Cubos de gelo para regar plantas: especialistas opinam sobre eficácia do método em alta

Conheça os prós e contras de regar com gelo e saiba quando a técnica funciona de verdade

Apesar de parecer lógica, a técnica não é tão eficiente quanto indica. O cubo derrete devagar, mas nem sempre umedece todo o substrato, deixando o solo seco em algumas áreas.

"Infelizmente, a técnica de regar as plantas com gelo não é segura para nenhuma planta", opina Samuel Gonçalves, biólogo e autor da página Um Botânico no Apartamento.

Por outro lado, Marcelo Gomes, gestor ambiental e especialista em arquitetura paisagística, defende que o gelo pode ajudar no controle da água em vasos: "O derretimento lento da água permite que o solo absorva a umidade de forma mais eficiente, minimizando a evaporação rápida que ocorre com a rega tradicional, especialmente em climas quentes."

Ele recomenda usar dois a três cubos para vasos pequenos e quatro a seis para médios, ajustando conforme o tamanho do vaso e a espécie da planta. Segundo ele, o gelo deve ser colocado diretamente no substrato e nunca encostar nas raízes expostas. /Fotos: Reprodução YouTube/Spagnhol Plantas/Pexels/Freepik

A técnica começou com as orquídeas (Phalaenopsis), que em regiões frias precisam de uma queda de temperatura para florescer. Em climas quentes, cultivadores passaram a usar gelo para simular esse efeito e estimular a floração no inverno.

Um estudo publicado na HortScience em 2017 mostra que o método não reduz a vida útil das orquídeas nem danifica a planta visivelmente, mas também não oferece vantagem em relação à rega com água normal.

Nos últimos anos, regar plantas com cubos de gelo se tornou popular entre jardineiros domésticos. A ideia é simples: o gelo derrete devagar, mantendo o substrato úmido por mais tempo.

A água gelada também pode causar choque térmico, pois o gelo forma cristais que aumentam de volume. Isso pode romper as células das raízes e prejudicar a saúde da planta a longo prazo.