últimas notícias

Acervo

O clima e goiabeira

Reunidos na Conferência das Partes (COP-24) na cidade de Katowice, Polônia, representantes de dezenas de países buscaram chegar a um plano concreto para implementar o chamado acordo Climático de Paris, que é um compromisso internacional discutido por 195 nações no decorrer da Conferência das Partes (COP-21), realizada na capital francesa no ano de 2015.

Há três anos, os povos concordaram em fazer todos os esforços possíveis para manter os aumentos da temperatura global o mais perto possível de 1,5°C.

As negociações multilaterais sobre o clima historicamente têm sido difíceis, já que as nações frequentemente tentam proteger seus interesses econômicos.

Os compromissos feitos em Paris foram pioneiros, inclusive, por prever apoio financeiro dos países industrializados para aqueles que estão em desenvolvimento, a elaboração de planos climáticos nacionais até o ano de 2020, com metas autodeterminadas, proteção de ecossistemas, medidas de redução da vulnerabilidade socioambientais às alterações climáticas, entre outros.

Conforme acordado na COP-23, ocorrida em 2017 em Bonn, na Alemanha, o Brasil, em 2019, seria a sede da COP-25. Surpreendentemente o governo recém-eleito desistiu de sediar a COP-25. Como se não bastasse, tem dado declarações de que pode deixar o acordo de Paris, o que seria um grande besteira, e prejudicaria enormemente nosso país, sobretudo no campo econômico.

O novo governo diz que pretende propor mudanças no Acordo Climático. Ora, cabe ao país sede coordenar e secretariar esse tipo de encontro. Logo, essa seria a melhor oportunidade para sugerir qualquer tipo de alteração. Talvez por desconhecimento (que por si, é imperdoável) os novos mandatários prefiram o caminho da retórica grosseira e medíocre para justificar o injustificável.

Ao novo governo: Melhor descer da goiabeira e já ir se acostumando com os problemas reais.

Tops da Gazeta