Como o milho vira pipoca: ciência explica o estouro do grão, pressão interna, temperatura e transformação do amido

Vapor interno pressuriza o grão até sua expansão e mudança estrutural

Como o milho vira pipoca é uma dúvida comum sobre um dos alimentos mais consumidos no Brasil. O processo acontece quando um tipo específico de milho é aquecido e sofre uma transformação causada pelo calor. Entender esse mecanismo ajuda a explicar por que alguns grãos estouram e outros permanecem intactos.

O milho vira pipoca quando o grão é aquecido até cerca de 150 °C, geralmente em panelas, pipoqueiras ou equipamentos industriais, e a água interna do milho se transforma em vapor, criando pressão até o rompimento da casca.

O processo acontece em poucos segundos, por causa da estrutura específica do milho pipoca, que possui umidade interna e uma camada de amido que reage ao calor.

O milho usado para pipoca não é o mesmo milho comum consumido em espiga ou em receitas salgadas. Ele pertence a uma variedade chamada Zea mays everta, caracterizada por uma casca mais resistente e um interior com pequena quantidade de água e amido..

Essa estrutura é essencial para o estouro acontecer, já que o vapor precisa de pressão suficiente para romper a casca do grão. As informações estão presentes em um artigo da USP (Universidade de São Paulo).

Dentro do grão, existe uma pequena porção de umidade. Quando o milho é aquecido, essa água se transforma em vapor e aumenta a pressão interna.

O milho comum não estoura porque sua casca é mais fina e menos resistente. Além disso, sua composição interna não permite o acúmulo de pressão suficiente para o estouro.