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Quarta, 05 Junho 2019 12:25

O viagra paulista que vem da Mata Atlântica

Nos confins da Mata Atlântica, lá para as bandas do Ararapira, do Ariri, isolado entre praias desertas, ilhas, rios e serras, botos, ostras e onças, sob a influência dos guerreiros tupi e guiado pela espiritualidade dos quilombolas, o povo caiçara desenvolveu uma alquimia de sabores, aromas, cores e texturas que é única no planeta. Da mandioca, surgiu a farinha manema; do linguado, da garoupa ou da corvina, o azul marinho com banana verde. Da tainha, as ovas defumadas são comparáveis em sabor e aparência à bottarga italiana, autêntico caviar caiçara. Isso sem falar nos robalos e manjubas salgados e desidratados ao sol...

Nesse processo sociológico que se desenvolveu ao longo de séculos, todo esse savoir-faire caiçara, esse know how praiano, também se fundiu à liturgia genuinamente brasileira de misturar à cachaça ingredientes locais. Em todo o Brasil há “garrafadas” com frutas, raízes, ervas ou até mesmo caranguejos, cobras, escorpiões e barbatana de peixes. Essas autênticas manifestações da medicina popular tupiniquim são indicadas para curar diversos problemas, de dor dente a alcoolismo.

Segundo o Anuário da Cachaça, lançado no último dia 28, a bebida é produzida em mais 800 municípios brasileiros, de 26 estados, e gera 600 mil empregos diretos. O documento aponta que há 3.648 cachaças e 1.862 aguardentes de cana registradas no Ministério da Agricultura.

Pois bem, na Ilha do Cardoso, último grão de areia do litoral paulista, onde São Paulo é quase Paraná e o Paraná é quase São Paulo, as folhas de uma árvore da família das pitangueiras e goiabeiras são misturadas à ótima cachaça de Morretes, cidade histórica do litoral paranaense.

As folhas da cataia dão à cachaça uma coloração característica, que rendeu à bebida o pomposo apelido de uísque caiçara. Mas, também há quem a conheça como uísque da praia. Os mais íntimos costumam chamar a cataia de “viagra caiçara”. Esse é o caso dos pretos velhos moradores dos 26 quilombos localizados junto ao Rio Ribeira de Iguape. Por lá, costuma-se dizer que a cachaça com cataia deixa o homem tão potente que ele se torna “capaz de quebrar até coquinho de brejaúva...”

Arroz, feijão...
O estado do Rio Grande do Sul promoveu no último dia 29 a 5ª Feira do Feijão Orgânico. O evento comercializou 60 variedades diferentes de sementes crioulas de feijão, entre elas irai, carioca vermelho, mourinho, expedito, macanudo e guapo brilhante.

...alegria do povão!
A produção, que possui certificação orgânica, é feita por famílias ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) que vivem nos assentamentos Conquista da Liberdade e Conquista da Luta. O MST também produz arroz livre de agrotóxicos no estado do Rio Grande do Sul.

O asteroide vem aí...
Cientistas já consideram caso “de extrema atenção” a possibilidade de colisão de um asteroide com a Terra. O objeto tem entre 100 e 300 metros. Cálculos iniciais indicam que o choque poderá ocorrer em abril de 2027 e o local mais provável é a cidade de Denver (EUA). No início de maio, foi realizado em Washington um exercício de simulação durante conferência promovida pela Academia Internacional de Astronáutica.

...sacudiu o Brasil.
No Brasil, são conhecidas atualmente oito crateras provocadas pela colisão de asteroides/meteoritos com o solo, com diâmetros que variam entre 4,5 e 40 quilômetros cada uma.

Filosofia do campo:
“A beleza é a inteligência à flor da pele”, Millôr Fernandes (1923-2012), desenhista, poeta e jornalista carioca.

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