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Preso em Mongaguá com fortuna, Prócida é cassado

Prefeito mantinha R$ 4 milhões e US$ 216 mil guardados dentro de guarda-roupa em sua casa. Por Estadão Conteúdo

Após quase nove horas e meia de debates e votação, os vereadores da Câmara Municipal de Mongaguá, no litoral paulista, aprovaram por maioria, na madrugada de sextafeira, a cassação do prefeito Artur Parada Prócida (PSDB) e do vice Márcio Melo Gomes, o “Márcio Cabeça”, atual chefe do Executivo municipal.

Em maio, na Operação Prato Feito, a Polícia Federal prendeu Prócida, que mantinha oculta uma fortuna em dinheiro vivo em um guarda-roupa em sua casa – R$ 4.613.610 e mais US$ 216.763, cédulas empilhadas organizadamente. O tucano continua preso.

Ele alegou aos policiais que a dinheirama tinha origem em “sobras de campanha” e “doação do pai”.

A sessão extraordinária que cassou o mandato de Prócida foi iniciada às 15h da última quinta-feira com a presença de todos os 13 vereadores da Casa.

O vereador Guilherme Prócida (PSDB), filho do prefeito e parte interessada nos processos, teve a liminar que permitia sua participação suspensa após duas decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Foi convocado o suplente, Pedro Eduardo Carvalho Homem (PSDB), o “Dr. Pedro”, para ocupar a função exclusivamente nas votações das seis Comissões Processantes.

Com a cassação, a Câmara emitiu Decreto Legislativo sobre a decisão dos vereadores, dando ciência à Justiça Eleitoral sobre a vacância dos dois cargos do Executivo. O decreto também será protocolado na prefeitura.

O presidente da Câmara, Rodrigo Biagioni (PSDB), o “Rodrigo Casa Branca”, ao assumir a prefeitura, dará andamento ao pedido de novas eleições municipais.

A denúncia que culminou na cassação de Prócida e Gomes também põe sob suspeita pelo menos 30 prefeituras paulistas por fraudes. Treze prefeitos são investigados, além de quatro ex-prefeitos, 27 funcionários públicos, um vereador e 29 empresas.

Também são alvo secretários municipais e lobistas.

A PF pediu a prisão de 62 investigados, mas a Justiça Federal autorizou em maio apenas buscas.

A reportagem tentou contato com a defesa de Artur Parada Prócida e Márcio Melo Gomes e fez contato também com a Prefeitura de Mongaguá. Até o fechamento deste texto, não havia obtido o posicionamento dos citados. (EC)

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