Cidade do interior de SP tem mais de 11 milhões de galinhas
Impulsionada pela imigração japonesa, Bastos transformou o ovo em símbolo cultural
Todo mês de julho, Bastos se transforma para receber a Festa do Ovo, considerada a maior feira de avicultura do Brasil. O evento atrai produtores, investidores, pesquisadores e turistas curiosos sobre o setor, movimentando fortemente a economia local.
Mas por trás da força econômica, existe uma história marcada pela imigração japonesa, tradições culturais e um sentimento de pertencimento construído ao longo de quase um século.
Um letreiro com os dizeres "Capital do Ovo" convida turistas a registrarem a passagem pela cidade que vive e respira avicultura.
Durante os dias de feira, exposições tecnológicas, competições de qualidade do ovo, palestras técnicas e gastronomia temática reforçam o protagonismo do município no agronegócio.
A ligação com o alimento é tão forte que Bastos criou espaços urbanos totalmente inspirados nele. Na Praça do Ovo, ponto turístico central, até os lustres e calçadas têm formato oval.
A história de Bastos está intimamente conectada à imigração japonesa. Em 1928, o imigrante Senjiro Hatanaka foi enviado ao Brasil para identificar terras propícias à instalação de famílias japonesas.
Localizada a cerca de 530 quilômetros da capital paulista, Bastos, no interior de São Paulo, se consolidou como a maior referência brasileira em produção de ovos e carrega com orgulho o título de "Capital do Ovo".
A influência japonesa se reflete até hoje no campo e na cidade: disciplina, técnicas agrícolas avançadas e preocupação com qualidade transformaram Bastos em um modelo produtivo. Fotos: Pexels (ilustrativas)