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Santa Dulce dos pobres

Era janeiro de 2001 quando Cláudia dos Santos apresentou graves complicações durante o parto de seu segundo filho em um hospital no interior de Sergipe. Após 28 horas de hemorragia e 3 cirurgias, os médicos já haviam perdido as esperanças na recuperação da paciente, que para surpresa de todos, sobreviveu. Fora o padre José de Menezes que rogara à Irmã Dulce o seu salvamento.

O caso acima é reconhecido pelo Vaticano como o primeiro milagre operado por Irmã Dulce, conhecida como "Anjo Bom da Bahia" e desde domingo, "Santa Dulce dos Pobres". Ela acaba de ser canonizada não apenas por este episódio, mas pela cura da cegueira de um homem com deficiência visual e principalmente por sua vida inteira de atenção aos pobres e desvalidos.

A dedicação aos menos favorecidos e o senso de justiça que estão nas bases fundamentais do cristianismo e da democracia, nos remetem também à vida e obra de ativistas como a irmã Dorothy Stang, assassinada em 2005 por sua militância na Amazônia brasileira; de Santo Dias da Silva, integrante da Pastoral Operária morto pela Polícia Militar enquanto comandava uma greve e do Padre Jósimo, coordenador da Pastoral da Terra cuja vida foi ceifada por fazendeiros do Tocantins.

São casos que ilustram os riscos e desafios de quem defende os direitos dos desvalidos e marginalizados no Brasil e nos convidam a refletir sobre o papel de cada um de nós no enfrentamento das diferenças sociais em um País cujo presidente flerta com o autoritarismo e a barbárie. Ainda hoje, somos considerados um dos países mais perigosos do mundo para ativistas e, assim mesmo, eles sabem de que lado da história devem ficar e o fazem até o último dia de suas vidas.

Quando falamos das irmãs Dulce e Dorothy, do Padre Jósimo, de Santo Dias da Silva ou dos milhares de ativistas que atuam no Brasil é porque valorizamos a solidariedade e a tolerância, como eles fizeram e fazem. Nas palavras do Papa Francisco durante a missa do último domingo no Vaticano, "as pessoas que se dedicam a defender os mais pobres fazem um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo".

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Era janeiro de 2001 quando Cláudia dos Santos apresentou graves complicações durante o parto de seu segundo filho em um hospital no interior de Sergipe. Após 28 horas de hemorragia e 3 cirurgias, os médicos já haviam perdido as esperanças na recuperação da paciente, que para surpresa de todos, sobreviveu. Fora o padre José de Menezes que rogara à Irmã Dulce o seu salvamento.

O caso acima é reconhecido pelo Vaticano como o primeiro milagre operado por Irmã Dulce, conhecida como "Anjo Bom da Bahia" e desde domingo, "Santa Dulce dos Pobres". Ela acaba de ser canonizada não apenas por este episódio, mas pela cura da cegueira de um homem com deficiência visual e principalmente por sua vida inteira de atenção aos pobres e desvalidos.

A dedicação aos menos favorecidos e o senso de justiça que estão nas bases fundamentais do cristianismo e da democracia, nos remetem também à vida e obra de ativistas como a irmã Dorothy Stang, assassinada em 2005 por sua militância na Amazônia brasileira; de Santo Dias da Silva, integrante da Pastoral Operária morto pela Polícia Militar enquanto comandava uma greve e do Padre Jósimo, coordenador da Pastoral da Terra cuja vida foi ceifada por fazendeiros do Tocantins.

São casos que ilustram os riscos e desafios de quem defende os direitos dos desvalidos e marginalizados no Brasil e nos convidam a refletir sobre o papel de cada um de nós no enfrentamento das diferenças sociais em um País cujo presidente flerta com o autoritarismo e a barbárie. Ainda hoje, somos considerados um dos países mais perigosos do mundo para ativistas e, assim mesmo, eles sabem de que lado da história devem ficar e o fazem até o último dia de suas vidas.

Quando falamos das irmãs Dulce e Dorothy, do Padre Jósimo, de Santo Dias da Silva ou dos milhares de ativistas que atuam no Brasil é porque valorizamos a solidariedade e a tolerância, como eles fizeram e fazem. Nas palavras do Papa Francisco durante a missa do último domingo no Vaticano, "as pessoas que se dedicam a defender os mais pobres fazem um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo".

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