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Sábado, 12 Outubro 2019 10:40

Chapada dos Guimarães: Natureza exuberante

No coração do Brasil, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães chama a atenção pela sua paisagem única. Os contornos dos paredões rochosos foram esculpidos ao longo de milhões de anos pela ação de chuva, rios e vento. A vegetação de lá tem árvores mais baixas e cobrem quase todo o espaço, dando um colorido especial. As quedas d'água são um refresco para o corpo e olhos, criando uma paisagem especial.

O parque é um dos destinos mais procurados do estado, e não somente pelos atrativos acima. O local também tem 46 sítios arqueológicos, 59 nascentes e uma enorme área de proteção ambiental - tudo para manter intacta essa parte do País.

É bom se preparar para andar pelas redondezas. A região Centro-Oeste do Brasil é bastante conhecida também pelas altas temperaturas e baixa umidade, ainda mais se a visita acontecer no outono ou inverno. É muito fácil os termômetros alcançarem os 40°C durante o dia - e com pouca ou nenhuma sombra. Por isso, levar um boné ou chapéu, usar protetor solar e um repelente de insetos são alguns dos itens que não devem ser esquecidos.

Mas o cuidado vale a pena. Ao andar pelas trilhas do parque, você se depara com paredões de arenito, árvores como ipês, buritis e babaçus, animais como antas, tamanduás-bandeiras e araras-vermelhas. Com um pouco de sorte, dá para avistar também onçaspintadas e lobos-guarás.

Nas trilhas dentro do parque, é possível visitar algumas formações rochosas que saltam aos olhos, como o Morro São Jerônimo, que fica no ponto mais alto, a 800 metros de altitude; a Cidade de Pedra, formada por paredões de arenito que lembram edifícios; e as cavernas, com a Aroe Jari, que conta com um lago no interior.

Para refrescar o corpo e apreciar a força da natureza, as quase 500 cachoeiras da região são um prato cheio. O cartão postal do parque é o Véu de Noiva, queda d'água com 86 metros de altura. O mirante tem visitação livre, mas os turistas não podem descer até o lago formado pela queda. Já outras cachoeiras, como a dos Namorados e as do circuito das cachoeiras estão liberadas para banho e o refresco.

NATUREZA PURA

O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães tem uma função muito nobre: a de proteger a vegetação, fauna e rios da região. Ele foi criado, no século 20, justamente para conter a degradação ambiental das nascentes e do ecossistema local.

Há vários voos direto de São Paulo para o aeroporto de Chapada dos Guimarães. Já para chegar ao parque, as melhores opções são alugar um carro ou solicitar um por aplicativo, visto que do aeroporto até a entrada do parque são 11 km de distância, pela rodovia Emanuel Pinheiro.

Embora a maioria das atrações do parque tenha acesso livre, alguns locais só devem ser visitados com o auxílio de um guia credenciado e agendamento prévio. O site do parque tem todas as informações sobre quais atrações estão abertas, como fazer o agendamento e os horários de visitação.

Ao andar pelo parque, não esqueça de levar lanche e água, pois não há restaurantes ou lanchonetes dentro da área do parque. Já a infraestrutura hoteleira da Chapada tem hotéis e pousadas de todos os tamanhos e acomodações.

É lá também que está o centro geodésico da América do Sul. Neste ponto, a distância dos oceanos Atlântico e Pacífico é a mesma - e outro ótimo local para tirar fotos e dizer que está no meio do continente.


NÃO DEIXE DE CONHECER

veu de noiva 2 91726Véu de Noiva: A queda d'água impressiona pela altura: 86 metros que se destacam ao longe. Ela só pode ser vista do mirante, que está aberto o ano todo e não precisa de guia. É um dos pontos mais fotografados e admirados do Parque da Chapada dos Guimarães.
(Foto: José Medeiros/Gcom-MT)



morro do sao geronimo 91785Morro São Jerônimo: É um dos pontos mais altos do parque, situado a 800 metros de altitude. A visita deve ser agendada com antecedência, e a caminhada tem duração de quatro a cinco horas.
(Foto: José Medeiros/Gcom-MT)



caverna aroe jari 91774Caverna do Aroe Jari: Localizada a 46 km da Chapada, é um dos locais mais bonitos e únicos do Mato Grosso. Na língua dos índios bororo, Aroe Jari significa abrigo da alma, e é a maior caverna de arenito do Brasil, com 1.550 metros de extensão. Quando a luz do sol incide na água, os raios criam efeitos incríveis.
(Foto: José Medeiros/Gcom-MT)

Publicado em Turismo

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), decretou situação de emergência no estado devido ao aumento nos incêndios florestais. A medida foi publicada no DOE (Diário Oficial do Estado) nesta terça (10).

No decreto, Mendes aponta o aumento nas queimadas somado ao período de estiagem na região, que chega a quatro meses. No período, a umidade relativa do ar variou entre 7% e 20%, índices que podem causar riscos a saúde.

Entre as medidas adotas pelo decreto estão a possibilidade de o governo estadual comprar equipamentos, adquirir bens sem licitação e suspender contratos administrativos sem necessidade de rescisão contratual.

O Mato Grosso foi o estado líder em queimadas neste ano. Até 21 de agosto, mais de 13.600 focos de calor haviam sido registrados no estado, segundo dados do ICV (Instituto Centro de Vida), com base na plataforma do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Considerando o período proibitivo (de julho a setembro), quando é ilegal fazer queimadas em todo o Mato Grosso, o aumento em relação ao ano passado é de 205%.

A aldeia Japuíra do povo myky, na Terra Indígena Menku, em Brasnorte, no Mato Grosso, quase foi destruída pelo fogo. Neste ano, cortes de 38% (R$ 17,5 milhões) das verbas para o Prevfogo, programa de prevenção às queimadas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), reduziram drasticamente as brigadas em terras indígenas.

Em agosto, outros dois estados amazônicos, Amazonas e Acre, decretaram situação de emergência devido à onda de queimadas que tomou o país.

No Amazonas, 80% dos focos de incêndios em 2019 foram registrados apenas em julho. O decreto foi assinado em 2 de agosto e tem validade de 180 dias.

Publicado em Brasil
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