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A medida provisória criada pelo governo para impulsionar empregos de jovens no país altera ou revoga uma série de trechos da legislação ligados a fiscalização e penalidades trabalhistas.

Entre os artigos removidos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) está um que proibia estabelecimentos de iniciar as atividades sem prévia inspeção e aprovação pelas autoridades.

Também foi suprimida da lei a possibilidade de o governo fazer convênios com órgãos, inclusive estaduais ou municipais, para ampliar o trabalho de fiscalização feito por auditores do trabalho.

O governo ainda limitou a dois anos a validade de termos de conduta a serem firmados entre empresas e autoridades para correção de irregularidades.

Os documentos são uma espécie de acordo, que têm como objetivo a interrupção de infrações e, em muitos casos, inclui também uma penalidade. Antes, não havia prazo de validade.

A medida também proíbe aplicação de multas em caso de irregularidades constatadas na primeira visita dos auditores.

A penalidade só existe em casos de reincidência, exceto em casos específicos (como falta de registro de empregados, atraso no pagamento de salários ou de FGTS, resistência à fiscalização, trabalho em condições análogas às de escravo e trabalho infantil).

"A ideia é que em situações de gradação leve, a fiscalização seja demonstrativa, aponte ao empregador o erro que ele está cometendo, de forma pedagógica. Caso o problema não seja corrigido, aí sim a multa acontece", afirmou Rogério Marinho, secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, na semana passada.

"A fiscalização vai impedir que haja excessos. E, se houver alguma coisa grave, evidentemente ela vai atuar", defendeu.

Luiz Guilherme Migliora, professor de direito do trabalho da FGV (Fundação Getulio Vargas), afirma que a MP concede uma espécie de certificado de maturidade aos empresários ao confiar que eles seguirão as normas.

Mas, ao mesmo tempo, diz ele, ela cria riscos - especialmente ao proibir multas na primeira visita de fiscais.

"A ideia é boa, só não sei se há maturidade como nação para isso, pois isso implica uma consciência e responsabilidade enormes dos empresários. Pode ser um incentivo para ficar irregular e não fazer nada caso não se receba a visita", diz.

O professor pondera que as medidas não reduzem a possibilidade de ações judiciais em caso de ilegalidades.

"Você está tirando um pouco os dentes da fiscalização, o que pode dar uma mensagem inicialmente errada, mas você não tirou os dentes da ação judicial", diz. "Pode ser bom, desde que os empresários não pensem que liberou geral", afirma.

Rodrigo Nunes, advogado que costuma defender empresas em processos trabalhistas pelo escritório Cascione Pulino Boulos Advogados, afirma que a medida pode diminuir o alcance da fiscalização - por exemplo, por meio do dispositivo que remove a possibilidade de convênios com outros órgãos.

"Há certamente carência do número de fiscais. Em alguma medida você reduz o alcance", afirma.
Mesmo assim, ele diz acreditar que o conjunto da medida é bem-vindo.

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, afirma que a medida provisória trouxe atualizações necessárias para a legislação por entender que vários artigos eram defasados ou inócuos.

O artigo que demandava uma inspeção antes de o estabelecimento iniciar as atividades, por exemplo, não era cumprido pois as autoridades não conseguiam averiguar cada instalação no país antes da inauguração - segundo ele.

"É impossível ir a cada estabelecimento, seja comercial, seja industrial, previamente à abertura", diz.

No caso do limite de dois anos para termos de conduta, ele entende a medida como necessária para evitar contratos com prazos indeterminados. Além disso, diz, as mudanças deram valor extrajudicial aos termos.

"O que estamos fazendo é dar uma absoluta força ao termo de compromisso", afirma.

A extinção da possibilidade de convênios com outros órgãos para a fiscalização também não traz efeitos práticos, segundo Dalcolmo, pois nenhuma parceria chegou a ser firmada. E, segundo ele, não haveria respaldo para isso.

"Não adianta fazer um convênio com uma instituição e essas pessoas não terem o amparo legal para fazer. Era um texto morto", afirma.

O secretário diz também que as alterações não causariam impacto forte na fiscalização porque atualmente muitos processos podem ser feitos por meio digital.

"Nós estamos no século 21, da robótica, da nanotecnologia. A fiscalização do trabalho hoje em dia é muito diferente dos anos 1980", disse.

Publicado em Brasil

Cerca de 3,2 milhões de pessoas estão à procura de emprego há dois anos ou mais no Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), isso representa 25,2% dos 12,5 milhões de desocupados do país.

Ainda segundo o IBGE, cerca de 1,8 milhão, ou 7,1% dos desocupados, estavam há menos de um mês procurando emprego. A taxa de desemprego no país no terceiro trimestre deste ano, divulgada no fim de outubro, ficou em 11,8%, abaixo dos 12% registrados no segundo trimestre.

A Pnad-Contínua divulgada hoje trouxe ainda dados sobre taxa de desemprego dos estados. O estado de São Paulo foi o único a apresentar queda na taxa de desemprego do segundo para o terceiro trimestre deste ano. A taxa recuou de 12,8% para 12% no período em São Paulo.

Segundo a pesquisadora da IBGE, Adriana Beringuy, a queda ocorreu devido à redução do número de desempregados e não em função do aumento da ocupação.

Já Rondônia foi o único estado com alta na taxa de desemprego, ao passar de 6,7% para 8,2%. As outras 25 unidades da federação tiveram estabilidade na taxa, de acordo com os dados do IBGE.

As maiores taxas foram observadas nos estados da Bahia (16,8%), Amapá (16,7%) e Pernambuco (15,8%). Já os menores níveis foram registrados em Santa Catarina (5,8%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Mato Grosso (8%).

Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, houve altas em Goiás (que passou de 8,9% para 10,8%) e Mato Grosso (de 6,7% para 8%). Três estados tiveram queda neste tipo de comparação: São Paulo (13,1% para 12%), Alagoas (de 17,1% para 15,4%) e Sergipe (17,5% para 14,7%).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas) foi de 24% no país. Maranhão (41,6%) e Piauí (41,1%) apresentam estimativas acima de 40%.

Por outro lado, as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (10,6%), Mato Grosso (14,7%), Rio Grande do Sul (16,3%) e Mato Grosso do Sul (16,3%).

Desalentados
O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) foi de 4,7 milhões de pessoas no terceiro trimestre. Os maiores contingentes estavam na Bahia (781 mil) e no Maranhão (592 mil) e os menores em Roraima (17 mil) e Amapá (19 mil).

O percentual de pessoas desalentadas foi de 4,2%. Os maiores percentuais estavam no Maranhão (18,3%) e Alagoas (16,5%) e os menores em Santa Catarina (1,1%), Rio Grande do Sul (1,3%) e Distrito Federal (1,3%).

Empregos formais

Santa Catarina tinha o maior percentual de empregados com carteira assinada (87,7%). Já o menor percentual estava no Maranhão (49,9%).

As unidades da federação com maior percentual de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no setor privado foram Maranhão (50,1%), Pará (49,9%) e Piauí (49,9%). As menores taxas foram observadas no Rio Grande do Sul (18,1%) e Santa Catarina (12,3%).

Publicado em Brasil

A inclusão no mercado de trabalho é o tema mais urgente para a população negra, segundo a pesquisa Consciência entre Urgências: Pautas e Potências da População Negra no Brasil, divulgada hoje (18) pelo Google Brasil. Na opinião de 46%, a colocação profissional é um dos assuntos prioritários para a vida das pessoas negras. O estudo foi realizado pela consultoria Mindset e pelo Instituto Datafolha e ouviu 1,2 mil pessoas pretas e pardas ao longo do último mês de outubro.

Racismo estrutural

O racismo estrutural - tema que apareceu como mais discutido na pesquisa - também é apontado como um dos mais urgentes para a população negra (44%). Em relação ao racismo que permeia as instituições públicas e privadas no Brasil, foram levantados temas como a representatividade na política e o apagamento da história dos negros nos currículos escolares e universitários.

Segundo o estudo, sete em cada dez negros não se sentem representados pelos governantes. Votar em candidatos negros é uma pauta importante para 61% da população negra, tendo mais apelo entre os menos favorecidos economicamente (73% entre as classes D e E) do que entre que estão melhor colocados socialmente – 47% nas classes A e B. Para 69%, as marcas comerciais tratam de forma superficial ou oportunista temas relacionados à negritude.

Feminismo e genocídio

O feminismo negro foi apontado como tema urgente por 23% da população negra, seguido pelo genocídio dos negros (24%). O alto número de mortes violentas entre negros é uma preocupação maior para os maios jovens, chegando a 28% na faixa entre 16 e 34 anos de idade, mas caindo para 18% entre os com 60 anos ou mais.

O sentimento de urgência em relação ao genocídio é maior entre aqueles com ensino superior (30%) e menor para as pessoas que estudaram apenas até o ensino fundamental (14%). Relação inversa ocorre com o feminismo negro, apontado como urgente para 18% das pessoas que têm ensino superior e para 30% das que só têm ensino fundamental.

Em quinto lugar ficaram as políticas afirmativas, como cotas raciais, vistas como prioritárias para 19%. O sentimento de urgência para esse tipo de política é maior para os homens (23%) do que entre as mulheres (17%).

Ativistas

A pesquisa mostrou que metade da população negra se considera ativista pelos direitos dessa parcela da sociedade. Sendo que esse sentimento é maior entre os mais pobres, atingindo o patamar de 63% nas classes D e E, do que entre os com melhor situação financeira, ficando em 31% nas classes A e B.

Para 91% da população negra, o Dia da Consciência Negra – lembrado no dia 20 de novembro – é uma data importante para manter viva as histórias de heroísmo de negras e negros.

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A indústria paulista fechou 3 mil postos de trabalho em outubro, o equivalente a uma variação de -0,25% ante setembro, com ajuste sazonal. Os dados foram divulgados hoje (14) na pesquisa de Nível de Emprego Industrial da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

No acumulado do ano, o saldo do emprego continua negativo, com fechamento de 12,5 mil vagas na indústria até outubro. Frente ao mesmo período de 2018, a variação no nível de emprego é de 0,60%

Segundo a Fiesp, o resultado do mês foi pressionado pelo início do período de demissões dos safristas que trabalham no setor sucroalcooleiro e dos trabalhadores do setor do vestuário, seguindo a tendência esperada para este período do ano.

"Apesar do saldo negativo, a baixa para o emprego na indústria paulista é comum para outubro, visto que a média para esse mês é de fechamento de 4 mil vagas", disse, em nota, o 2º vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz.

Setores

Metade dos 22 setores acompanhados pela pesquisa tiveram variação negativa no mês, enquanto outros sete contrataram e quatro tiveram variação estável. Os destaques negativos foram nos segmentos de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1.414), coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-1 236) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-697).

Por outro lado, três setores apresentaram criação mais robusta de vagas em outubro: produtos diversos (600); produtos de minerais não metálicos (415) e produtos de borracha e material plástico (332).

Regiões

Entre as 37 regiões acompanhadas pelo levantamento, 22 (59%) apresentaram saldo negativo nos empregos. Outras nove tiveram mais contratações do que demissões e seis ficaram com nível de emprego estável.

Os destaques negativos foram Presidente Prudente (-2,08%), com fechamento de 850 vagas, e Mogi das Cruzes (-2,06%), que encerrou 1.250 vagas no período. Entre as áreas que tiveram saldo positivo no número de empregos, a maior variação foi de Botucatu (1,50%), que criou 550 vagas em outubro, seguida por Sorocaba (0,58%), também com 550 novos postos.

Publicado em Estado

O programa Verde Amarelo, lançado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta segunda-feira (11), deve reduzir em até 80% a verba do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) a que o trabalhador tem direito.

O cálculo considera a soma dos valores depositados no FGTS (Fundo de Garantia do Trabalhador) pelo empregador e a multa aplicada sobre esse total em caso de demissão sem justa causa na comparação entre a regra atual e a nova modalidade.

A redução vale para o público apto a participar do programa com contrato "Verde e Amarelo", ou seja, jovens de 18 a 29 anos que ainda não tiveram seu primeiro emprego e cuja remuneração seja de até um salário mínimo, o que dá R$ 1.497 hoje.

Atualmente, as empresas depositam mensalmente 8% do salário do trabalhador em um conta do FGTS. Com a medida provisória, a alíquota para os jovens em primeiro emprego vai cair para 2%.

Além disso, o novo programa do governo permite que a multa a ser paga pelo patrão em caso de demissão sem justa causa passe de 40% para 20% sobre o saldo da conta do FGTS do trabalhador naquela empresa.

A pedido da reportagem da Folha de S.Paulo, o calculista Alan Heiji Ide Monteiro, do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, fez uma simulação do quanto um trabalhador receberia, em valores total do Fundo de Garantia, nas modalidades de contratação atual e a "Verde Amarelo".

Foi considerado um trabalhador de 19 anos que é contratado, pela primeira vez, em novembro deste ano, recebendo R$ 1.497. As projeções consideram que ele seria demitido sem justa causa em outubro de 2020, ao completar 12 meses de contrato. Foi aplicado um rendimento mensal de 0,25% ao mês (3% ao ano).

Comparando-se os valores totais a serem recebidos pelo trabalhador nos dois cenários, vê-se uma redução de 78,57%.

O FGTS tem correção de 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial), que atualmente está zerada. O programa do governo prevê que o trabalhador só pode ficar até dois anos neste tipo de contrato. Além disso, as empresas não podem demitir para fazer contratações de profissionais na nova modalidade.

NOVO PROGRAMA

O pacote de medidas lançado pelo governo Bolsonaro prevê criar 1,8 milhão de vagas formais até 2022 com a proposta. Em conjunto com outras medidas, a expectativa é alcançar 4 milhões de novos postos.

O governo também pretende também reduzir entre 30% e 34% o custo da mão de obra.

A Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) se posicionou contra o pacote divulgado pelo Planalto. "O governo parece confundir o custo fiscal das empresas com agressão aos direitos básicos dos trabalhadores. Como é certo, políticas públicas voltadas à empregabilidade em faixas de vulnerabilidade não têm autorização constitucional para redução de direitos sociais", diz nota.

A associação afirma ainda que "não há proteção a faixas de vulnerabilidade quando o que se pretende é diminuir a obrigação das empresas com importantes cotas como de PCD (Pessoa com deficiência) e aprendiz."

Centrais sindicais como CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical e CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) também divulgaram comunicado conjunto contra o pacote. "As centrais sindicais manifestam discordância em relação ao diagnóstico do governo federal de que a explosão dos gastos públicos é a causa do atual desequilíbrio fiscal do Estado Brasileiro".

As centrais dizem ainda que a atual política fiscal "aumenta as desigualdades sociais e acentua a crise econômica, com graves impactos sobre a pobreza e o emprego".

• Cenário 1:
- Contratação pela modalidade atual (8% de FGTS mensal + 40% de multa na demissão sem justa causa)
- Valor total de recolhimento em 12 meses: R$ 1.457,05
- Multa de 40% sobre saldo: R$ 582,82
- Total a receber: R$ 2.039,86

• Cenário 2:
- Contratação pelo novo contrato "Verde Amarelo" (2% de FGTS mensal + 20% de multa na demissão sem justa causa)
- Valor total de recolhimento em 12 meses: R$ 364,26
- Multa de 40% sobre saldo: R$ 72,85
- Total a receber: R$ 437,11
- A diferença, neste caso, é de R$ 1.602,75

Publicado em Brasil

Em preparação para o período de final de ano, os setores do comércio – varejista e atacadista – e de serviços em São Paulo geraram, no mês de setembro, 27.721 empregos formais. Foram 296.820 contratações ante 269.099 desligamentos.

No total, os dois setores fecharam o nono mês do ano com estoque de 10.192.080 vínculos trabalhistas, o melhor resultado desde 2014 para os meses de janeiro a setembro.

Os dados foram divulgados hoje (8) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

“Foi consolidado o processo ainda existente de recuperação de vagas formais no comércio e em serviços. Isso, porque houve aumento do consumo das famílias, o que permitiu ao empresário ampliar o quadro de funcionários diante do aumento da demanda, reflexo da inflação controlada, queda dos juros e crédito menos custoso”, disse, em nota, a entidade.

O levantamento da FecomercioSP analisa o nível de emprego do comércio varejista, atacadista e de serviços por meio de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged).

Publicado em Estado

A Prefeitura de São Paulo realiza nos dias 11, 12, 13 e 14 de novembro, nas regiões norte, sul, leste e oeste, a 2ª edição do Contrata SP - Fim de Ano. O programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho vai oferecer 3.300 mil vagas de trabalhado temporárias.

Em cada uma das regiões, 20 empresas realizarão processos seletivos nas áreas de comércio e serviços, com oportunidades para candidatos a partir dos 16 anos.

O maior número de oportunidade está no comércio para o cargo de operador de loja. São mais de 800 vagas com salário de até R$ 1.441 e a exigência é ter ensino médio completo. O profissional faz do atendimento ao cliente ao suporte em outras áreas como caixa, por exemplo.

Para vendedor, são 536 postos com salário médio de R$ 1.500, que pode ser complementado com comissões. No cargo de auxiliar de limpeza são 250 posições, com salários de R$ 1.163 e escolaridade que pode variar entre os ensinos fundamental ou médio completos. Na área de logística, em cargos como ajudante e auxiliar, os salários chegam a R$ 1.500. Será exigido o ensino médio completo e a maioria das oportunidades não exige experiência. A maior parte dessas atividades envolvem serviços de carga e descarga e operações postais.

Para participar do Contrata SP Fim de Ano, o candidato precisa se inscrever presencialmen atá o dia 8 de novembro, em uma das 24 unidades do Cate - Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo. Os endereços podem ser acessados no site www.capital.sp.gov.br.

No local, a equipe técnica do Cate realizará o cadastro e verificará as oportunidades de acordo com o perfil dos candidatos. Os pré-selecionados receberão uma carta de encaminhamento para comparecer a uma das regiões onde será realizado o processo seletivo.

Para se inscrever o candidato precisa levar no Cate RG, CPF, carteira de trabalho e número do PIS, caso não tenha os últimos documentos, apresentar foto 3x4 atual e RG.

Publicado em Serviços

Em sua 9ª edição, o Contrata SP oferece 2,2 mil vagas de trabalho para pessoas com deficiência. O evento, que começou hoje (5) é promovido pela Prefeitura de São Paulo, na Barra Funda, com a participação de empresas de diversos segmentos. São oportunidades para aprendizes, com remuneração de R$ 456, e vagas mais qualificadas, de até R$ 6 mil, para profissionais de engenharia e direito.

Segundo a secretária adjunta da Pessoa com Deficiência, Marinalva Cruz, a expectativa é que cerca de 1 mil pessoas passem hoje (5) pelos estandes montados pelas empresas para fazer o recrutamento. São companhias que atuam em diversos ramos da economia: supermercados atacadistas, call centers, tratamento de resíduos, saneamento, recursos humanos, hospitais e restaurantes.

Nas últimas edições, o percentual de candidatos que conseguiram emprego ficou em 10%. Nos seis primeiros eventos foram efetivadas 593 pessoas.

A secretária disse que a orientação é que os recrutadores mantenham o foco na capacidade das pessoas. “A deficiência não pode ser um critério para o recrutamento. O foco tem que ser a competência, o perfil, a habilidade do candidato”, ressaltou.

Oportunidade

Para aumentar as chances de contratação, o candidato Hector Meireles disse que só pretendia deixar o galpão do evento depois de distribuir os dez currículos que preparou. O rapaz, de 26 anos de idade, e cinco de experiência, não exige muito. “Podem ser tanto vagas administrativas como relacionadas a inglês, porque sou fluente na língua. Mas não tenho frescura, se aparecer outra vaga em que possa atuar, eu entro. Estou sempre disposto a aprender novas coisas”, disse.

Meireles disse que, sendo portador de uma deficiência, está difícil se inserir no mercado de trabalho. “Não está tão fácil. Eu tenho um pouco mais de facilidade, porque minha visão é subnormal, mas para quem é cego total é ainda mais difícil”, destacou.

Com base em dados do Ministério do Trabalho e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo informou que a capital paulista tem capacidade para empregar, com contratos formais, 177,3 mil das 500 mil pessoas com deficiência em idade economicamente ativa que vivem na cidade. Até o momento, apenas 78 mil delas estão empregadas.

Publicado em Serviços

Na manhã de ontem (30), mais de mil pessoas formaram uma imensa fila para concorrer a uma das vagas oferecidas por um supermercado na cidade de Itapecerica da Serra. Os candidatos começaram a chegar na unidade na noite de terça-feira (29) e dormiram no local para conseguir uma senha.

As vagas oferecidas foram de balconista, empacotador, açougueiro, repositor, padeiro, cozinheira, ajudante de cozinha, auxiliar de limpeza e os salários variam entre R$ 1,4 mil e R$ 2 mil.

Esta é a quarta unidade a ser aberta pela rede de supermercados e a previsão para inauguração é no próximo mês. Os candidatos que chegaram na noite desta terça levaram comida, cobertores e cadeira.

De acordo com uma pesquisa da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, 30% dos jovens que moram na cidade de São Paulo estão desempregados. O levantamento foi feito com 400 jovens entre 15 e 29 anos de diversas regiões.

A pesquisa aponta que falta de experiência é empecilho para 44% dos jovens.

Publicado em Grande São Paulo

O mercado de trabalho com carteira assinada do ABC interrompeu quatro anos consecutivos de queda na ocupação e voltou a abrir vagas em 2018, impulsionado principalmente pelo setor de serviços.

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados na última semana pelo Ministério da Economia, revelam a abertura de 7.417 postos de trabalho formais na região no ano passado.

Com isso, os sete municípios encerraram 2018 com 736.374 vínculos empregatícios, o que corresponde a aumento de 1% ante o estoque apurado no dia 31 de dezembro de 2017.

Os dados da Rais diferem dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontaram a abertura de 8.953 vagas com carteira formais no ano passado. Ocorre que há diferenças.

Assim como o Caged, a Rais é um registro administrativo enviado pelas empresas ao Ministério da Economia. Porém, o Caged contempla empregos com carteira assinada, enquanto a Rais reporta postos formais de qualquer tipo: estatutários, celetistas e temporários. Além disso, a Rais refere-se ao dia 31 de dezembro de cada ano, enquanto os dados do Caged são contabilizados mensalmente.

No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1%. O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo setor de serviços, que se beneficiou da inflação mais controlada e da redução, ainda que discreta, do desemprego.

Maior empregador do ABC, os serviços criaram 9.842 vagas no ano passado, com crescimento de 3,1% no estoque, para 329,5 mil vínculos. Com isso, a participação do setor no total de empregos formais da região cresceu de 43,9% para 44,7%.

Puxaram o bom resultado os segmentos de administração de imóveis e serviços técnicos (7.329), e ensino (2.703).

Desempenho semelhante teve a construção civil, que abriu 733 postos de trabalho, com aumento de 2,41% na ocupação, para 31,2 mil vínculos - resultado que refletiu a retomada de obras de infraestrutura e das vendas de imóveis novos após quatro anos seguidos de queda.

No sentido contrário, o parque fabril do ABC teve o quinto ano consecutivo de queda no emprego. Só em 2018 foram fechadas 1.774 vagas, com redução de 1% no estoque do setor - número semelhante de trabalhadores da Toyota em São Bernardo.

Nos últimos cinco anos, o setor perdeu 78,4 mil empregos e o nível de ocupação caiu 30,2%. Significa que, de cada dez vagas existentes no dia 1º de janeiro de 2014, três foram extintas.

No mesmo período, a fatia da indústria no mercado de trabalho do ABC caiu de 31% para 24,5%. O setor de borracha foi o que mais fechou vagas (-600).


*Com informações do Diário Regional

Publicado em Grande São Paulo
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