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O Brasil do mico

O clima do planeta vem sofrendo profundas alterações. Eventos como secas e inundações tem sido mais severas e duradoras, afetando sobretudo os mais pobres.

Há décadas a ciência vem alertando sobre o grave problema das mudanças climáticas, e a inadiável necessidade, da humanidade transitar do atual modo de desenvolvimento, assentado nas fontes de energias fósseis e não renováveis (como o petróleo, por exemplo) para um padrão baseado em fontes renováveis e sustentáveis.

A mudança de paradigma é chamada de transição ecológica, e pode perfeitamente ser alicerçada em práticas tecnológicas inovadoras que estimulem uma evolução inclusiva, justa, sustentável. Uma economia de baixo carbono com investimentos em agroecologia, e alterações na estrutura produtiva garantirá a geração de mais e melhores empregos e transformará a crise ambiental em oportunidades para melhorarmos a vida da população brasileira e de toda a humanidade, assegurando alimentos sem veneno, ar e água limpa, nos campos e nas cidades.

Avanços importantes na tentava de reverter esse quando vêm sendo construídos com base em um gigantesco esforço global, o chamado Acordo de Paris, é resultado desse empenho, e o Brasil é reconhecido por todo o mundo como um dos grandes protagonistas desse processo.

Lamentavelmente o presidente eleito, Jair Bolsonaro, comunicou que não aceitará sediar a COP-25 (Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), que iria ocorrer no Brasil em novembro de 2019.

A desastrada decisão, foi justificada com a alegação de conter despesas, o que é uma falácia, pois eventos dessa envergadura se pagam e geram receitas ao atrair milhares de pessoas como jornalistas, pesquisadores, ambientalistas, empresários, delegações oficiais, etc. Ao não aceitar sediar a COP-25, o presidente coloca o Brasil na desconfortável condição de parceiro da estupidez de Donald Trump, que insiste em descrer das mudanças climáticas. Pior que isso, essa e outras manifestações grotescas do novo governo isolam e jogam o nosso país na condição de nanico no xadrez das relações internacionais, além de humilhar a historicamente respeitada diplomacia brasileira. Enfim, por opção ideológica e devoção ao charlatanismo religioso o presidente eleito faz o Brasil virar piada no mundo.

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