Governo distribuirá gás de cozinha grátis a 17 milhões de famílias

Iniciativa faz parte do programa Gás para Todos e deverá ser oficializada nas próximas semanas

Número de beneficiados poderia ultrapassar 20 milhões de famílias até dezembro de 2025

Número de beneficiados poderia ultrapassar 20 milhões de famílias até dezembro de 2025 | Divulgação/Agencia Gov

O governo federal está em fase final de elaboração de uma medida provisória que prevê a distribuição gratuita de gás de cozinha para cerca de 17 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade.

A iniciativa faz parte do programa Gás para Todos e deverá ser oficializada nas próximas semanas, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME).

Durante a inauguração da Usina Termelétrica GNA II, no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a intenção de garantir o benefício às famílias mais pobres.

“Vamos anunciar, e tem que ser logo, que as pessoas mais humildes deste país vão parar de pagar o gás a R$ 140. Não é possível que a Petrobras tire o botijão por R$ 37 e ele chegue à casa das pessoas por mais de R$ 130. Poucos estão lucrando às custas do sofrimento de muitos”, afirmou Lula.

O governo já havia estimado, em agosto de 2024, que o número de beneficiados poderia ultrapassar 20 milhões de famílias até dezembro de 2025, período em que o Brasil ainda figurava no Mapa da Fome da ONU.

O Governo de São Paulo também oferece i=o o Auxílio Gás, que beneficia cerca de 5 milhões de brasileiros inscritos no Cadastro Único para Programas do Governo (CadÚnico). O benefício é pago a cada dois meses, para ajudar famílias de baixa renda na compra do gás de cozinha.

Foco social e energético

Em nota, o MME destacou que o programa busca não apenas ampliar o acesso ao gás de cozinha, mas também contribuir com a saúde pública e o meio ambiente.

“Substituir o uso de lenha por gás reduz a exposição à fumaça tóxica, principalmente entre mulheres e crianças”, informou o ministério.

A iniciativa também tem viés energético, ao buscar reduzir a chamada “pobreza energética” — quando o custo da energia pesa desproporcionalmente no orçamento familiar. A oferta do botijão sem custo direto, segundo o MME, trará alívio financeiro e segurança alimentar a milhões de brasileiros.