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O juiz José Zoéga Coelho, da Vara do Juizado Especial Criminal da Comarca de São Paulo, arquivou processo contra André Sturm, ex-secretário municipal de Cultura da gestão Doria, por suposta ameaça ao ativista Gustavo Soares, integrante do Movimento Cultural Ermelino Matarazzo.

Os dois protagonizaram um 'entrevero verbal' na sede da Secretaria Municipal de Cultura no dia 29 de maio de 2017 durante reunião para renovação de um fomento cultural da Prefeitura ao movimento.

"Vou quebrar sua cara", disse Sturm. A discussão foi gravada e divulgada nas redes sociais.

Ao arquivar o processo, o magistrado acatou parecer do promotor de Justiça Roberto Bacal, para quem o fato não passou de 'mera desavença entre autor e vítima' e as ameaças 'não passaram de meras bravatas' para se sobrepor na situação.

"Tanto é assim que instado a concretizar suas ameaças, o suposto autor voltou atrás, dizendo que 'não sujaria as mãos'".

O artigo 147 do Código Penal Brasileiro tipifica o crime de ameaça, e prevê detenção de um a seis meses ou multa. "Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave".

Com a palavra, o criminalista Rodrigo Carneiro Maia Bandieri, que representa André Sturm:

"Após alguns anos de perseguições em face do ex-secretário de Cultura do governo da Prefeitura de João Doria, com o arquivamento da investigação instaurada pelo crime de ameaça, restabeleceu se a sua honra em todos os mais amplos termos.

Mas sempre acreditamos na Justiça e que o promotor oficiante do caso encamparia a nossa tese defensiva não permitindo que prosseguissem os autos da forma como estava, capenga de autoria e ausente de materialidade."

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A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (11) uma promoter de 23 anos, suspeita de roubar R$ 31 mil com o golpe "Boa Noite, Cinderela" em uma casa noturna da Vila Olímpia, na zona sul de São Paulo. Ela foi alvo da "Operação Morfeu", deflagrada pela 1ª Delegacia Seccional (Centro), que cumpriu o mandado de prisão temporária contra a mulher. Mais seis pessoas também são investigadas.

O caso que deu origem à investigação aconteceu há cerca de 45 dias. Segundo a Polícia Civil, a jovem teria ido sozinha à boate e procurado por homens com sinais de embriaguez. A vítima foi um executivo baiano, de 37 anos, que teria sido dopado pela suspeita.

Após deixar o homem incapaz de reagir, ela teria conseguido contratar um empréstimo consignado de R$ 30 mil usando o aplicativo do celular da vítima. Também conseguiu fazer outras transações financeiras e distribuiu os valores roubados para contas bancárias de seis pessoas diferentes.

"A vítima acordou na Avenida Paulista às 8 horas da manhã, sem saber onde estava ou por que estava ali. (O homem ficou) totalmente fora de contexto, havia apagado em um ponto de ônibus", disse o delegado Roberto Monteiro de Andrade Junior, titular da 1ª Seccional.

Segundo os investigadores, a suspeita nega que tenha sedado o executivo. "Ela diz que induz a pessoa a consumir tequila, que tem alto teor alcoólico, e isso leva a pessoa a ficar nesse estado. Mas isso não condiz com a realidade, nós temos certeza que ela coloca alucinógeno, sim."

Os destinatários das transferências foram alvo de mandados de busca e apreensão nesta segunda. No decorrer do inquérito policial, eles podem ser indiciados por associação criminosa. "Essas pessoas foram levadas para a delegacia hoje e foram ouvidas. A princípio, falaram que foram aliciadas para ganhar um porcentual do valor depositado, mas isso ainda requer investigação para ver se é verdade ou não", afirmou o delegado Fabio Daré.

A mulher trabalha como promoter de uma empresa em Guarulhos, na Grande São Paulo, e foi presa em casa na zona leste da capital. Ela vai responder por crime de roubo circunstanciado, que prevê pena de quatro a dez anos de prisão.

Em depoimento, a promoter alegou ter realizado o "Boa Noite, Cinderela" pela primeira, segundo a Polícia Civil, mas os investigadores acreditam que ela pode estar ligada a outros golpes. Neste ano, a região central já registrou 28 casos semelhantes, segundo dados da Seccional.

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Terça, 12 Novembro 2019 00:13

Parque Nair Bello é construído em Itaquera

As obras de implantação da primeira fase do Parque Municipal Nair Bello estão em andamento e devem ser entregues em oito meses, segundo a Prefeitura de São Paulo. Um dos destaques será a passarela acessível com mirante. Nos seus 8 mil m² de área, o espaço será mais uma alternativa de lazer em Itaquera, na zona leste de São Paulo.

As obras na rua Japaraná estão orçadas em R$ 2,8 milhões, com verbas do Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura (FMSAI). Além do prédio da administração, há pista de caminhada, passarela elevada em madeira, arquibancada de estar e equipamentos de ginástica. O espaço ainda receberá plantio de árvores nativas da Mata Atlântica.

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Como parte da 24ª edição do Feirão Limpa Nome, que acontece online durante o mês de novembro em seu site e aplicativo, a Serasa vai atender consumidores endividados que não têm acesso à internet em São Paulo e realizará nesta semana mutirão presencial no Largo da Batata, zona oeste da Capital. Uma equipe da empresa estará no local até o próximo domingo (17), das 8h às 18h, fazendo atendimento gratuito.

Quem está com o nome negativo ou está com dívidas atrasadas em 30 das empresas participantes do evento terão a oportunidade de renegociar seus débitos com descontos que podem chegar a 98%.

Entre as empresas participantes estão Santander, Itaú, Recovery, Ativos, Net, Claro, Embratel, Anhanguera, Credsystem, Ipanema, Unopar, Sky, Nextel, Banco BMG, Digio, Hoepers, Porto Seguro, Tricard, Oi, Zema, Unic, Fama, Pitágoras, Uniderp e Unime.

"Nos primeiros dias da versão online, que começou dia 4 de novembro, já batemos mais de 100 mil acordos", diz Lucas Lopes, gerente da Serasa Limpa Nomes. "Sabemos que o começo do ano é difícil, com muitas contas que se acumulam, por isso, repetimos essa edição trazendo novas oportunidades para que mais pessoas possam colocar suas contas em dia".

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Segunda, 11 Novembro 2019 23:54

Jardim Nakamura está abandonado, diz morador

Os moradores do bairro do Jardim Nakamura, na zona sul de São Paulo, reclamam do descaso com o qual a região é tratada pelo poder público. De acordo com relatos feitos à Gazeta, muitas vias não possuem calçada ou elas estão em péssimo estado de conservação, córregos correm a céu aberto e há até infestação de baratas em ônibus.

De acordo com o publicitário Gabriel da Costa Santos, o nível de descaso do poder público é alarmante.

"Este bairro é completamente abandonado. Por exemplo, há na região a estrada da Riviera. Em toda sua extensão ou não há calçada ou está em péssimo estado de conservação. Hoje mesmo fui caminhar e tropecei em um desnível da calçada", diz o publicitário.

Segundo ele, na avenida Nova Arcádia havia a promessa da construção de um parque pequeno e a canalização de um córrego. "O miniparque foi feito nas coxas, de qualquer jeito. Já a canalização sequer foi feita, e o esgoto permanece correndo a céu aberto".

As ruas Armando Rodrigues Tavares e Maria de Barros Carvalho, diz ele, ainda possuem buracos enormes e diversos carros abandonados.

BARATAS

O publicitário também reclama de linhas de ônibus 6013-10 e 7023-10, que ligam a região ao Terminal Santo Amaro. "Os ônibus saem a hora que querem, e alguns são de 2008, em péssimo estado".

Além disso, há também relatos de baratas nos coletivos. "Já peguei algumas vezes ônibus infestado de baratas", diz um homem pelo Facebook.

OUTRO LADO

Contatada, a Subprefeitura M'Boi Mirim informa que a estrada do Riviera está na programação para receber recapeamento e afirma que a reforma das calçadas é de responsabilidade dos proprietários. Sobre o parque, diz que se encontra em bom estado e que os brinquedos foram reformados em julho deste ano.

A subprefeitura ainda afirma que as ruas Armando Rodrigues Tavares e Maria de Barros Carvalho receberão vistoria da administração regional para verificar as denúncias sobre buracos e carros abandonados.

Em nota, a SPTrans reconheceu a existência de atrasos nas linhas. "A SPTrans informa que constatou falta de partidas na linha 6013-10 que é programada no horário de pico, sentido Nakamura, para realizar partidas com intervalos médios que variam entre dez a quinze minutos. Já a linha 7023-10 que tem partidas programadas com intervalos médios que variam de seis a oito minutos, também apresentou desajustes na operação e por esse motivo a empresa responsável pelas linhas foi autuada". A nota também diz que é permitido que ônibus circulem com até 12 anos de fabricação.

Em relação às baratas, a SPTrans diz que a fiscalização de campo foi acionada e que a empresa é multada em caso de falta de limpeza interna.

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A Prefeitura de São Paulo homologou o tombamento de 30 bens na cidade, cuja preservação havia sido aprovada em março de 2018. A lista inclui parte do antigo Complexo Penitenciário do Carandiru, na zona norte, além de 13 imóveis na Santa Efigênia e outros 16 na Liberdade, ambos na região central da cidade.

Todos os tombamentos foram aprovados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) durante uma maratona de reuniões no início do ano passado. Com a decisão, restauros, reformas e outras intervenções nos imóveis precisarão ser analisadas pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) e aprovados pelo Conpresp.

O tombamento do antigo Complexo Penitenciário do Carandiru inclui o portal da penitenciária, na Avenida General Ataliba Leonel (datado da década de 20), os dois pavilhões restantes da Casa de Detenção (que deverão manter a configuração da década de 50) e os remanescentes das muralhas e arquitetônicos, além do antigo edifício da prisão-albergue (com características da década de 50).

A resolução do Conpresp destaca que o complexo é "fundamental para a preservação da história prisional no Brasil, ocupando lugar de destaque nesta trajetória". Com obra iniciada em 1911 e inaugurada nove anos depois, a antiga Penitenciária do Estado teve a estrutura ampliada ao longo das décadas, tornando-se um complexo. O projeto foi liderado pelo escritório de Ramos de Azevedo, que se inspirou na arquitetura prisional francesa.

"Os 'generosos cubos', os pavilhões da Casa de Detenção, são referências urbanas há mais de meio século e representam para a população paulistana e brasileira a memória histórica, triste, mas não menos importante, conhecida como o 'massacre do Carandiru', e que têm a função de perpetuar às gerações futuras, o resultado desastroso dessa ação do homem e contribuir para que não se repita", diz a resolução.

Com a implosão de parte dos pavilhões, o antigo complexo hoje reúne o Parque da Juventude, a Biblioteca São Paulo, a ETEC Parque da Juventude, onde foi instalado o Centro Memória Carandiru em 2018, e o Museu Penitenciário Paulista.

Prefeitura também tomba edifícios, casas e sobrados da Liberdade

Agora oficialmente tombado, o Conjunto São Joaquim - Pirapitingui inclui 16 bens na região da Liberdade, além de incluir a preservação ambiental do Vale Córrego dos Lavapés. Dentre os imóveis, estão um grande sobrado na Rua Pirapitingui, 72, hoje cercado por edifícios e a sede da Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil, e a sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa.

A lista inclui tanto bens em bom quanto em mau estado de conservação, projetados por arquitetos como Ramos de Azevedo, Giovanni Battista Bianchi, Zenon Lotufo, Rino Levi, Vilanova Artigas, Carlos Cascaldi e Paulo Mendes da Rocha. Os imóveis têm influências italiana, alemã, japonesa e moderna.

A resolução de tombamento teve como base um levantamento do Caderno Igepac (Inventário Geral do Patrimônio Ambiental, Cultural e Urbano de São Paulo), elaborado pela gestão municipal em 1987. Ela destaca que o "conjunto edificado nas Ruas Pirapitingui, Taguá, São Joaquim e Dr. Siqueira Campos tem significância enquanto testemunho remanescente do parcelamento e ocupação originais daquela área do bairro da Liberdade no final do século XIX, mas que também comporta edificações modernas que representam outras fases de desenvolvimento do bairro".

Homologação inclui tombamento de 13 imóveis na Santa Efigênia

Também foi oficializado o tombamento de 13 imóveis na Santa Efigênia, na região central de São Paulo. Hoje, a maioria deles têm comércio no térreo. A resolução do Conpresp destaca a "importância histórica e urbanística do bairro", que considera "uma das primeiras cintas de expansão urbana em torno do núcleo central", reunindo imóveis desde o final do século 19 até a década de 70.

Ressalta, ainda, "a pluralidade de usos registrados no bairro - residencial, comercial e de lazer - expressando novas formas de viver especificamente urbanas, percebidas do século 19 até o presente, bem como a diversidade social de seus moradores, configurando o espaço de ensaio da São Paulo pragmática e moderna, com palacetes unifamiliares dos primeiros fazendeiros citadinos; palacetes unifamiliares reunindo lojas, escritórios e moradias; oficinas diversas e moradias das camadas médias e pobres da cidade industrial".

Confira a lista dos novos bens tombados de São Paulo:

01. Imóvel Rua Dr. Siqueira Campos, 152 (tombamento das características externas que garantem a compreensão do edifício moderno e da permeabilidade visual do desnível do terreno, considerando o vale no miolo da quadra);

02. Casa na Rua Dr. Siqueira Campos, 238 (preservação das características externas);

03. Imóvel na Rua Dr. Siqueira Campos, 42 e 54 (preservação das características externas);

04. Conjunto de 12 imóveis na Rua Dr. Siqueira Campos, 128, 126, 124, 122, 120, 118, 116, 114, 112, 110, 108 e 104 (preservação das características que permitem compreender as edificações enquanto conjunto e da sua relação com a rua);

05. Sobrado Pirapitingui, 72 (preservação das características arquitetônicas externas e elementos arquitetônicos internos, como halls, mosaicos, escadas de madeira, vitrais, forros, pisos e demais ornamentações que caracterizam a edificação principal);

06. Conjunto de três casas da Rua Pirapitingui, 44, 36 e 34 (preservação das características arquitetônicas externas que permitem a compreensão do conjunto);

07. Edifício Santa Clara, na Rua Pirapitingui, 152 (preservação das características arquitetônicas externas que garantem a compreensão do edifício moderno);

08. Imóvel na Rua Pirapitingui, 75 (preservação das características arquitetônicas externas que garantem a compreensão do edifício moderno);

09. Sobrado na Rua Taguá, 364 (preservação das características arquitetônicas externas);

10. Edifício Silvana, na Rua Pirapitingui, 179 (preservação das características arquitetônicas externas que garantem a compreensão do edifício moderno);

11. Sede do Centro Comunitário Exército da Salvação, na Rua São Joaquim, 235 (preservação das características arquitetônicas externas que garantem a compreensão do edifício moderno);

12. Casa na Rua Galvão Bueno, 516 (preservação das características arquitetônicas externas);

13. Sede do Instituto de Desenvolvimento de Educação e Saúde São Paulo, na Rua São Joaquim, 329 (preservação das características externas);

14. Sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, na Rua São Joaquim, 381 (preservação das características arquitetônicas externas, que garantem a compreensão do prédio moderno, bem como do grande auditório/teatro e seu hall de acesso principal);

15. Imóveis da Rua São Joaquim 262, 266, 256 e 260 (preservação das características externas);

16. Imóveis na Rua São Joaquim, 250 e 248 (preservação das características externas);

17. Complexo Penitenciário do Carandiru, confluência das avenidas Cruzeiro do Sul com General Ataliba Leonel e Zaki Narchi (preservação do portal, dos pavilhões, dos remanescentes da muralha, dos remanescentes arquitetônicos do complexo e do antigo edifício prisão-albergue);

18. Prédio da Rua General Osório, 22 - Santa Ifigênia (preservação da volumetria e características externas);

19. Palacete Lellis, na Rua Santa Ifigênia, 339 - Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

20. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 367 - Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

21. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 375 - Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

22. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 383 - Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

23. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 391 - Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

24. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 401 - Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

25. Imóvel na Palacete Helvetia, na Rua Santa Ifigênia, 338 - Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

26. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 364 - Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

27. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 370 - Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

28. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 378 - Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

29. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 382 - Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas);

30. Imóvel na Rua Santa Ifigênia, 390 - Santa Efigênia (preservação da volumetria e características externas).

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A Prefeitura de São Paulo decidiu revogar a portaria que permitia que taxistas cobrassem a bandeira 3 em locais de eventos na cidade.

A medida havia sido anunciada na última semana pela gestão Bruno Covas (PSDB). A ideia era criar um acréscimo opcional de 30% à tarifa da bandeira 2 em eventos previamente cadastrados pela administração pública.

Segundo a prefeitura, esse era um pleito antigo dos taxistas que temiam uma concorrência considerada predatória com as viagens por aplicativos.

A mudança, porém, não encontrou apoio de toda a categoria dos taxistas, que consideraram que as corridas de táxi pudessem ficar pouco atrativas e perder ainda mais espaço para os ao aplicativos.

"Não interessa à categoria criar uma nova bandeira tarifária com o valor de cobrança mais caro", diz Giovanni Romano, porta-voz do sindicato dos taxistas autônomos de São Paulo. Giovanni diz que o anúncio da bandeira 3 pegou a categoria de surpresa, embora a prefeitura diga que houve negociação com representantes dos taxistas.

Segundo o sindicato, assim que souberam da criação da bandeira 3, uma assembleia de motoristas decidiu por unanimidade pedir a revogação da tarifa extra.

Nesta segunda-feira (11), a prefeitura então revogou a possibilidade de cobrança da bandeira 3, mas insistiu que havia negociado a medida com os taxistas.

De acordo com a pesquisa Origem e Destino do Metrô, de 2007 para 2017, houve aumento de 24% no número de viagens de táxis -segundo a companhia, impulsionadas por aplicativos dedicados também aos táxis.

Mas em 2017, para cada viagem feita de táxi na grande São Paulo, outras três eram feitas com carros por aplicativos.

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O prefeito Bruno Covas (PSDB) passará nesta terça-feira (12) pelo segundo ciclo de quimioterapia contra um câncer no esôfago.

De acordo com boletim do hospital Sírio-Libanês, a decisão aconteceu porque o prefeito apresenta boas condições clínicas.

Apesar do câncer, ele está internado para tratar de uma embolia pulmonar, uma vez que a quimioterapia poderia ser feita de maneira ambulatorial.

Na semana passada, ele teve a alta adiada devido a um coágulo no átrio direito, a cavidade do coração que recebe o sangue venoso. "Os trombos estão sob controle e já diminuíram, por isso a medicação anticoagulação, que era por via intravenosa, passou a ser administrada por via subcutânea", diz a nota.

A duração prevista do clico de quimioterapia é de cerca de 30 horas. Ele já passou pela primeira fase.

No dia 28 de outubro, Covas, 39, recebeu o diagnóstico de câncer localizado entre o estômago e o esôfago, com metástase no fígado.

Covas é acompanhado por equipe coordenada pelo infectologista David Uip.

DIAGNÓSTICO

Apesar de estar em tratamento, ele continua despachando do quarto do hospital e bastante ativo nas redes sociais.

"Não tenho, claro, a energia para trabalhar 14, 15 horas por dia como eu trabalhava. Mas dá para trabalhar umas 8, 9", brincou o prefeito Bruno Covas (PSDB) em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo, ao falar da sua saúde.

Voltou a afirmar que está em plenas condições físicas e psicológicas de exercer o cargo e disse que, se em algum momento não tiver, não tem qualquer "apego ao poder".

O prefeito relatou que, quando recebeu o diagnóstico da doença, "o chão caiu".

"Você perde completamente noção da realidade: mas como assim?" O prefeito contou que chorou na ocasião e volta e meia se segura para não chorar mais um pouco.

Apesar de afirmar ter medo de que a doença prevaleça, disse que está muito confiante na sua recuperação. "Tenho certeza de que em breve vou estar 100%."

Covas relatou ainda que os médicos lhe deram a opção de fazer um tratamento mais agressivo, com mais efeitos colaterais, ou um menos agressivo. Escolheu a primeira opção, para se recuperar mais rápido.

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O governo paulista anunciou nesta segunda-feira (11) que a construtora espanhola Acciona fechou o contrato para a retomada das obras da linha 6-laranja do metrô de São Paulo.

Segundo o governo João Doria (PSDB), as obras deverão durar mais quatro anos, mas não há ainda expectativa para retomar os canteiros.

"Existe hoje R$ 1,7 bilhão a ser investido pelo governo do estado nesta obra e que hoje está parado. Só em 2020, o orçamento prevê R$ 935 milhões", disse o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

A obra está parada desde agosto de 2016. Desde março de 2018, o governo paulista tentava rescindir o contrato com as construtoras, fortemente atingidas pela Lava Jato.

As antigas empresas do consórcio construtor são a Odebrecht, a Queiroz Galvão e a UTC Engenharia, que sofreram fortemente com a falta de crédito para tocar seus empreendimentos.

A Acciona negociou com essas empresas assumir o contrato de construção e operação da linha 6, que era formado com o governo paulista. Nos próximos 90 dias, o governo do estado avaliará detalhadamente a compra do contrato pela Acciona e a capacidade técnica de tocar a obra e operar a linha.

A linha 6-laranja deverá ligar o bairro da Brasilândia e a estação São Joaquim do Metrô, passando próximo a várias universidades, o que lhe rendeu o apelido de a linha das universidades.

Enquanto está parada, a obra acumula canteiros de obras abandonados e tapumes que viraram pontos de descarte de lixo. Hoje, a linha 6 tem apenas 15% dos trabalhos feitos. A linha 6-laranja já consumiu R$ 1,7 bilhão em obras civis (sendo 41% disso em recursos do governo estadual), além de R$ 984 milhões pagos a título de desapropriações.

ATRASO

Com 15 km de extensão e 15 estações, a linha 6-laranja foi apelidada de linha das universidades por ter em seu trajeto sedes de instituições de ensino como PUC, Mackenzie e FAAP. O anúncio da linha foi feito ainda na gestão José Serra (PSDB), em 2008.

Na época, a promessa era que a linha já estaria em operação em 2012. Naquele momento, moradores de Higienópolis se organizaram para protestar contra a presença do metrô.

O termo "gente diferenciada" chegou a ser usado para descrever as pessoas que seriam atraídas por uma estação no tradicional bairro paulistano.

A assinatura do contrato de PPP (parceria público privada) só ocorreu em dezembro de 2013, quando a estimativa era de que a linha poderia funcionar parcialmente até 2018.

O contrato foi comemorado por ser a primeira PPP plena do Brasil. Ou seja, o consórcio vencedor não apenas faria a obra como seria responsável pela operação da linha por 25 anos.

A expectativa era de que isso tornaria o projeto mais atrativo à iniciativa privada, além de incentivar o término das obras. O custo total do empreendimento é de R$ 9,6 bilhões, dos quais R$ 8,9 bilhões serão divididos entre governo e o consórcio.

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A primeira unidade de São Paulo da Casa da Mulher Brasileira, que oferece assistência a mulheres vítimas de violência, foi inaugurada na manhã desta segunda-feira (11) no bairro do Cambuci, na região central da capital. A solenidade contou com a presença da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e teve um protesto de mulheres que criticaram a ministra e afirmaram que foram impedidas de acompanhar o evento.

O equipamento faz parte do programa do governo federal "Mulher, Viver sem Violência", lançado em março de 2013 e que previa a construção dos centros em todas as capitais. No entanto, apenas sete foram inaugurados. Brasília, Curitiba e Campo Grande estão entre os locais que contam com o serviço.

Em São Paulo, as obras do equipamento chegaram a ser iniciadas mas, segundo o governador João Doria (PSDB), estavam paradas quando ele assumiu a Prefeitura em 2017.

"Essa foi uma parceria realizada pelos três níveis de governo federal, estadual e municipal. Quando assumi a Prefeitura de São Paulo, eu estimulei para que retomássemos esse processo. Demorou, mas saiu. Houve uma enchente que prejudicou as instalações."

No momento do discurso da ministra Damares Alves, era possível ouvir mulheres que protestavam do lado de fora do evento. Elas chegaram a gritar: "Fora, Damares".

A ministra não esboçou reação e iniciou sua fala relembrando o episódio da enchente na unidade e destacando a parceria com a iniciativa privada para conclusão das obras. Também propôs que Doria amplie o projeto para outras regiões do Estado, proposta que foi aceita pelo governador.

"A violência contra a mulher precisa ser enfrentada nessa nação. Temos uma rede proteção, terceira melhor lei de proteção à mulher, mas somos o quinto País que mais mata mulheres. O que está acontecendo para a gente não chegar ao número sonhado? E qual é o número sonhado? Nós queremos zero de feminicídio e de violência contra as mulheres. Queremos um Estado seguro para as mulheres." Segundo ela, a unidade de Campo Grande atendeu 60 mil mulheres em quatro anos.

Ela mandou ainda uma mensagem para os agressores. "Já que a imprensa está aqui, a imprensa adora essa ministra maluquinha, deixa eu aproveitar e mandar um recado para os bonitinhos que ainda se levantam agredindo mulheres no Brasil. Aos agressores covardes de mulheres no Brasil, o recado é o seguinte: a brincadeira para vocês está acabando. Essa nação está levantando em defesa da mulher."

A proposta da casa é concentrar os serviços de acolhimento à mulher vítima de violência, desde delegacia especializada até o atendimento jurídico e abrigos para as vítimas.

Em junho, o governo estadual iniciou uma campanha publicitária para tentar frear casos de feminicídio em São Paulo, que estão em alta.

Segundo Doria, a alta tem relação com o aumento de denúncias. "A campanha em rádio e TV colocou mais 286% de denúncias. As mulheres estão tendo a coragem de denunciar."

Protesto

Ao final do evento, mulheres entraram no local afirmando que tinham sido impedidas de acompanhar a solenidade. Policiais fizeram um cordão de isolamento separando o grupo da área onde estava o governador, a secretária Estadual de Desenvolvimento Social, Célia Parnes, e a secretária Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Berenice Giannella.

"Todas as pessoas que tinham de entrar aqui, entraram", disse Doria.

Conselheira do Conselho Municipal de Políticas para as Mulheres, Melissa Carla Silva diz que grupos de mulheres que apoiaram a implantação do projeto foram ao local para acompanhar o evento, mas não conseguiram entrar.

"Estavam pedindo convite, mas ele veio por e-mail. As mulheres que tornaram isso realidade estavam barradas lá fora. Eram 30 a 40 mulheres. Isso foi um momento elitizado, mas a casa é pública e popular." Segundo ela, não houve truculência policial.

Fátima Sandalhel, integrante da Marcha Mundial das Mulheres de São Paulo, diz que coletivos de mulheres têm interesse em contribuir na gestão do equipamento. "A casa ficou abandonada, passou por reforma duas vezes e o movimento de mulheres fez uma ocupação para pressionar a inauguração. A gente quer participar do conselho gestor."

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