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Presidente do Banco Central da Argentina renuncia

Ainda não se conhecem detalhes, mas a instituição soltou um comunicado que diz que a renúncia de Luis Caputo se dá por motivos pessoais Por Folhapress

Em meio à greve geral na Argentina, e enquanto a cúpula do governo de Mauricio Macri se encontra nos Estados Unidos para participar do encontro da ONU e renegociar a dívida com o FMI (Fundo Monetário Internacional), o presidente do Banco Central, Luis Caputo, apresentou sua renúncia.

Ainda não se conhecem detalhes, mas a instituição soltou um comunicado que diz que a renúncia se dá por motivos pessoais e que Caputo tem a convicção de que o novo acordo com o FMI restabelecerá a confiança sobre a situação fiscal, monetária e câmbio no país.

O anúncio não deixou de surpreender os que acompanham o governo Macri nos EUA, uma vez que seus discursos a empresários e a representantes do FMI foram de otimismo com recuperação da economia, de certeza de aprovação do Orçamento para 2019 que visa o déficit zero - contra o qual as manifestações desta terça (25) em Buenos Aires se mostram agressivamente contrárias- e de que a equipe econômica se encontra sólida, unida e capaz de atingir a meta estabelecida pelo fundo.

O presidente Macri, que fala na tarde desta terça na Assembleia da ONU, não se pronunciou sobre a saída de Caputo, que é primo de seu melhor amigo, Nicolás Caputo, uma espécie de assessor informal do mandatário. Espera-se que ao longo do dia se defina o novo nome para o cargo e que se conheçam as reações da cúpula do governo.

O substituto de Caputo será Guido Sandlers, ex-secretário de política econômica do ministério da Fazenda, homem de confiança de Nicolás Dujovne.

Reforça a tese generalizada entre analistas econômicos de que sua saída foi decorrente dos frequentes desacordos entre Dujovne e Caputo - ou seja, seria uma batalha vencida por Dujovne na cúpula do poder.

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