Tubarões perigosos vivem em praias do litoral de SP

Jovens e de pequeno porte representam ainda mais perigo para banhistas e surfistas

Em São Paulo foram registrados 15 ataques desde 1931, segundo o registro internacional de ataques de tubarões, mantido pelo Departamento de História Natural do Museu da Flórida.

Um estudo da Universidade de Macquarie concluiu que os animais podem confundir banhistas e surfistas com presas, e tubarões mais jovens podem realizar mordidas exploratórias para entender o que são as coisas.

No mundo, são registrados entre 60 a 70 ataques por ano, e em 2023 o Brasil ficou em 4º lugar na lista, atrás da Austrália, Estados Unidos e Nova Caledônia.

Avistamentos de tubarões estão ficando mais frequentes, segundo apontam as estatísticas; entre as causas estão a poluição dos oceanos e o desequilíbrio ecológico.

Descubra quais são as praias do litoral de São Paulo que registraram maior número de ataques de tubarão, entenda as possíveis causas do aumento das aparições e como se prevenir.

Embora não sejam tão assustadoras quanto as de Pernambuco, em que banhistas frequentemente perdem membros, as praias do litoral de São Paulo já registraram ataques.

Algumas praias do litoral brasileiro são perigosas pela presença de tubarões.

Segundo pesquisadores da Unifesp, sete espécies diferentes de tubarão já foram avistadas no local.

Segundo Hudson Tercio Pinheiro, do Centro de Biologia Marinha da USP, o aumento do aparecimento e ataques de tubarões é consequência direta da degradação do meio ambiente.

Estudos já mostram que lugares com menos políticas de conservação registram mais ataques.

Outro ponto do litoral paulista que concentra tubarões é o arquipélago de Alcatraz, a apenas a 35 quilômetros da costa norte, entre São Sebastião e Ilhabela.

'Os tubarões controlam a proliferação de doenças, porque os indivíduos mais velhos e mais doentes acabam sendo consumidos', afirma Hudson.

Com menor oferta de peixes, tubarões podem percorrer diferentes áreas, inclusive perto da costa, em busca de alimentos; é aí que mora o risco de ataques. Fotos: Pexels

Ecossistema marinho é complexo e fatores que parecem ser pequenos podem gerar consequências desastrosas.