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Casa da Cultura recebe exposição EntreRelevos, de Isabel Galvanese

Com curadoria de Cristina Mira, a mostra acontece em São Sebastião e é resultado de 15 anos de trabalho e estudo Da Reportagem De São Paulo

A Prefeitura de São Sebastião, por meio da Fundação Educacional e Cultural “Deodato Sant’Anna” (Fundass), apresenta a exposição EntreRelevos, da artista plástica Isabel Galvanese, na Casa da Cultura (antiga sede da SETUR).

Resultado de 15 anos de trabalho e estudo, a exposição EntreRelevos é composta por sete relevos de cerâmica, duas esculturas, quatro mosaicos, aquarelas e pinturas, tendo como ponto de partida o desenho, a observação da natureza, a história da arte e suas influências.

“As pessoas da cidade ainda não tiveram a oportunidade de conhecer esse trabalho e é uma felicidade enorme poder exibi-lo para os caiçaras e também turistas. Amo São Sebastião, pois foi aqui que também aprendi muito.”, ressalta Galvanese.

A curadora Cristina Mira conta que inspirou-se no conceito japonês Wabi Sabi. “As marcas, os acidentes que ocorrem no processo de construção de algo são as que conferem singularidade ao objeto. A beleza se esconde nas falhas, nas rachaduras, nos arranhões, nas áreas desgastadas e nas linhas imperfeitas.”, ressalta.

As obras estarão em exibição até o dia 6 de janeiro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados e domingos, das 12h às 20h, na Casa da Cultura.

Nascida em 1963 na capital paulista, Isabel Galvanese vive em São Sebastião desde 1991. Em 1996 iniciou na cerâmica, pesquisando e recebendo orientação de Mieko Ukeseki, ceramista da cidade de Cunha. Participou por 20 anos do grupo Desenho Vivo coordenado por Antônio Carelli, onde semanalmente artistas da região e de São Paulo se reuniam em Caraguatatuba para desenhar e estudar história da arte. Deste curso houveram ramificações para o aprendizado da escultura, pintura, mosaico e gravura, sempre tendo o desenho como base. Trabalha em ateliê próprio produzindo cerâmica utilitária e artística de alta temperatura. Confecciona seu barro, mistura seus próprios esmaltes e queima suas peças principalmente em forno a lenha.


*Por Priscila Freitas

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