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Maduro afirma que sanções dos EUA são 'dementes' e encurralam empresários

O presidente venezuelano acrescentou que estas decisões do governo americano afetam o povo da Venezuela, porque, segundo disse, quando o Estado vai pagar os remédios e alimentos que o país necessita, não podem fazê-lo por essa perseguição "criminosa" Por Agência Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rotulou nesta sexta-feira como "dementes, loucas e esquizofrênicas" as sanções dos Estados Unidos contra seu país e afirmou que estas terminam prejudicando o setor privado e "encurralando" os empresários.

"Se alguém está sendo prejudicado pelas sanções criminosas e loucas que de vez em quando o governo dos Estados Unidos toma contra a Venezuela, são os setores privados, são os empresários", disse Maduro em rede obrigatória de rádio e televisão.

O presidente venezuelano acrescentou que estas decisões do governo americano afetam o povo da Venezuela, porque, segundo disse, quando o Estado vai pagar os remédios e alimentos que o país necessita, não podem fazê-lo por essa perseguição "criminosa".

"Temos que inventar mil atalhos para pagar e trazer o remédio, mas às vezes demora mais que o normal e temos que comprá-lo às vezes mais caro, pois, se um remédio te custa US$ 1, com estes atalhos, acaba pagando US$ 5", afirmou.

Além disso, voltou a responsabilizar o deputado opositor Julio Borges, exilado na Colômbia, e os "vende-pátria"" pelas decisões que os EUA tomam contra a Venezuela.

O presidente venezuelano comentou, além disso, que talvez o governo de Donald Trump "torne a situação um pouquinho mais difícil", mas garantiu que a Venezuela não vai se render.

O pronunciamento de Maduro acontece um dia depois que o governo Trump anunciou sanções sobre as transações "ilícitas" do governo da Venezuela relacionadas com o setor do ouro.

Trump sancionou ainda a principal empresa estatal, Petróleos da Venezuela (PDVSA) e vários altos funcionários do governo de Maduro.

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