Entre junho de 2024 e julho de 2025, 14,7 milhões de brasileiros tiveram o celular clonado, com o número sendo usado para a aplicação de golpes, o que representa quase duas mil vítimas por hora, segundo um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o Instituto Datafolha divulgado nesta quinta-feira (14/8).
Segundo os pesquisadores, o roubo ou furto do aparelho não é fundamental para que um número seja clonado, mas facilita a aplicação do golpe.
Dados divulgados pelo 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a cidade de São Paulo, registrou sozinha 18,5% dos roubos e furtos de celulares em 2024.
Segundo a pesquisa do FBSP, o prejuízo médio por pessoa é de R$ 815. O valor não se refere, necessariamente, ao proprietário do número em si, mas a amigos e familiares, por exemplo, que fazem transferências bancárias solicitadas por criminosos.
Quando agregadas todas as 14,7 milhões de vítimas, o montante chega a R$ 12 bilhões, somente nos últimos 12 meses.
Como funciona o golpe
Os pesquisadores chamam de “linha de produção do estelionato” os dados pessoais acessados de forma ilícita após um roubo ou furto de celular.
Com endereço, CPF, fotos, conversas privadas e dados bancários, por exemplo, os criminosos têm facilidade em se passar pela vítima.
A partir disso, os estelionatários buscam vítimas que serão enganadas com base nas informações roubadas.
Além de pedir para realizarem transferências bancárias, os criminosos também podem usar os dados para abrir contas bancárias, contratar serviços e fazer compras on-line em nome da pessoa lesada, gerando dívidas e negativação.
