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Terça, 03 Setembro 2019 12:11

Quem se alimenta de ódio?

O racismo, a xenofobia, a homofobia e outras manifestações repugnantes de intolerância são algumas das marcas mais tristes e indesejadas de nossa sociedade. No entanto, como a história nos mostra, combate-las não é tarefa fácil, pelo contrário, em períodos de crise é que se torna ainda mais difícil. Seja na Alemanha nazista, nos Estados Unidos ou no Brasil de hoje, estas práticas violentas foram e continuam sendo incorporadas nos discursos oficiais, conferindo a quem as reproduz ou pratica, enorme permissividade.

Durante o período entre guerras, Hitler se dizia solidário ao povo alemão, que sofria com o desemprego e a fome. Não foi difícil para um orador astuto convencer os alemães em condições desfavoráveis de que estrangeiros ou judeus roubavam seus empregos. Nas últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos, País que também sofre com a falta de empregos, o multimilionário e astro televisivo Donald Trump se utilizou da mesma retórica. Mexicanos, afrodescendentes e outros grupos étnicos foram responsabilizados por sua suposta desgraça.

No Brasil, Bolsonaro faz o mesmo. Com o suporte de parte da grande mídia, os setores mais atrasados das elites econômicas encontraram no ex-capitão uma forma de interferir no processo eleitoral. Além dos discursos machistas, racistas, xenofóbicos, misóginos e homofóbicos, Bolsonaro carregou no antipetismo e anticomunismo, uma fórmula tão antiga quanto a Guerra Fria, encerrada em 1989. Apesar de inconsistente, o conteúdo reverbera em quase todas classes sociais.

Os mais ricos sabem que a situação econômica é uma crise do sistema capitalista, mas decidem adotar outra narrativa para ditar os rumos da política e da economia. Uma parcela da classe média ainda carrega consigo heranças mal resolvidas de um Brasil escravagista, valores que foram alimentados com maestria pelos marqueteiros Bolsonaristas. Por fim, setores das classes mais baixas sofreram um massacre midiático e acreditaram que um deputado com mais de 30 anos na política poderia representar seus interesses. Agora começam a perceber que eram promessas vazias de conteúdo, mas cheias apenas de ódio.

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