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Leilões geram oportunidade para quem pretende economizar

Em busca de renovação nos investimentos, empresas oferecem bens acumulados em pregão Da Reportagem De São Paulo

Uma famosa empresa do ramo de cimento está vendendo automóveis e sucata de seus equipamentos, outra, do ramo de roupas em geral, seus artigos de vestuário e móveis, como mesas expositoras e balcões. Em breve, a Prefeitura de Porto Feliz comercializará 45 veículos, 27 terrenos e sucatas de “inservíveis”, como mesas escolares e armários.

A Prefeitura de Dourado (SP) fará leilão de oito veículos, uma caçamba coletora e compactadora de lixo, uma cadeira odontológica e sucatas “inservíveis” como mesas, cadeiras e armários, um lote com 10 notebooks funcionando e outros materiais eletrônicos. A empresa Pigma Construções fará um leilão de quatro caminhões equipados com bomba de concreto Putzmeisters.

Esses são exemplos de alguns dos diversos leilões empresariais que acontecem frequentemente nos mais variados tipos de empresas públicas ou privadas. A Sumaré Leilões é uma das poucas plataformas capacitadas para realizar essa modalidade.

As empresas, em geral, precisam se atualizar diariamente, seja em ideias, produtos, investimentos ou equipamentos. Aliás, é de extrema importância para a prosperidade de um empreendimento que ele esteja sempre com o que há de mais novo no mercado, para evitar ceder espaço à concorrência. Na busca pela renovação, muitas vezes acontece o acúmulo de bens que nunca mais serão utilizados.

Para evitar o uso desnecessário de espaço, a imobilização de um ativo ou o seu descarte puro e simples, muitas organizações encontram nos leilões empresariais, também conhecidos como extrajudiciais, uma excelente oportunidade.

Neles, os chamados bens “inservíveis” são vendidos sem a interferência do Estado, gerando caixa, recuperando ativos em desuso, ensejando a sua renovação e a do espaço outrora ocupado. Um bem “inservível” pode ser, por exemplo, um terreno, uma frota de veículos, um móvel, sucata, equipamentos de informática, aparelhos e objetos dos mais variados tipos, que já não têm mais utilidade para a empresa, seja ela de direito público ou privado.

Um leilão de bens “inservíveis” não significa que o comprador terá à disposição lotes ruins. Se for sucata, é uma excelente oportunidade para as empresas de reciclagem.

Pode ocorrer ainda a comercialização de peças que necessitem de alguma restauração ou materiais novos que estão sendo leiloados simplesmente porque não serão mais aproveitados pela atual empresa proprietária.

O gestor de recursos e especialista em assessoria financeira customizada para empresas e pessoas, Jair Lemes, afirma que o leilão empresarial é um investimento que traz resultado positivo para todos os envolvidos.

No cenário atual do mercado, é cada vez mais corriqueira a prática de se adquirir materiais e equipamentos usados.

“As empresas e pessoas de maior sucesso sempre tentam comprar barato - mesmo que seja usado - desde que o bem esteja em boas condições”, afirma.

Jair explica que, às vezes, a aquisição de um bem novo e mais caro, por mais que possua características superiores, pode incidir negativamente nas finanças: “O equipamento tem que atender à necessidade exata da empresa e não excede-la, pois esse investimento maior pode ser alocado em outras áreas com melhor uso e resultado”, analisa.

O especialista lembra que o leilão empresarial é ecologicamente responsável e incrementa a receita da empresa vendedora, pois dá finalidade a algo ocioso que poderia até gerar custo ao proprietário. Jair acrescenta ser imprescindível ao comprador conferir a qualidade do lote ofertado.

“É fundamental a avaliação dos investimentos por um profissional para saber a condição desses equipamentos antes que sejam adquiridos”, finaliza.


*Por Priscila Freitas

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