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Ilhabela cria sistema biodigestor em escola pública

Município do litoral norte se torna primeira cidade da América Latina a contar com o sistema Da Reportagem Do Litoral Norte

O processo piloto da Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, que contou com a instalação de um biodigestor na E.M. Paulo Renato Costa Souza, no bairro da Barra Velha, já começou a funcionar.

Segundo Leandro Toledano, representante da empresa HomeBiogas, a escola ilhéu é a primeira instituição de ensino, da rede pública, a utilizar o sistema na América Latina.

O sistema, com duração de aproximadamente 10 anos, iniciou a produção de gás no início deste mês. Nele, 10 quilos de alimento e resíduos da escola municipal do bairro da Barra Velha podem ser despejados diariamente, diminuindo o descarte de lixo e sendo utilizado como gás de cozinha.

O objetivo da pasta é obter mais três ou quatro biodigestores para transformar todo o lixo do local em gás metano, que entre diversos benefícios, poupará a compra de botijões para cozinhar. Além de ainda gerar biofertilizantes, o equipamento é uma solução para melhoria do saneamento e diminuição da produção de resíduos. A ação também integra as atividades do programa municipal “Verde Azul”.

“Nós trabalhamos nas escolas projetos pioneiros. Nossa cidade é pioneira nas iniciativas de Educação Ambiental ao vivo, em parceria com a Secretaria de Educação, que significam que as composteiras, as caixas coletoras de bitucas, o biodigestor e todas as oficinas oferecidas para os alunos e professores, são ferramentas para nos ajudar no ensino, para que possamos oferecer aulas vivas de física, química e biologia. Estas são iniciativas de referência para que o aluno participe, envolva-se com o processo, entenda o que é o gás e o biodigestor, e vivencie o que é o resíduo, a importância de tratá-los de forma correta, e no que ele pode se transformar, como adubo, gás e energia elétrica”, explicou a secretária de Meio de Ambiente, Maria Salete Magalhães.

HOMEBIOGAS

O sistema é um biodigestor que transforma alimentos orgânicos em biogás e fertilizante orgânico líquido. Além disso, o sistema promove a utilização do biogás para cozinhar em um fogão, enviado junto com o equipamento, assim como o uso do fertilizante para irrigação natural de hortas e áreas verdes.

A biodigestão, em pequena escala, é um processo milenar.

Cada sistema promove o tratamento local de até uma tonelada por ano de lixo orgânico e ajuda a reduzir o efeito estufa, deixando de emitir seis toneladas por ano de gases prejudiciais à camada de ozônio.

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