O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, começa a ser pago nesta segunda-feira (2/1).
Esse é um valor que representa um aumento de R$ 103 em relação ao de 2025, quando o piso era de R$ 1.518.
O reajuste vale para trabalhadores com carteira assinada e serve como referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais vinculados ao salário mínimo.
Comparação com 2025 e cálculo do reajuste
A correção corresponde a uma alta nominal de 6,79%, definida pelo Decreto nº 12.797/2025.
O índice resulta da combinação da inflação medida pelo INPC e do crescimento do PIB, respeitando o limite de ganho real imposto pelo arcabouço fiscal.
Em resumo, o salário mínimo passa a equivaler a R$ 54,04 por dia ou R$ 7,37 por hora, mudança que já havia sido estabelecida pelo Ministério do Planejamento e Orçamento em outubro de 2025.
Impacto econômico e alcance social
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo piso afeta diretamente 61,9 milhões de brasileiros e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026.
O governo estima impacto mais amplo ao considerar efeitos indiretos, como consumo e arrecadação.
Ao mesmo tempo, o reajuste pressiona as contas públicas, com custo adicional estimado em R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.
INSS, seguro-desemprego e outros benefícios
Aposentados e pensionistas que recebem um salário mínimo passaram a receber R$ 1.621 já nos pagamentos iniciados no fim de janeiro.
Para quem recebe acima do piso, o reajuste foi de 3,90%, com teto previdenciário fixado em R$ 8.475,55.
O novo valor também redefine a parcela mínima do seguro-desemprego, agora em R$ 1.621, enquanto a parcela máxima chega a R$ 2.518,65, conforme o salário médio do trabalhador.
Outros benefícios, como salário-família, contribuições ao INSS e valores pagos por autônomos, MEIs e segurados facultativos, também foram automaticamente ajustados com base no novo piso.
