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Quarta, 20 Fevereiro 2019 11:25

Para quê feijão? O ‘Agro é Pop’!

A disparada no preço do feijão relatada pela grande mídia nos últimos dias era previsível! E foi antecipada por esta coluna nos últimos meses de 2018. Bola de cristal? Não! Essa alta era previsível, reflexo de conceitos básicos do capitalismo. Ora, há décadas o feijão vem perdendo espaço no campo, especialmente no Interior Paulista, onde a redução de área plantada foi dramática desde a década de 1990, sem que nenhum incentivo fosse oferecido para que os produtores continuassem a plantar a leguminosa mais consumida pelos brasileiros ao longo dos séculos.

O pico dos preços no varejo em 2016, alimentado pela escassez do produto, até incentivou produtores a novamente investir no plantio do feijão. Nas safras seguintes, a relativa abundância de grão disponível no campo derrubou o valor pago ao agricultor na porteira da fazenda, mal remunerando o produtor rural ao longo de 2017 e 2018!

Observador e pendurado no crédito agrícola, o homem do campo resolveu buscar seu sustento plantando culturas capazes de trazer mais conforto financeiro para seu empreendimento rural, mais prosperidade para sua família. Assim, ele resolveu não dar outro tiro no escuro em 2019 e investiu na soja, que vira ração de cachorro e vira até tinta. A soja tem venda garantida e pela cotação do dólar. Colhida aqui, ela alimenta milhões de chineses, ávidos por proteína barata, do outro lado do mundo.

Consequentemente, o Brasil caminha a passos largos para se tornar dependente crônico da importação de feijão preto da Argentina, como acontece desde o Governo Dilma. O problema é que o feijão carioca não é produzido em nenhuma outra parte do Planeta, só aqui, o que impede sua importação para conter os preços no varejo brasileiro.

Assim, o Brasil (especialmente São Paulo) caminha a passos largos para se tornar uma “monocultura” de proporções continentais baseada na soja (para alimentar chineses e animais) e na cana (que vira combustível para automóveis), enquanto o alimento genuinamente brasileiro fica absurdamente caro para o brasileiro.

No Interior Paulista, tão identificado com a diversidade agrícola, a soja já se tornou a principal cultura. A área destinada à leguminosa ocupou uma área equivalente à de um milhão de campos de futebol em 2018. Neste ano, ela deve crescer mais 7% na média do Estado. Em Ourinhos, junto à divisa com o Paraná, esse crescimento será de 76,5%, segundo o Instituto de Economia Agrícola, ligado ao Governo do Estado. Em Avaré, a soja avançará 70,7%, enquanto Itapeva aumentará a área plantada em 25,9%.

Vai um cafezim....
Um lote de café colhido em Ibicoara, na Bahia, foi o campeão do 15º Concurso Nacional de Qualidade da Associação Brasileira da Indústria de Café, com nota 8,63. O segundo colocado foi produzido em Espera Feliz (MG), com nota 8,62. E, em terceiro, ficou um grão colhido em São Sebastião da Grama (SP), com nota 8,55, na categoria cereja descascada.

...da Bahia?....
O certame teve nove lotes finalistas, todos inscritos pelos organizadores dos concursos estaduais realizados no Paraná, Bahia, Minas Gerais e São Paulo. O Júri Técnico aconteceu no dia 12, no laboratório do Sindicato das Indústrias de Café do Estado de SP.

...Ou da Amazônia?.
O governo do Amazonas vai incentivar a cafeicultura no Estado. O objetivo é saltar de 7 mil sacas colhidas/ano para 360 mil até 2022.

Filosofia do campo:
“Quando o português chegou, debaixo de uma bruta chuva, ele vestiu o índio. Que pena! Fosse uma manhã de sol, o índio teria despido o português”, Oswald de Andrade (1890/1954), escritor paulista.

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