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Será realizado hoje (5) o processo seletivo para 60 vagas temporárias para o cargo de operador de vendas e serviços. A ação é uma parceria das secretarias de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo. Segundo a prefeitura, as vagas são exclusivas para refugiados, idosos, mulheres e homens trans e a seleção será feita pelos técnicos do Cate (Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo).

As oportunidades são para uma rede de loja de vestuário e não será exigido dos candidatos experiência na área de vendas, mas é preciso ter ensino médio completo. O salário é de R$ 6,39 por hora e o trabalho temporário será desenvolvido entre os dias 11 e 24 de dezembro, com horário de trabalho das 13h às 22h em sistema de escala.

Os candidatos que passarem no processo seletivo irão trabalhar em shoppings da zona sul da capital paulista e terão o benefício do vale transporte oferecido pela empresa.

Para quem deseja participar do processo basta comparecer na avenida São João, 473 - 8º andar e apresentar documentos como RG, CPF, número do PIS e carteira de trabalho. Aos candidatos que são refugiados é necessário apresentar também os documentos pessoais como o RNE (Registro Nacional de Estrangeiro).

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O secretário de Comunicação, Marco Antonio Sabino, está deixando o cargo na gestão Bruno Covas (PSDB) a pedido.

Segundo Sabino, sua relação com o prefeito "é a melhor possível".

Covas, que se trata de um câncer no sistema digestivo, deve promover mais mudanças no seu gabinete.

O prefeito tucano não se licenciou do cargo para o tratamento e mantém a sua candidatura à reeleição para outubro de 2020.

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A Subprefeitura Sé inaugurou nesta terça-feira (3), na rua Antonio de Sá, um novo bosque na área região central da Capital. O espaço receberá ações que serão realizadas em conjunto com as secretarias de Educação e de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

A intervenção é uma iniciativa que reúne a alfabetização e a educação ambiental para a implantação do projeto Alfabetização Ambiental, que envolve municípios e sociedade civil numa ação de conhecimento, desenvolvimento sustentável e cidadania.

Mais de mil crianças da 2º ano do ensino fundamental da rede pública estadual participaram do plantio de 1.400 mudas de espécies frutíferas de pequeno porte dos biomas Mata Atlântica e Cerrado. O plantio ocorreu uma área total de 2.500 m², localizada na avenida do Estado.

O nome do bosque que receberá as mudas, o Bem-Te-Vi, foi escolhido por alunos da rede estadual das escolas da região central por meio de um concurso. As crianças escolheram entre nomes de pássaros paulistanos como sábia laranjeira, quero-quero, rolinha, beija flor tesoura, joão de barro, asa branca, pula pula e verão.

Além de contribuir com o reflorestamento, os plantios também têm o objetivo de simbolizar a fase de alfabetização dos alunos que concluem o 2º ano do ensino fundamental. Os alunos confeccionaram placas com seus nomes para identificar as mudas plantadas. Também houve a distribuição de composto orgânico, produzido no Pátio de Compostagem da Sé. As ações foram realizadas em dois períodos, às 10h e às 15h.

"Queremos com esta ação que as crianças sintam-se parte desta nova área verde no centro da cidade e que crescerá juntamente com elas. Assim os pais também serão sensibilizados a acompanhar o desenvolvimento das mudas plantadas por seus filhos. Os estudantes trazem para cá todo o ensinamento adquirido na sala de aula", afirmou o subprefeito Roberto Arantes.

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A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Seme) lançou nesta terça-feira (3), no Museu do Futebol, na zona oeste da Capital, o Clube Amigo da Criança. O objetivo da ação é implementar diretrizes de proteção integral à criança e ao adolescente nos centros esportivos municipais, transformando-os em espaços seguros e acolhedores, que sejam livres de exploração, negligência e violência, segundo a prefeitura.

O secretário municipal de Esportes e Lazer, Carlos Bezerra Jr, disse na abertura do evento que o abuso abala para sempre a vida de uma criança, por isso é um problema que precisa ser encarado de frente pelo poder público e toda a sociedade.

Na primeira fase do projeto, ainda em 2019, serão beneficiadas 2.000 crianças e adolescentes de dez centros esportivos. Foram capacidades gestores, coordenadores de clubes e professores, numa total de 210 servidores públicos.

Três certificações vão identificar o nível das políticas de proteção à criança e ao adolescente nos centros esportivos que integrarem o Clube Amigo da Criança.

O Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, referência no esporte de alto de rendimento no País, está entre os 11 centros esportivos que inicialmente vão integrar o Clube Amigo da Criança. A prefeitura tem 47 centros esportivos.

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Em agosto, notícias de fechamento de ruas, explosões de fogos de artifício e a presença do ator Keanu Reeves, astro de Matrix, nas ruas de São Paulo, tomaram o noticiário e fizeram barulho nas redes sociais. No que depender da Prefeitura da cidade, eventos do tipo devem aumentar.

A gestão Bruno Covas (PSDB) lançou nesta terça-feira (3) um programa de incentivos para filmagens estrangeiras na cidade que prevê reembolsos de 20% a 30% nos gastos de produções internacionais que usarem a capital paulista como cenário, como recentemente ocorreu com um episódio da série Black Mirror, da Netflix, e filmes como a adaptação para a telona de Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago. O critério é a produção ter gasto mínimo de US$ 500 mil e vale para filmes, séries e ações publicitárias internacionais que usem produtoras locais.

A iniciativa de estimular filmagens na cidade havia sido anunciada neste ano, mas os detalhes foram anunciados nesta terça, pela cineasta Laís Bodanzky, presidente da estatal Spcine, empresa de fomento ao cinema da cidade criada em 2015, durante a gestão Fernando Haddad (PT), no 11º Festival Ventana Sur, festa de cinema realizada em Buenos Aires, na Argentina.

O incentivo, chamado Cash Rebate, é feito por outras cidades do mundo, segundo os técnicos da Secretaria Municipal de Cultura. Segundo nota da Prefeitura, "o Programa de Incentivo às filmagens da Cidade de São Paulo prevê quatro linhas, sendo três delas por meio de cash rebate: produções internacionais filmadas em São Paulo; produções nacionais filmadas em São Paulo com grande potencial internacional; e campanhas publicitárias internacionais filmadas em São Paulo".

Além do incentivo financeiro, a cidade também passará a patrocinar o Prêmio de Incentivo para Filmes Latino-Americanos, que prevê premiações de até US$ 40 mil para as melhores ações filmadas na cidade.

"Serão pelo menos um prêmio para um longa-metragem brasileiro e pelo menos dois para longas-metragens latino-americanos. Os vencedores devem efetuar os serviços de pós-produção na capital paulista. A previsão é que o edital seja lançado no primeiro trimestre de 2020", informou a Prefeitura, por nota.

"A política municipal de incentivos é uma ação inédita no País, de promoção de desenvolvimento social, econômico, turístico e cultural do município que também visa gerar empregos e atrair investimentos para a cidade", afirma, também por nota, o prefeito Bruno Covas.

Filmagens internacionais como Black Mirror sendo feitas na cidade já são resultado das ações da Spcine e da São Paulo Film Commission, que intermedia a localização de locações para as filmagens. A Spcine tem um orçamento de cerca de R$ 39 milhões, mas a Prefeitura não confirmou o total de recursos que serão disponibilizados para o Cash Rebate.

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Terça, 03 Dezembro 2019 19:49

MP-SP vai investigar mortes em Paraisópolis

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, afirmou hoje (3) que ainda não é possível apontar irregularidades na ação da Polícia Militar (PM) em um baile funk em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, que terminou com a morte de nove jovens. Segundo Smanio, a ação policial será investigada em um inquérito aberto nesta segunda-feira (2) pelo Ministério Público do estado e que será comandado pela promotora de Justiça Soraia Bicudo Simões, do I Tribunal do Júri.

“Vamos avaliar os protocolos, avaliar as condutas, para que se possa propor o melhor caminho para que a violência não tenha escalada. Vamos apurar o que houve, mas, sobretudo, [evitar] que isso se repita e vamos procurar caminhos de não violência para que as pessoas que queiram possam se divertir, para que a comunidade possa ser respeitada, mas também para que as pessoas do entorno também possam ser respeitadas e que as questões da criminalidade possam ser investigadas. A ideia é fazer uma mediação para encontrar a melhor solução”, disse o procurador-geral.

As nove vítimas teriam morrido “pisoteadas” após uma operação policial durante um baile funk. A PM informou que os policiais se dirigiram ao local do baile atrás de dois fugitivos que estavam em uma motocicleta. Moradores da comunidade negam essa versão e dizem que a operação parecia premeditada e que seria uma vingança à morte de um policial ocorrida no mesmo local, um mês antes.

Um vídeo gravado por moradores e divulgado à imprensa mostra policiais encurralando dezenas de pessoas em uma viela e batendo nelas com cassetetes.

Muito questionado por jornalistas sobre a ação policial em Paraisópolis e também sobre os vídeos que circularam mostrando violência policial em abordagens que teriam ocorrido lá no mesmo dia do baile funk, Smanio preferiu não fazer críticas à PM. "Morte significa que não foi bem feita [a ação]", disse, apenas. “Qualquer afirmação antes de uma investigação, antes de conhecermos os fatos e as circunstâncias todas, é uma afirmação precipitada.”

Em entrevista à imprensa, Samanio disse que recebeu ontem, em audiência, um grupo de deputados, acompanhado por moradores da comunidade e integrantes de movimentos sociais, que pediram celeridade nas investigações. “Acertamos por realizar um fórum para que essa questão do baile funk e da atuação policial possa ser tratada de uma maneira global, com todos os interessados, e para que possamos encontrar soluções para essa questão que já causou vítimas.”

Investigações

Todos os policiais envolvidos na ocorrência foram afastados das ruas ontem pelo comando da Polícia Militar, mas continuam exercento atividades administrativas na corporação.

Além da investigação no Ministério Público, a ação policial em Paraisópolis e as mortes ocorridas lá durante o baile funk são alvo de mais duas apurações: uma na Corregedoria da Polícia e outra no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Uma informação que também deve ser investigada é a de que um bombeiro cancelou uma chamada ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) durante a ação policial, alegando que a polícia já tinha socorrido os feridos. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo confirmou que encaminhou uma ambulância ao local após o registro de solicitação na central na madrugada de domingo (1º), mas que a solicitação foi cancelada. “A chamada foi classificada como alta prioridade, porém, houve cancelamento do pedido por parte do Comando do Corpo de Bombeiros (Cobom).”

Quatro documentos obtidos pela Agência Brasil – quatro declarações de óbito – revelam que as vítimas morreram por asfixia mecânica. Essa, no entanto, é a descrição que consta na declaração de óbito das quatro vítimas, sem considerar os laudos do Instituto Médico-Legal, que ainda estão sob análise e não foram divulgados.

ONGs

A Human Rights Watch, organização internacional não governamental que atua com direitos humanos, lamentou as nove mortes em Paraisópolis e os 12 feridos na ação ocorrida no dia 1º de dezembro. A ONG exige que o Ministério Público exerça o controle externo sobre o trabalho da polícia.

“Desta forma, [o Ministério Público] deve garantir uma investigação rápida, completa e independente sobre qualquer abuso e uso excessivo da força nesse caso, bem como sobre os ferimentos e as mortes. O Ministério Público do Estado de São Paulo deve também iniciar sua própria investigação independente sobre a motivação, o planejamento e a execução da operação da polícia militar em Paraisópolis”, diz nota da ONG.

A Conectas também prestou solidariedade às vítimas e parentes e cobra uma apuração rígida do caso. Para a Conectas, a ação foi “negligente” e evidencia “o padrão de atuação dos órgãos de segurança pública com a vida de pessoas pobres e negras em áreas periféricas, fazendo, inclusive, uso de armas de fogo e armamentos menos letais num evento com mais de 5 mil pessoas, causando pânico generalizado em uma das maiores comunidades de 'São Paulo.

A organização não governamental também cobra uma “postura contundente do Ministério Público na apuração de crimes”.

Defensoria

A Defensoria Pública de São Paulo colocou-se à disposição dos parentes dos jovens mortos na ação policial para atendimento individualizado e reservado, em domicílio, e está organizando, para os próximos dias, um plantão na própria comunidade.

Depois disso, a Defensoria Pública vai analisar as medidas cabíveis, incluindo eventuais pedidos de indenização e de atendimento psicológico, sem prejuízo do acompanhamento das investigações e apurações já em curso sobre o grave episódio.

Condepe

O advogado Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), órgão ligado à Secretaria Estadual de Justiça de São Paulo, também fez críticas à ação policial em Paraisópolis. “Os vídeos demonstram não só uma ação desastrosa, mas criminosa dos policiais envolvidos na ocorrência em Paraisópolis. Os vídeos mostram torturas, abusos de autoridade, agressões e que os jovens foram encurralados pelos policiais. Demonstram que os PMs são os principais responsáveis pela tragédia."

Na noite desta terça-feira, o Condepe promoverá um encontro para discutir o que os conselheiros chamam de Massacre de Paraisópolis. Segundo o Condepe, nesse encontro serão discutidas medidas urgentes para acompanhar a apuração das mortes e assegurar proteção dos direitos de outras vítimas e familiares.

Ontem, o governador de São Paulo, João Doria, disse que não pretende reduzir o número de operações policiais, nem modificar os moldes em que funcionam atualmente. Já o comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Marcelo Salles, disse que a ação policial no baile funk foi uma reação à agressão sofrida pelos policiais.

Por meio de nota divulgada hoje em seu Twitter, o governador de São Paulo, João Doria, disse que "a investigação rigorosa do triste episódio desse final de semana continua" e que, "sempre que forem identificadas transgressões graves, serão punidas". "Em São Paulo não temos compromisso com o erro", escreveu.

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O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo considerou improcedente a ação movida pelo Ministério Público Eleitoral contra o governador João Doria (PSDB) por gastos de R$ 73 milhões com publicidade na prefeitura de São Paulo. A procuradoria acusava o tucano e seu vice, Rodrigo Garcia, de abuso de poder político por utilizar a verba de publicidade da gestão municipal para promover sua candidatura ao governo estadual nas eleições do ano passado.

O Ministério Público Eleitoral alegava que, durante o primeiro semestre de 2018, os gastos da Prefeitura de São Paulo com publicidade (R$ 73.838.899,55) foram 122% maiores do que o primeiro semestre dos três anos anteriores (R$ 33.316.469,77). Ao se descompatibilizar do cargo de prefeito para disputar as eleições, em abril de 2018, o gasto da gestão municipal de Doria já havia superado a média em 76,26%.

O entendimento, no entanto, não foi aprovado pelo relator, desembargador Waldir Sebastião de Nuevo Campos Júnior. Segundo ele, não houve qualquer prática abusiva na propaganda realizada por Doria, visto que as ações não tiveram caráter de promoção pessoal. O magistrado foi seguido por outros três magistrados, formando maioria.

Votaram contra o governador os desembargadores Afonso Celso e Nelson dos Santos, sendo que este último se manifestou a favor da cassação do mandato de Doria. Como não houve empate, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral não votou.

Doria se manifestou afirmando que "reforço minha confiança nos procedimentos amparados pela lei". "Quem não deve, não teme", disse.

'Abuso de poder político'

Em manifestações finais, o Ministério Público Eleitoral afirmou que o governador João Doria teria violado a lei eleitoral que proíbe, no primeiro semestre do ano eleitoral, despesas com publicidade dos órgãos públicos federais, estaduais e municipais que excedam a média dos últimos três anos. A medida visa impedir a utilização de verba pública para promoção pessoal.

A procuradoria apontou a soma de três campanhas do governo ("Asfalto Novo", "Asfalto Novo - Nova Etapa" e "Prestação de Contas - 1 Ano de Gestão") que extrapolaram o limite legal, chegando ao valor de R$ 48,8 milhões em gastos com publicidade. O MP eleitoral destacou que o ex-prefeito utilizava de "slogan publicitários não autorizados, sempre conectados com a futura campanha de Doria".

À época, Doria rebateu as acusações e disse que "não houve abuso de poder econômico e reitera a legalidade e a correção da sua conduta na gestão municipal".

Defesa

Em nota, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que "confiar na justiça é sempre melhor do que desconfiar. Reforço minha confiança nos procedimentos amparados pela lei. Quem não deve, não teme".

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O policial militar que aparece agredindo jovens com uma barra em Paraisópolis foi afastado do policiamento de rua nesta terça-feira (3), segundo o setor de comunicação social da corporação. Um Inquérito Policial Militar, de abuso de autoridade, foi instaurado para investigar a conduta do agente. A defesa do PM não havia sido encontrada até a publicação desta reportagem.

A PM, no entanto, afirma que as imagens são de 19 de outubro e não da madrugada do último domingo (1), quando nove jovens acabaram mortos, por suspeita de terem sido pisoteados, quando a PM tentou dispersar um baile funk com 5.000 pessoas em Paraisópolis - a Polícia Militar confirma, entretanto, que os registros são realmente da favela da zona sul paulistana.

Uma adolescente que participou do baile funk de domingo e que viu as gravações feitas por celular, porém, rebateu a PM e afirmou ao Agora que as imagens são do pancadão do fim de semana passado.

O tenente-coronel Emerson Massera, porta-voz da PM, disse que o policial que agride os jovens, segundo as imagens, já foi identificado e afastado do policiamento. "Verificamos que as imagens foram gravadas em Paraisópolis, no dia 19/10, não guardando, portanto, nenhuma relação com o ocorrido no último fim de semana", afirmou o porta-voz da corporação.

Seis policiais militares estão afastados dos serviços operacionais enquanto a morte dos nove jovens é investigada pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM. O caso foi encaminhado do 89º DP (Portal do Morumbi) para o DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), também nesta terça-feira (3).

A PM confirmou o afastamento dos seis policiais nesta segunda-feira (2), porém, usando o termo "preservados" aos policiais que ficarão fora das ruas. "Os PMs não serão afastados, mas sim preservados [dentro do batalhão] neste momento. Não há, até agora, nenhuma evidência de erro por parte dos policiais", afirmou na ocasião o tenente-coronel Emerson Massera.

O escritório Capano, Passafaro Advogados Associados assumiu a defesa dos seis policiais afastados. Por telefone, a empresa afirmou que o advogado Fernando Capano aguarda ter acesso integral ao inquérito policial, além de conversar com os PMs, para posteriormente se manifestar sobre a defesa.

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Duas crianças em situação de rua, de 4 e 2 anos, morreram na madrugada desta terça-feira (3) em um incêndio em um barraco no viaduto Santa Generosa, Vila Mariana, zona sul de São Paulo. O fogo começou por volta da 0h30 e cinco viaturas do Corpo de Bombeiros foram dirigidas até o local.

O barraco estava montado na avenida Bernardino de Campos, próximo ao metrô Paraíso, e a entrada se dava por meio de um corredor às margens da avenida 23 de Maio.

Após o fogo ser extinto, os corpos das crianças foram encontrados carbonizados dentro do barraco. M. de J.M.G., 36 anos, e G.C. da S., 31, pais responsáveis pelas crianças, sofreram queimaduras de 3º grau nas mãos e na face. Ambos foram presos em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e crime de incêndio, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

O casal também foi socorrido pelo Hospital das Clínicas para tratar as queimaduras. De acordo com o HC, os pacientes estão estáveis no pronto-socorro.

Segundo M., na residência havia uma vela usada para iluminar o cômodo, próximo a um galão de álcool, utilizado para cozinhar. Ele afirma que estava com a mãe das crianças do lado de fora da casa quando houve a explosão.

O caso foi registrado pelo 27º DP, que solicitou a perícia do local. Funcionários da delegacia afirmam que o resultado deve sair em 30 dias.

O funcionário de um bicicletário próximo ao local do incêndio afirma que a mãe das crianças sofria violência doméstica dentro da residência improvisada e que o pai é dependente químico. "A gente sempre ouvia muita gritaria e confusão, inclusive na noite do incêndio. Já chegamos a acionar a prefeitura, mas nada foi feito", diz.

Ele também afirma que alguns meses atrás o barraco já havia corrido risco de pegar fogo, devido aos "puxadinhos de luz" e às extensões improvisadas de energia elétrica instalada pelos moradores.

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Testemunhas afirmaram que policiais militares impediram o socorro das vítimas do tumulto ocorrido após a chegada da PM no baile funk na comunidade de Paraisópolis, na zona sul da Capital, na madrugada de domingo (1º), quando nove pessoas morreram e 12 foram hospitalizadas após serem pisoteadas. As informações são da "TV Globo".

Os moradores que tentaram socorrer as vítimas foram ameaçados pelos PMs, de acordo com relatos à emissora.

"Quando a gente chegava perto, eles vinham com a arma para cima, tanto que chegaram até perto da minha porta. 'É pra ficar aqui embaixo, não é pra subir'. A gente falava que queria salvar os que estavam lá. 'Não é pra salvar ninguém'", segundo uma moradora não identificada por questão de segurança.

Durante a confusão, boa parte dos jovens entrou na viela Três Corações, que não tem saída, e na Viela do Louro, localizada a poucos metros de distância, onde ocorreu a maioria das mortes.

A "TV Globo" também mostrou que houve um chamado ao Samu para atender as vítimas, mas foi cancelado por um soldado dos bombeiros chamado Julio sob a alegação de que as vítimas já tinham sido atendidas pelos PMs.

AGRESSÕES

O policial militar que aparece agredindo jovens com uma barra em Paraisópolis foi afastado do policiamento de rua nesta terça (3), segundo o setor de comunicação social da corporação. Um Inquérito Policial Militar, de abuso de autoridade, foi instaurado para investigar a conduta do agente. A defesa do PM não havia sido encontrada até a publicação desta reportagem.

A PM, no entanto, afirma que as imagens são de 19 de outubro e não da madrugada do último domingo (1), quando nove jovens acabaram mortos.

Uma adolescente que participou do baile funk de domingo e que viu as gravações feitas por celular, porém, rebateu a PM e afirmou ao "Agora" que as imagens são do pancadão do fim de semana passado.

O tenente-coronel Emerson Massera, porta-voz da PM, disse que o policial que agride os jovens, segundo as imagens, já foi identificado e afastado do policiamento. "Verificamos que as imagens foram gravadas em Paraisópolis, no dia 19/10, não guardando, portanto, nenhuma relação com o ocorrido no último fim de semana", afirmou o porta-voz da corporação.

Seis policiais militares estão afastados dos serviços operacionais enquanto a morte dos nove jovens é investigada pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM. O caso foi encaminhado do 89º DP (Portal do Morumbi) para o DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), também nesta terça-feira.

A PM confirmou o afastamento dos seis policiais na segunda-feira (2), porém, usando o termo "preservados" aos policiais que ficarão fora das ruas.

 

*Com informações da Folhapress

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