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Quinta, 11 Julho 2019 12:36

MP-SP denuncia PMs acusados de estuprar jovem dentro de viatura em Praia Grande

Os dois soldados foram denunciados pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor. O processo vai correr em segredo de justiça
Os policiais tiveram as prisões preventivas decretadas e estão presos desde o último dia 19 no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de SP Os policiais tiveram as prisões preventivas decretadas e estão presos desde o último dia 19 no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de SP Reprodução
Por Estadão Conteúdo

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou à Justiça Militar, nesta quarta-feira, 10, os dois policiais militares acusados de estuprar uma jovem de 19 anos, no 12 dia de junho, em Praia Grande, cidade do litoral sul de São Paulo. Os dois soldados, A.S. da C. e D. de F.S., foram denunciados pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor - um deles pela prática direta dos crimes, o outro, pela coautoria. O processo vai correr em segredo de justiça. Os PMs também podem ser expulsos da corporação.

Conforme a denúncia, na noite do crime, a jovem se dirigiu aos policiais que estavam em uma viatura para pedir informações sobre como tomar um ônibus para São Vicente, cidade onde mora com a família. Os soldados se ofereceram para levá-la ao terminal. Um deles, no entanto, sentou-se ao lado dela no banco traseiro e, com a viatura em movimento, a estuprou.

Após ser deixada ao lado do terminal, a jovem procurou a polícia Os exames do Instituto Médico Legal (IML) apontaram lesões compatíveis com a violência sexual.

Os dois PMs negaram o crime, mas entraram em contradição ao terem afirmado que a jovem foi levada sozinha no banco traseiro. Imagens de uma câmera mostraram quando um dos soldados entrou com ela no banco de trás. Conforme o MP, o fato de a jovem ter procurado a polícia após o crime e o resultado dos exames dão veracidade a sua versão. Um celular que a jovem declarou ter perdido durante o ataque foi achado no interior da viatura.

Os policiais tiveram as prisões preventivas decretadas e estão presos desde o último dia 19 no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista. A advogada Flávia Artilheiro, que defende os policiais, disse que eles sustentam serem inocentes e que isso será provado durante o devido processo legal.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que, além das providências na esfera judicial, será instaurado processo administrativo para apurar "o possível cometimento de transgressões disciplinares graves e desonrosas, atentatórias à Instituição, ao Estado e aos Direitos Humanos fundamentais". Caso sejam considerados culpados, os policiais estarão sujeitos também à pena de expulsão da Polícia Militar.

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