 30 companhias.

Também conhecida como "raspadinha", a loteria instantânea é uma modalidade em que o apostador sabe se ganhou algum prêmio na hora em que raspa o cartão. A Lotex pode ser explorada pela Caixa ou por uma concessionária.

A decisão pela concessão foi tomada durante o governo Michel Temer. Após sucessivas apresentações do ativo para investidores internacionais (os chamados "road shows") em cidades como Londres e Las Vegas, o governo fez a primeira tentativa de leilão em julho do ano passado. Mas precisou adiar pelo baixo interesse.

Marcado para fevereiro deste ano, o leilão teve que ser cancelado na véspera. Só duas empresas estavam interessadas na disputa, a IGT Global Services Limited e a Scientific Games Corporation.

As duas acabaram se juntando para avaliar uma oferta conjunta. Enquanto isso, demandavam do governo respostas como o que aconteceria caso desistissem do ativo depois do leilão. Diante do baixo interesse, o governo achou melhor refazer a disputa para atrair mais empresas.

"Estamos flexibilizando o edital para atrair os 30 [maiores], justamente para gerar uma concorrência e garantir a abertura de mercado", afirma Alexandre Manoel, secretário de Avaliação de Políticas Públicas, Planejamento, Energia e Loteria do Ministério da Economia.

Agora, o governo pretende reduzir o valor exigido da experiência na operação do serviço de loteria instantânea. No edital original, a empresa tinha que demonstrar já ter gerido serviço de loteria instantânea com arrecadação igual ou superior a R$ 1,2 bilhão.

Além disso, o governo planeja reduzir o valor da garantia para algo no patamar em até um terço do que saiu no último edital lançado. Antes, era exigido um valor mínimo de R$ 27,3 milhões podendo ser prestada em dinheiro, título da dívida pública, seguro-garantia ou fiança bancária e possuir vigência mínima de um ano. Ou seja, o novo valor poderia baixar para cerca de R$ 9 milhões.

A concessão da Lotex é discutida enquanto o Ministério da Economia recebe pedidos de parlamentares para apoio a uma liberação ampla dos jogos. Na lista de pedidos, estão bingos e até cassinos.

De acordo com Alexandre Manoel, a pasta concorda conceitualmente com a liberação. Mas ele afirma que o momento não é propício para a discussão em meio a outras prioridades da agenda, como as reformas estruturais na Previdência e no sistema tributário. "Esse momento agora não vai ter ressonância na sociedade", afirmou.

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