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'Agora sei que vou para a prisão', diz Battisti ao desembarcar na Itália

O italiano foi preso no sábado na Bolívia e desembarcou em Roma nesta segunda-feira. Por Estadão Conteúdo

Cesare Battisti desembarcou na Itália aparentando tranquilidade e como se não estivesse sendo levado para a prisão depois de 40 anos como fugitivo, de acordo com a imprensa do país. O ‘La Repubblica’ reproduziu as primeiras palavras de Battisti em solo italiano: “Agora sei que vou para a prisão”.

Ele foi preso no sábado na Bolívia e desembarcou em Roma nesta segunda-feira.

De acordo com o jornal italiano, Battisti também aparentou serenidade durante o voo, “sem sinais de desespero apesar de esperar pela prisão perpétua”. Falou sobre a vida e também sobre a fuga do Brasil para a Bolívia depois que o ministro do Supermo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux suspendeu a liminar que impedia a prisão de Battisti no País.

Battisti dormiu durante boa parte do voo até a Itália.

O governo da Itália informou no início da tarde que Cesare Battisti será enviado para o Cárcere de Oristano, na ilha da Sardenha, para cumprir a pena de prisão perpétua. Anteriormente, havia sido divulgado que ele iria para a prisão de Rebibbia, em Roma.

Após a prisão, o governo brasileiro deslocou um avião da Polícia Federal à Bolívia para trazer Battisti ao Brasil e, em seguida, extraditá-lo para a Itália, conforme promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro. O governo italiano, no entanto, já havia decidido levar Battisti diretamente ao país.

Em uma nota conjunta divulgada no início da noite de domingo, os ministérios das Relações Exteriores e da Justiça brasileiros afirmaram que o importante era que o italiano respondesse por seus crimes.

Battisti deixou seu país depois de ser condenado por quatro assassinatos cometidos entre 1977 e 1979. Na Itália, foi primeiramente condenado por participação em bando armado e ocultação de armas a 12 anos e 10 meses de prisão em 1981.

Mais de uma década depois, em 1993, teve a prisão perpétua decretada pela Justiça de Milão, em razão de quatro homicídios hediondos contra um guarda carcerário, um agente de polícia, um militante neofascista e um joalheiro.

Após idas e vindas por França e México entre 1981 e 2004, chegou ao Brasil e foi preso em 2007. No último dia de seu segundo mandato, no entanto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu asilo político para o italiano e impediu sua extradição.

 

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