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Gostosos e perigosos

O sistema imunológico tem a função de defender o organismo da invasão de vírus e bactérias que possam causar doenças. Mas em algumas ocasiões, ele interpreta como perigosas as substâncias de alguns alimentos, que aí se transformam em verdadeiros vilões. Para combater a ameaça, o corpo lança mão de algumas reações bastante características, como inchaço, coceira, dificuldade para respirar, vômitos e desmaios.

É o que se conhece como alergia alimentar: uma reação exagerada a algo que não deveria ser encarado como problema. “O organismo não entende que aquilo é um alimento e que deveria conviver bem com ele”, explica a alergista Ana Carolina Rozalem Reali, membro do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia,

A alergia alimentar é diferente da intolerância alimentar, que é uma dificuldade do corpo em digerir determinados alimentos. Os sintomas também são diferentes: desconforto e dor abdominal, gases, diarreia, e constipação intestinal (veja box abaixo com as diferenças entre alergia e intolerância).

Os tipos de alimentos e o grau de reação à alergia e à intolerância alimentar variam bastante entre as pessoas. Há oito alimentos que são responsáveis por 90% dos casos de alergia: leite, ovo, trigo, soja, amendoim, castanha no geral, peixe e frutos do mar. No caso da intolerância, os campeões de problemas são o leite, por conta da lactose, o açúcar do leite, e o pão, devido ao glúten, uma proteína presente no trigo. É muito importante consultar um alergista para detectar se o paciente tem alergia ou intolerância, porque em alguns casos o tratamento é diferente.

Na alergia, o paciente não pode ter contato nenhum com o alimento que causa problemas. Já a intolerância, o procedimento é evitar o seu consumo. Em ambos os casos, deve ser feito um acompanhamento com nutricionista, que elabora uma dieta especial. “Precisamos tirar os alimentos aos quais o paciente tem alergia ou intolerância e substitui-los por outros, e fazer um acompanhamento. Na consulta seguinte, o paciente conta se ele se sentiu bem ou se teve algum alimento que não caiu bem”, diz o nutricionista Gustavo Pasqualotto.

No dois casos, não há uma cura, e sim controle. Somente no caso de intolerância à lactose existe um remédio: uma enzima que deve ser consumida antes de o paciente ingerir leite e derivados. Já os pacientes comprovadamente alérgicos devem carregar alguns remédios para serem usados em uma emergência e, nas crises graves, com risco à vida, devem receber atendimento médico imediato. Outra dica é ler os rótulos dos alimentos, para evitar crises alérgicas ou de intolerância. “Nele, você consegue identificar todos os ingredientes e, assim, ver os que causam alergia ou intolerância”, completa Pasqualotto.

Leite especial para bebês no SUS

O SUS disponibiliza gratuitamente, nos postos de saúde, fórmulas especiais para crianças com até dois anos de idade com alergia comprovada ao leite. Para ter acesso, o paciente precisa passar por consulta médica em alguma unidade básica de saúde e ter a alergia diagnosticada.

alimentos vilões


box alergia

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O sistema imunológico tem a função de defender o organismo da invasão de vírus e bactérias que possam causar doenças. Mas em algumas ocasiões, ele interpreta como perigosas as substâncias de alguns alimentos, que aí se transformam em verdadeiros vilões. Para combater a ameaça, o corpo lança mão de algumas reações bastante características, como inchaço, coceira, dificuldade para respirar, vômitos e desmaios.

É o que se conhece como alergia alimentar: uma reação exagerada a algo que não deveria ser encarado como problema. “O organismo não entende que aquilo é um alimento e que deveria conviver bem com ele”, explica a alergista Ana Carolina Rozalem Reali, membro do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia,

A alergia alimentar é diferente da intolerância alimentar, que é uma dificuldade do corpo em digerir determinados alimentos. Os sintomas também são diferentes: desconforto e dor abdominal, gases, diarreia, e constipação intestinal (veja box abaixo com as diferenças entre alergia e intolerância).

Os tipos de alimentos e o grau de reação à alergia e à intolerância alimentar variam bastante entre as pessoas. Há oito alimentos que são responsáveis por 90% dos casos de alergia: leite, ovo, trigo, soja, amendoim, castanha no geral, peixe e frutos do mar. No caso da intolerância, os campeões de problemas são o leite, por conta da lactose, o açúcar do leite, e o pão, devido ao glúten, uma proteína presente no trigo. É muito importante consultar um alergista para detectar se o paciente tem alergia ou intolerância, porque em alguns casos o tratamento é diferente.

Na alergia, o paciente não pode ter contato nenhum com o alimento que causa problemas. Já a intolerância, o procedimento é evitar o seu consumo. Em ambos os casos, deve ser feito um acompanhamento com nutricionista, que elabora uma dieta especial. “Precisamos tirar os alimentos aos quais o paciente tem alergia ou intolerância e substitui-los por outros, e fazer um acompanhamento. Na consulta seguinte, o paciente conta se ele se sentiu bem ou se teve algum alimento que não caiu bem”, diz o nutricionista Gustavo Pasqualotto.

No dois casos, não há uma cura, e sim controle. Somente no caso de intolerância à lactose existe um remédio: uma enzima que deve ser consumida antes de o paciente ingerir leite e derivados. Já os pacientes comprovadamente alérgicos devem carregar alguns remédios para serem usados em uma emergência e, nas crises graves, com risco à vida, devem receber atendimento médico imediato. Outra dica é ler os rótulos dos alimentos, para evitar crises alérgicas ou de intolerância. “Nele, você consegue identificar todos os ingredientes e, assim, ver os que causam alergia ou intolerância”, completa Pasqualotto.

Leite especial para bebês no SUS

O SUS disponibiliza gratuitamente, nos postos de saúde, fórmulas especiais para crianças com até dois anos de idade com alergia comprovada ao leite. Para ter acesso, o paciente precisa passar por consulta médica em alguma unidade básica de saúde e ter a alergia diagnosticada.

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