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Terça, 19 Fevereiro 2019 11:08

O medo do governo

Em outubro de 2017 o Papa Francisco convocou o Sínodo da Amazônia. Sínodo é uma expressão de origem grega que significa “caminho comum” e é utilizada para designar encontros do episcopado que debatem um tema importante e traçam caminhos conjuntos.

O Sínodo foi demandado em 2016, pela Rede Eclesial Pan-Amazônica, coordenada por dom Erwin Krautler, que há cinco décadas denuncia a marginalização de povos tradicionais como indígenas, ribeirinhos e quilombolas. Comunidades que cotidianamente promovem a defesa das riquezas naturais das regiões que ancestralmente ocupam.

Felizmente, o pontificado de Francisco está conectado aos temas atuais, sobretudo àqueles que atingem a população mais pobre.

Nesse sentido, o Papa lançou em 2015 a encíclica “Laudato Si” (Louvado sejas). Referência direta a São Francisco de Assis, conhecido por louvar a Deus pela criação. O documento convida os cristãos a refletirem e mudar o estilo de vida em prol da preservação da criação divina. A iniciativa do Sínodo desagradou o governo Bolsonaro. O general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), declarou que o encontro seria uma agressão à soberania nacional. Disse, também, que os órgãos de espionagem do governo estão investigando a Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) para “neutralizar possíveis ameaças”. A CNBB, mesmo sendo espionada, preferiu não se manifestar. A reação do Planalto - mais uma vez- foi medíocre, tosca e vulgar. O que não chaga a surpreender, pois essa tem sido a tônica do atual governo. Os atuais mandatários temem a repercussão internacional de eventuais críticas que possam vir do Sínodo à política ambiental vigente. Ou melhor: ausência dela, já que os integrantes do governo não protegem o meio ambiente. Pelo contrário, esmeram-se em defender os interesses de grupos econômicos ávidos em expandir a exploração predatória de minérios, madeiras, monoculturas agroindustriais, pecuária etc. O ministro do meio ambiente Ricardo Salles declarou na semana passada, que Chico Mendes não tem relevância. A fala do ministro - condenado por improbidade administrativa - não surpreende, pois importante para Salles, são os interesses das mineradoras e da chamada bancada ruralista.

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