Febre dos anos 1990, CDs e tocadores portáteis voltam a dominar a preferência dos jovens com jornada musical que vai do disco de vinil ao MP3

Busca pela nostalgia e o desejo de posse física impulsionam as vendas de discos compactos, resgatando a época de ouro de aparelhos como Walkman e Discman

A indústria da música presenciou uma reviravolta surpreendente no primeiro semestre de 2026. Dados da consultoria Luminate revelam que as vendas de CDs nos Estados Unidos subiram 16%, alcançando 16,3 milhões de unidades.

Este ritmo supera o crescimento do vinil em quase sete vezes no mesmo período. Impressionantemente, a Geração Z lidera esse movimento devido ao forte interesse por álbuns de décadas passadas e ao apelo colecionável de gêneros como o K-pop. Paralelamente, fatores econômicos aceleram essa expansão, pois o CD custa significativamente menos do que o vinil nas prateleiras.

Por outro lado, muitos jovens adquirem as mídias físicas apenas para decoração e apoio direto aos seus artistas favoritos, mesmo sem possuir aparelhos reprodutores.

Do cassete ao disco: como a tecnologia revolucionou a portabilidade Antes de o celular monopolizar o consumo de áudio, a indústria dependia de formatos físicos específicos. Na década de 1960, a Philips lançou a fita cassete. Anos depois, em 1979, a Sony apresentou o Walkman, o primeiro toca-fitas portátil que permitia ouvir faixas em qualquer lugar. Consequentemente, o público transformou esse dispositivo em um fenômeno global de vendas. Atualmente, o mercado celebra outra inovação lendária dessa mesma época. No início dos anos 1980, a Sony e a Philips criaram o CD (Compact Disc).

Modelos icônicos do Discman que marcaram gerações Ao longo dos anos 1980 e 1990, a Sony aprimorou seus tocadores portáteis com recursos inovadores. O sofisticado Sony D-25 destacou-se pelo corpo totalmente metálico, enquanto o caríssimo Sony D-Z555, de 1989, virou o grande desejo de consumo dos audiófilos. Em 1994, a fabricante trouxe o Sony D-777, famoso pela tecnologia de proteção contra impactos ESP e pelo reforço de graves Mega Bass. Paralelamente, a marca atingiu o público jovem com a estilosa linha Sports Discman e celebrou datas comemorativas com o luxuoso Sony D-EJ01.

A Aiwa, marca japonesa que foi sensação no Brasil nos anos 1990, também se destacava entre os produtos. Apesar das inovações, os consumidores enfrentavam desafios constantes. A reprodução sofria com saltos de áudio frequentes e um alto consumo de pilhas AA.