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Terça, 23 Abril 2019 11:10

Quem tem medo do povo?

O Dia Internacional de Luta Pela Terra, celebrado no dia 17, e o Dia do Índio, no dia 19, renderam a este mês a alcunha de Abril Vermelho, período de manifestações por parte do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) e dos povos indígenas na defesa de seus direitos. Os movimentos sociais, no entanto, não são exatamente queridos pelo governo Bolsonaro e vem sofrendo duros golpes, inclusive neste período.

Segundo informe da ONU sobre povos tradicionais, o Brasil é o país mais perigoso do mundo para defensores dos direitos indígenas - ao lado de Colômbia, México e Filipinas, respondemos por 80% das mortes destes grupos. No movimento pela Reforma Agrária, o quadro não é muito diferente - de acordo com um balanço da Comissão Pastoral da Terra (CPT), quase 1 milhão de pessoas foram afetadas por 1500 conflitos fundiários no Brasil no ano passado. Ainda em 2018, foram registrados pelo menos 28 assassinatos de pessoas ligadas a luta pela terra, mas estima-se que os números sejam muito maiores.

Ao invés de proteger os povos tradicionais e aqueles que lutam por direitos constitucionais, o governo Bolsonaro adotou a linha da repressão mais dura e cruel, não apenas criminalizando os movimentos, mas perseguindo e agredindo aqueles que mais precisam de apoio do Estado. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, por exemplo, autorizou a presença da força de Segurança Nacional em Brasília para reprimir o Acampamento Terra Livre, assembleia indígena realizada há mais de 15 anos na capital Federal.

Indígenas não marcham todos os anos para Brasília para causar tumulto, mas como demonstração de resistência e organização para defender seus direitos constitucionais, inclusive à titulação de territórios. A defesa de direitos previstos em lei também é a pauta das manifestações de trabalhadores e trabalhadoras no Dia Mundial da Luta Pela Terra. Porque então Bolsonaro teme quem se organiza e luta por direitos constitucionais? Qual a razão de um governo violentar seu próprio povo?

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