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Ex-prefeito é condenado por desviar recursos de ambulâncias

Geraldo Carlos Carneiro Filho teria desviado recursos que deveriam ser utilizados para comprar ambulâncias para a cidade Da Reportagem De São Paulo

O ex-prefeito de Cananéia, no Vale do Ribeira, Geraldo Carlos Carneiro Filho (DEM), foi condenado a oito anos e dois meses de prisão pela Justiça Federal por desviar recursos que deveriam ser utilizados para comprar ambulâncias para o município.

O esquema foi revelado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sanguessuga, deflagrada em 2006, que revelou a “Máfia das Ambulâncias”. A corrupção ocorria nacionalmente e foi identificada após apuração da Controladoria Geral da União (CGU), que alertou o Governo Federal.

Os empresários Darci José, Cléia Maria e Luís Antônio – todos da família Vedoin –, além de Ricardo Waldmann Brasil e Ronildo Pereira Medeiros, integravam a base da quadrilha, que oferecia ambulâncias superfaturadas.

Em Cananéia, o Tribunal de Contas da União (TCU) detectou irregularidades no edital, em propostas que teriam sido forjadas, no fracionamento de procedimentos e na falta de documentação para os veículos adquiridos em duas licitações de 2004.

Na administração municipal, coube a Geraldo Filho, com auxílio do chefe de gabinete, Claudio Roberto Fraga, e do procurador do município, Cesar Luiz Carneiro Lima, violar a Lei de Licitações. Eles manipularam a escolha da empresa vencedora dos certames em benefício próprio.

O relatório da CGU no ano seguinte verificou que o prejuízo aos cofres públicos seria, na época, de ao menos R$ 35.626,16 – naquele ano, o Ministério da Saúde, em convênio, repassou à cidade R$ 120 mil para a compra dos dois veículos. Diante do crime, os cinco empresários e os cinco agentes públicos foram denunciados.

“[A narrativa criminosa] demonstra uma das facetas da corrupção entranhada no Estado brasileiro, que, ainda hoje, tem sido combatida pelo órgão do MPF e pelo Poder Judiciário Federal”, escreveu o juiz federal João Batista Machado, da 1ª Vara Federal de Registro, na decisão. Ele absolveu outros dois servidores por falta de provas.

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