Só um ex-presidente vivo do Brasil nunca foi preso nem sofreu impeachment

Levantamento considera apenas os eleitos no período democrático; por isso, Sarney não entra na lista

Somente um ex-presidente vivo desde a redemocratização escapou do impeachment ou da prisão

Somente um ex-presidente vivo desde a redemocratização escapou do impeachment ou da prisão | Divulgação

Com a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apenas Fernando Henrique Cardoso (PSDB) segue como o ex-presidente do Brasil vivo que nunca foi preso nem sofreu impeachment desde a redemocratização.

José Sarney, que assumiu o cargo em 1985, não entra nesta lista por ter sido eleito como vice na chapa de Tancredo Neves de forma indireta pelo Congresso Nacional. Ele nunca foi detido ou sofreu impedimento do cargo.

Os impedimentos dos ex-mandatários ainda vivos ocorreram nos mandatos de Fernando Collor de Mello (à época no PRN), em 1992, e de Dilma Rousseff (PT), em 2016.

Já entre os que já foram presos estão o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o ex Michel Temer (MDB). Bolsonaro e o próprio Collor seguem em prisão domiciliar neste momento.

Governo FHC

FHC, hoje com 94 anos, governou o Brasil entre 1995 e 2002, em dois mandatos consecutivos. O tucano conseguiu destaque por consolidar o Plano Real, mas sofreu altos e baixos em sua popularidade.

Ao fim do segundo mandato, o Datafolha mostrou que a reprovação (36% o consideravam ruim ou péssimo) era maior do que a aprovação (26% o viam como ótimo ou bom). Outros 36% consideravam FHC apenas regular.

O então presidente foi alvo de 17 pedidos de impedimento, sendo apenas um no primeiro mandato e 16 no mandato seguinte.

A discussão sobre o impeachment teve força maior em 1999, após a revelação de conversas de FHC com o então presidente do BNDES. Houve denúncias de favorecimento de empresas no leilão de privatização da Telebrás.

O pedido, que acusava FHC de ter cometido crimes de responsabilidade durante a execução do Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro Nacional (Proer), acabou sendo votado e rejeitado pela Câmara, presidida então por Michel Temer.

Os outros 16 pedidos também foram arquivados.