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Sexta, 12 Julho 2019 23:16

Previna-se das doenças de inverno

Aumenta o número de pacientes nos prontos-socorros vítimas de enfermidades comuns desta época
O frio intenso que fez em São Paulo na primeira semana de julho não deverá se repetir O frio intenso que fez em São Paulo na primeira semana de julho não deverá se repetir Bruno Rocha/Fotoarena/Folhapress
Por Vanessa Zampronho
De São Paulo

As temperaturas caem, e a quantidade de pessoas acometidas por gripe, sinusite, resfriado, rinite, e até problemas no coração aumenta. Não é uma simples coincidência: temperaturas mais baixas e ar mais seco, típicas do inverno, são as responsáveis por esse fenômeno.

“As pessoas tendem a ficar em ambientes fechados no frio, e assim as doenças infecciosas são transmitidas com mais facilidade”, aponta o infectologista Roberto Focaccia, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia. Nesta lista de doenças, entram a gripe, sinusite, resfriado, otite e pneumonia (veja quadro abaixo).

Um dos motivos principais que faz as doenças respiratórias serem mais frequentes no inverno é o ressecamento das mucosas, especialmente as do nariz, boca e ouvido. As mucosas são um tipo de tecido que reveste as cavidades do corpo que têm contato com o meio exterior. “Ela tem uma camada de células que oferecem proteção imunológica contra vírus e bactérias. Se elas estão ressecadas, a contaminação é bem mais fácil”, explica.

Os olhos também sofrem com a baixa umidade do ar. A conjuntivite, que atinge a conjuntiva, uma estrutura interna do olho, causa vermelhidão, coceira e irritação. Ela é mais comum no inverno, e aparece especialmente se há baixa lubriicação ocular. Por isso uma das recomendações de Focaccia é não deixar de ingerir água, para manter o corpo – e as mucosas – hidratadas. “Além disso, evitar as aglomerações, não se expor ao frio e agasalhar-se adequadamente evitam que essas doenças apareçam”, diz.

Mas essas não são as doenças que mais aparecem no inverno. Enfermidades cardiovasculares também dão as caras no tempo frio, especialmente em pessoas que já tem alguma doença no órgão. Como os vasos sanguíneos se contraem para manter a temperatura do corpo, o coração precisa fazer mais força para bombear sangue. “Mas ele às vezes não consegue bombear o sangue adequadamente. Então as veias do coração sofrem, o que pode causar infarto e arritmias”.

Outro problema que costuma aparecer no inverno é a febre maculosa, transmitida pela picada do carrapato-estrela, que pode aparecer em animais como cavalos, bois, cachorros e em pessoas – e precisa de um cuidado adicional para retirá-lo da pele. “Nunca se deve esmagar o carrapato, porque ao ser esmagado, ele libera as bactérias responsáveis pela doença. Ele deve ser retirado com pinça”.

De acordo com Focaccia, há um surto da doença em cidades como Campinas, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, no interior do Estado. Além da febre, o corpo apresenta dor de cabeça e nos músculos, e manchas no corpo. “É um quadro diícil de ser diagnosticado, porque não tem nada de característico. É necessário fazer exames de laboratório rapidamente para detectar a doença, porque ela pode levar a óbito em até 30% dos casos”.

Desta forma, a qualquer sinal estranho que o corpo apresente, o ideal é recorrer ao atendimento médico, para ter o tratamento adequado. “Essas infecções são fáceis de tratar no começo. Se demora para procurar socorro, os riscos de complicação aumentam”, completa.

Inverno mais seco e menos frio

O frio intenso que fez em São Paulo na primeira semana de julho não deverá se repetir, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Depois que o frio for embora, a tendência apontada pelo instituto é de temperaturas mais amenas, e pouca chuva. Isso é devido à influência do fenômeno El Niño, que aquece as águas do oceano Pacífico acima do normal, e dificulta o avanço das frentes frias e massas de ar polares, responsáveis pela chuva e queda de temperatura.

A pele também sofre no inverno

O tempo mais seco não irrita somente as mucosas: a pele também fica mais ressecada. E o ar mais seco não é o único responsável: a tendência – e vontade – de tomar banhos quentes e mais demorados é maior nessa época, e isso, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), deixa a pele ainda mais ressecada. Por isso, para evitar que a pele também fique debilitada no inverno, além de beber água, use hidratantes para a pele e os lábios, que também costumam ficar mais secos, e não descuide do filtro solar.

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