Após o “tarifaço” de 50% imposto por Donald Trump, as exportações de carne bovina para os Estados Unidos ficaram ainda mais caras. Para tentar reverter a medida, produtores encontraram um novo destino para parte da produção.
As Filipinas confirmaram a abertura de mercado para carne bovina com osso e miúdos, ampliando as oportunidades para o setor.
A conquista foi celebrada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e oficializada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última quarta-feira (13/8).
O país ocupa a sexta posição entre os maiores compradores de carne bovina brasileira e são o segundo maior mercado no Sudeste Asiático.
Atualmente, o Brasil corresponde a 40% das importações do país. A ampliação de acesso abre espaço para cortes de maior valor agregado e miúdos, segundo a Abiec.
Alta nos preços nos EUA
O Brasil é o maior exportador de carne bovina para os EUA. Em 2024, foram 229 mil toneladas enviadas, com 60% destinadas à carne para hambúrguer. Para 2025, o setor previa atingir 400 mil toneladas.
Poucos dias após as tarifas entrarem em vigor em dezenas de países, os preços da carne dispararam nos EUA. Brasileiros que vivem no país relataram que a carne bovina é a mais afetada, chegando a custar US$ 110 em alguns cortes.
A taxação alta atingiu setores estratégicos da economia brasileira, como café, carne, têxteis, calçados, frutas e eletrônicos, mas traz exceções como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes.
Para conter os danos, o governo brasileiro apresentou na última quarta-feira (13/8) uma parte do pacote de medidas para socorrer empresas afetadas pela sobretaxa de 50% imposta à entrada de produtos brasileiros nos Estados Unidos.
