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Terça, 04 Dezembro 2018 17:05

Arroz vermelho, campeão contra a desnutrição

A estatal Embrapa acaba de apresentar sementes do primeiro arroz produzido em laboratório a partir do cruzamento artificial de ‘plantas selvagens’. O novo grão tem o triplo de ferro e o dobro de zinco do arroz branco tradicional. Essas virtudes conferem ao cereal o ingresso no rol dos alimentos mais indicados no combate à desnutrição nas regiões mais carentes do Planeta. O novo arroz também tem potencial para inclusão na alta gastronomia por sua coloração exótica.

Nas condições do Nordeste, onde foi testada, a nova planta se adaptou perfeitamente, sendo indicada para cultivo no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, onde outras variedades de arroz ‘colorido’ são produzidas em fundo de quintal e dão origem a pratos típicos.

Na Paraíba e no Rio Grande do Norte, antigas variedades de arroz-vermelho representam um alimento importante nas casas e restaurantes do interior. Ele é a base de dois dos principais pratos da culinária regional: o arroz-de-leite e o arrubacão, preparado com feijão-caupi (feijão-de-corda ou feijão-macassar) e queijo de coalho.

Com esse arroz, prepara-se também um caldo contra a diarreia em crianças. No sul do Ceará, o arroz vermelho é o principal componente da dieta das parturientes e na Chapada Diamantina, na Bahia, é usado no arroz-de-garimpeiro, preparado com carne-de-sol e legumes.

O arroz vermelho é da mesma espécie do branco (Oryza sativa L.). É o mais antigo a ser cultivado no mundo e o primeiro a ser introduzido no Brasil, chegando pela Bahia, no século 16. No século 17, passou a ser cultivado no Maranhão. As sementes vieram do Arquipélago dos Açores. Aqui, virou arroz-da-terra ou arroz-de-veneza.

Em 1765, o arroz branco vindo de Lisboa chegou ao Brasil pelo Maranhão, mas os lavradores que já cultivavam o vermelho não quiseram produzir o branco. O Governo resolveu então proibir, em 1772, o cultivo das variedades vermelhas. A proibição vigorou por 120 anos. Com isso, o arroz vermelho sumiu do Maranhão.

O Vale do Rio Piancó, na Paraíba, é considerada o refúgio do cereal no Brasil, onde ainda continua sendo conhecido como arroz-da-terra. Lá, anualmente são plantados cinco mil hectares, área equivalente à de cinco mil campos de futebol, sendo a principal cultura dessa região de solos férteis, isolada geograficamente e desprovida de tecnologias.

ONU, protagonismo da Bolívia....
Maior movimento camponês no mundo, a Via Campesina conseguiu aprovar na ONU a Declaração Sobre os Direitos dos Camponeses e Trabalhadores Rurais. A Resolução teve voto favorável de 119 países. A Bolívia liderou o processo pela “construção de sociedades mais resistentes, sustentáveis e inclusivas”.

...pesca e aquecimento global.
A ideia é proteger a agricultura familiar e os direitos de camponeses, pescadores artesanais, trabalhadores rurais e indígenas, melhorar a condição de vida desses povos e fortalecer a luta por soberania alimentar, contra a mudança climática, e em defesa da biodiversidade.

Descoberta põe Casqueiro....
O Instituto de Biociências da USP acaba de derrubar o mito de que os povos que viviam nos sambaquis tinham dieta pobre e restrita a frutos do mar. Estudo publicado agora no Reino Unido indica que eles cultivavam vegetais e tinham uma dieta rica em carboidratos.

...na mira da Arqueologia.
Sambaquis são formados por conchas e restos de animais marinhos ingeridos por esses povos que viveram na Mata Atlântica entre 8 mil e 1 mil anos atrás. Na Baixada Santista, os sambaquis se perderam sob ruas e casas. O mais emblemático ficava no Casqueiro, Cubatão.

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