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Baixada registrou oitenta mortes por afogamento

No ano passado, os guarda-vidas do Grupo de Bombeiros Marítimo salvaram 1.775 pessoas nas praias da região. Por Diário do Litoral

*Por Caroline Souza

Oitenta pessoas morreram por afogamento nas praias da Baixada Santista em 2018. Durante todo o ano, os guarda-vidas do Grupo de Bombeiros Marítimo (GBMar) realizaram 1.775 salvamentos, segundo dados do Corpo de Bombeiros.

Praia Grande e Guarujá registraram a maior quantidade de ocorrências atendidas, com 267 salvamentos e 22 óbitos, e 859 salvamentos e 19 óbitos, respectivamente. Em seguida, aparecem os municípios de Itanhaém (200 salvamentos e 15 mortes); Mongaguá (186 salvamentos e oito mortes); Bertioga (109 salvamentos e sete mortes); Peruíbe (29 salvamentos e seis mortes); São Vicente (89 salvamentos e duas mortes); e Santos (36 salvamentos e uma morte). 

Em janeiro deste ano,  em todo o Litoral foram 649 salvamentos e 19 óbitos por afogamento. E 155 salvamentos e três óbitos nos primeiros treze dias de fevereiro.

De acordo com as estatísticas do Corpo de Bombeiros, o perfil de quem se afoga é: homem (92%); solteiro (58%); entre 15 e 30 anos (56%); mora fora da costa (89%); não sabe nadar (59%) e está alcoolizado (27%). Ainda segundo os dados, a maior parte dos afogamentos acontece aos domingos (38%), em correntes de retorno (78%), em dias de sol (69%) e entre às 10h e 16h (65%). As estatísticas levam em conta os dados obtidos entre os anos de 2008 e 2016.

O tenente coronel PM, comandante do GBMar, Salvador Diniz Filho, orienta que o banhista procure o guarda-vidas assim que chegar à praia, para receber orientações quanto ao lugar mais seguro para o banho. 

Com crianças a atenção deve ser redobrada. “Elas se perdem com extrema facilidade, procure identific­á-las colocando a pulseira de identificação, que fará com que a criança seja encontrada rapidamente, em caso de se perder”. 

O comandante pede ainda que os banhistas respeitem as placas indicativas de perigo e não entrem, nem nadem em frente a elas. “Cuidado com as correntes de retorno, popularmente conhecidas como correnteza, se sentir uma corrente te ‘puxando’, não se apavore e não tente nadar contra esta corrente em direção a praia. Sinalize para alguém pedindo ajuda”, completa.

Em caso de ingestão de bebida alcoólica, a orientação é não entrar no mar. “A bebida, além de diminuir os reflexos, faz perder a noção de perigo”, esclarece.

A máxima ‘água no umbigo é sinal de perigo’, apesar de importante, não exclui as recomendações do guarda-vidas e das placas indicativas de perigo. “Mesmo reduzindo o risco de um afogamento, podem ocorrer surpresas, como ser surpreendido por uma série de ondas mais intensas ou cair em algum buraco”, finaliza.

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