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A dieta do coração

O consumo regular de alimentos naturais ou pouco processados é um dos segredos para manter o coração saudável Por Vanessa Zampronho De São Paulo

Comer o arroz e feijão nosso de cada dia está cada vez mais diícil na correria das cidades. Afinal, preparar as refeições costuma levar um certo tempo – tempo esse que muitas pessoas não possuem. É aí que entram os alimentos prontos, que podem ser congelados, os de fácil preparo ou, em alguns casos, fast food que ainda dá para pedir para entregar em casa.

Esses alimentos são mais práticos, mas não são os ideais. “Tem crescido muito o consumo desses alimentos por conta da praticidade, mas são desbalanceados nutricionalmente”, diz a nutricionista Isabela Sattamini, da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). São os alimentos ultraprocessados, que têm um alto grau de processamento industrial, como por exemplo os refrigerantes, salgadinhos, refeições prontas, bolachas, biscoitos e doces. “Eles são muito ricos em sal, açúcar e gordura, e pobres em nutrientes protetores, como vitaminas, minerais, fibras alimentares e compostos bioativos”, explica.

O excesso de sal e gordura cai como uma bomba para a saúde do coração e do corpo como um todo. “Quando se aumenta o volume de sal circulante no sangue, o organismo retém mais líquido, e aumenta a pressão arterial. O sódio presente no sal também penetra na artéria e entra junto com o cálcio, e isso deixa a artéria mais rígida. Já as gorduras saturadas e trans acabam desenvolvendo placas de colesterol nas artérias, obstruindo-as, e causam infarto e AVC”, explica o cardiologista Luiz Bortolotto, da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Além de evitar esses alimentos, e começar com uma alimentação mais saudável, monitorar a saúde do coração é outro fator importante: o aplicativo Heart Care ajuda na medição dos batimentos cardíacos, bem como mantém um histórico de informações, como medição da pressão e peso. (veja box abaixo).

A gordura trans, presente nos alimentos prontos, embora aumente o prazo de validade dos alimentos, é considerada como muito prejudicial à saúde. “Ela causa uma agressão muito forte nas artérias, causa processos inflamatórios, aumenta o risco de doença cardiovascular, diabetes, infertilidade, doença de Alzheimer e alguns tipos de câncer”, diz Sattamini. Assim, a Asbran e o Conselho Federal de Nutrição (CFN) lançaram a campanha “Pela saúde do coração, gordura trans não”.

Por isso que uma alimentação balanceada e com o mínimo de alimentos ultraprocessados é fundamental para manter o coração em bom ritmo. A dieta mediterrânea é considerada uma das mais saudáveis e equilibradas. Ela consiste no consumo de verduras, frutas, carnes magras (como de frango ou peixe) – mas pode ser adaptada para os alimentos que temos no Brasil. “Não precisa reproduzir a dieta da Itália e da Grécia. O Brasil tem uma das maiores biodiversidades do mundo sobre alimentos, e temos nosso arroz, feijão, várias verduras regionais, frutas e peixes”, afirma Sattamini.

E não é diícil mudar a dieta para uma alimentação mais saudável. “Nossa recomendação é que se comece a cozinhar mais, ver quais são os vegetais da sua região e qual é a época deles. Outro benefício é que eles dão mais saciedade e você acaba consumindo menos do que os ultraprocessados”, diz Sattamini. A ideia é manter o equilíbrio na alimentação, para manter o coração e o corpo saudáveis.

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