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Homem suspeito de matar advogada e marido após perder ação é preso em Peruíbe

O pedreiro de 61 anos confessou o crime, mas disse ter agido em legítima defesa, após ter sido ameaçado pela advogada Por Estadão Conteúdo

O homem acusado de matar a advogada M.F.A.R., de 68 anos, e o marido dela, M.A.R., 48, por ter perdido uma ação judicial, foi preso após se apresentar à Polícia Civil de Peruíbe, no litoral sul paulista, na segunda-feira, 12. O casal foi assassinado com tiros de espingarda e facadas.

O pedreiro A.F. da S., de 61 anos, confessou o crime, mas disse ter agido em legítima defesa, após ter sido ameaçado pela advogada. Ele foi à polícia acompanhado de um advogado.

O casal foi morto no dia 3 de novembro, em uma chácara, na zona rural de Peruíbe. O pedreiro atingiu o marido da advogada com um tiro de espingarda e foi atrás da advogada, matando-a com facadas. A advogada chegou a ser levada para um hospital, mas não resistiu. Durante o socorro, ela contou aos policiais quem era o autor do crime e que a motivação seria vingança.

Em 2011, a filha da advogada vendeu um automóvel Fusca para o pedreiro, mas ele não o transferiu para o seu nome. As multas de trânsito passaram a ser cobradas da vendedora, que procurou a mãe para que acionasse o pedreiro. A justiça deu ganho de causa à mulher, condenando o pedreiro a indenizá-la por danos morais.

O advogado do pedreiro, Oscar de Carvalho, disse que seu cliente alegou ter sido ameaçado pela advogada e que agiu em legítima defesa. Segundo ele, em ocasião anterior, a advogada teria disparado dois tiros em direção ao pedreiro, do portão de sua chácara, depois de ameaçá-lo. Ela também o teria difamado. Ainda conforme o defensor, o processo judicial não seria motivação para o crime, pois o pedreiro desconhecia o resultado da ação desfavorável quando matou o casal. Conforme a Polícia Civil, o pedreiro será indiciado por duplo homicídio qualificado. Ele foi levado à Cadeia Pública de Peruíbe.

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