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Sábado, 10 Agosto 2019 10:35

Sensível demais

Sensibilidade dental atinge 32% dos brasileiros; ingerir alimentos frios, quentes, doces e até ar frio pode causar dores
Consultar um dentista é fundamental para evitar que a sensibilidade aumente, além de impedir que o quadro se agrave Consultar um dentista é fundamental para evitar que a sensibilidade aumente, além de impedir que o quadro se agrave Divulgação
Por Vanessa Zampronho
De São Paulo

É uma dor que parece chegar ao cérebro e atingir toda a cabeça: ao ingerir sorvete, café, frutas cítricas ou um doce, por exemplo, um em cada três brasileiros padece de sensibilidade dental. Até ar frio, dependendo da temperatura do ambiente, pode desencadear a dor. É o que mostrou uma pesquisa de 2018, feita pela Kantar TNS a pedido de uma marca de pasta de dente. O estudo também indicou que esse é o principal problema de saúde bucal no Brasil.

Consultar um dentista é fundamental para evitar que a sensibilidade aumente, além de impedir que o quadro se agrave. Uma das causas dessa sensibilidade é a retração da gengiva, que expõe o cimento dos dentes. “Como não é protegido pelo esmalte, ao ficar exposto, causa a sensibilidade”, diz o dentista Artur Cerri, membro da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas).

Outra causa da sensibilidade dental é o desgaste do esmalte, a camada que reveste externamente o dente. Ele é muito duro e resistente, mas pode sofrer traumas no correr da vida e ele perde sua dureza. Uma das causas do desgaste é o bruxismo (ranger dos dentes durante o sono). Abaixo do esmalte há a dentina, e em seguida, a polpa, que é o sistema vásculo-nervoso. “Quanto maior o desgaste do esmalte, e a proximidade com esse sistema, maior a sensibilidade”, diz Cerri.

A retração gengival acontece ao longo do tempo – e os sintomas vão se agravando. “Na primeira fase, a gengiva inflama, fica lácida e perde a aderência ao esmalte. É quando começa a sensibilidade. Na segunda fase, a gengiva começa a retrair e expõe o cimento. Ela continua retraindo até chegar uma hora que não volta mais”, explica. A principal causa da inlamação gengival é a falta de higienização bucal. “Sempre depois que comer, é muito importante escovar os dentes, usar fio ou fita dental, que ajuda a evitar o problema”, disse.

O tratamento recomendado depende da gravidade. “Se for falta de higiene, pode ser feita uma raspagem ou a proilaxia [limpeza]. A gengiva volta a aderir ao esmalte. Quando a sensibilidade estiver mais forte, pode-se aplicar flúor, que protege o cimento. Ele age como se fosse um impermeabilizante. Mas é temporário, porque depois de um tempo ele deixa de agir. Não se pode aplicar flúor continuamente porque ele é tóxico para o organismo. Por isso, deve se tratar a causa. E, em casos mais graves, há a opção de se fazer enxerto. Retira-se gengiva de uma área normal e se coloca na área descoberta”, conta.

Cuidar da gengiva não é somente para evitar que ela se inlame e cause a sensibilidade nos dentes. Ao se retrair, e expor áreas mais sensíveis do dente, outros problemas podem aparecer, como a cárie na região do cimento. “Como ele não tem a mesma dureza que o esmalte, a cárie dói bem mais do que o normal”, diz Cerri. E, em casos extremos, na falta de tratamento adequado, o paciente corre o risco de até perder os dentes.

Por isso a importância de se fazer uma correta higienização bucal. Mas não é o caso de comprar pastas dentais específicas contra sensibilidade sem orientação especializada. “O dentista avalia caso a caso, e ele vai dizer que a pasta funciona ou não. Não se deve praticar a automedicação”, conclui.

Quando problemas bucais atrapalham a prática de esportes

O jogador colombiano Berrío, ponta-direita do Flamengo, passou por um tratamento odontológico especial. Gustavo Ferreira, dentista do clube carioca, preparou uma placa para reposicionar a mandíbula do jogador. Segundo Ferreira, a má posição dos dentes pode interferir na respiração do atleta e também na postura. O jogador usou a placa tanto durante os treinos no campo quanto na academia, e os resultados foram satisfatórios.

Outros problemas bucais

A retração gengival não é o único problema que acomete a boca. Veja abaixo outros danos que atingem essa parte do corpo. Ao perceber qualquer sinal estranho, visite um dentista.

1. Cárie
Geralmente aparece em forma de uma mancha escurecida, causada pela desintegração do esmalte, a camada mais dura do dente. É causada pela má escovação dos dentes, ingestão de doces ou por doenças que diminuem a quantidade de saliva na boca.

2. Lesões bucais e aftas
Feridas, inchaços e manchas que aparecem na boca, língua ou lábios, causadas por herpes labial, candidíase (o popular “sapinho”) e próteses mal colocadas.

3. Mau hálito
As causas são muito variadas, entre elas a falta de escovação dos dentes, inflamação na gengiva, ingestão de alguns alimentos como alho ou cebola, fumar cigarro, consumir bebidas alcoólicas, alguns problemas de fígado, rins, menor produção de saliva, e até câncer.

4. Placa bacteriana
Bactérias que se multiplicam na boca e se alojam nos dentes, principalmente na parte de trás ou na região da gengiva. Pode causar gengivite (inflamação da gengiva) ou tártaro, quando a placa fica endurecida.

Retração gengival

O esmalte protege a parte externa do dente, e ele é duro o suficiente para aguentar os movimentos de mastigação de todos os dias. Já a parte interna, composta pelo cimento, dentina e polpa, é protegida pela gengiva. A retração gengival acontece quando há uma inflamação nesta região, fazendo a gengiva perder a aderência ao dente. Se não for tratada, essa parte não volta a cobrir mais o dente, começa a se retrair e deixa o cimento exposto, causando a sensibilidade.

arte dente


*Com informações do Ministério da Saúde

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