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Quarta, 03 Julho 2019 10:52

Combate à escravidão cai 55% com Bolsonaro

A extinção do Ministério do Trabalho nas primeiras semanas do governo Jair Bolsonaro provocou uma dramática redução nas ações de combate à escravidão no Brasil. Como consequência, o número de trabalhadores resgatados também despencou. Nos 12 meses de 2018, foram libertados 1.745 escravos, contra apenas 232 no primeiro semestre de 2019. Isso signiica que, se continuar no ritmo atual, a fiscalização do trabalho sob a gestão de Bolsonaro levará quase quatro anos para libertar o mesmo número de escravos resgatados em apenas um ano no governo Michel Temer.

O balanço do primeiro semestre aponta que apenas 54 empresas/fazendas foram alvo de fiscalização por parte da Secretaria de Inspeção Trabalho (SIT). Ou seja, uma média de nove fazendas/empresas vistoriadas a cada 30 dias. Em contrapartida, ao longo de 2018 foram 238 os estabelecimentos visitados pela SIT, ou seja, uma média de 20 empresas/fazendas inspecionadas por mês.

Esse recuo na atuação da SIT, desde janeiro vinculada ao ministro da Economia Paulo Guedes, também provocou uma dramática redução nas verbas rescisórias pagas compulsoriamente pelos empresários/fazendeiros flagrados explorando a escravidão alheia. Em 2014, ainda no Governo Dilma Rousseff, os trabalhadores resgatados receberam R$ 5 milhões e 953 mil em indenizações. No primeiro semestre de 2019, esse montante caiu para apenas R$ 643 mil.

A era Bolsonaro também inverteu uma regra que se mantinha desde 1995, que sempre apontou os fazendeiros como principais exploradores da mão de obra escrava. Em 2019, só um a cada três escravos libertados trabalhava no agronegócio, um dos principais pilares de sustentação do governo Bolsonaro. Ou seja, o alvo das inspeções parece ter mudado do campo para as cidades, uma vez que 67,6% dos trabalhadores libertados entre janeiro e junho de 2019 estavam na zona urbana.

Dos 232 escravos libertados no primeiro semestre, 13 foram localizados no Estado de São Paulo, contra 101 em Minas Gerais, 79 no Distrito Federal, 17 no Pará, 9 na Bahia, 6 em Roraima, 5 no Maranhão, 1 no Rio Grande do Sul e 1 no Espírito Santo. Os dados constam da página oficial da SIT.

O Senado...
O Senado aprovou, no final de junho, uma nova regra para os queijos artesanais, diminuindo a burocracia para os produtores. É artesanal o queijo feito com leite da própria fazenda.

...as vacas...
A nova regra permite o livre trânsito pelo País de queijo feito com leite cru, sem pasteurização. Essa prática era vetada desde 1952, ainda no governo Getúlio Vargas. Entre as doenças que podem ser transmitidas pelo leite cru estão tuberculose e salmonelose.

...e os queijos.
A nova lei exige que a queijaria controle a qualidade da água usada na sala de ordenha e comprove a sanidade de suas vacas. Em junho, o Brasil conquistou na França 58 medalhas em concurso mundial de queijos, a maioria deles feita com leite cru.

Nota de falecimento.
Deu na Agência de Notícias de Direitos Animais: Guida, uma elefanta de 47 anos que vivia no Santuário de Elefantes Brasil, na Chapada dos Guimarães, no estado do Mato Grosso, teve morte súbita no dia 24. Guida sofreu maus tratos por 40 anos em um circo.

Filosofia do campo:
“Prezo insetos mais que aviões. Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis. Tenho em mim um atraso de nascença. Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos. Tenho abundância de ser feliz por isso. Meu quintal é maior do que o mundo”, Manoel de Barros (1916-2014), poeta mato-grossense.

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