São Paulo aciona plano emergencial para preservar reservatórios de água

Esse é o pior cenário enfrentado desde a crise hídrica de 2015, quando o volume era de 9,6%

Reservatórios que abastecem a Grande São Paulo estão em 38,4% da capacidade útil

Reservatórios que abastecem a Grande São Paulo estão em 38,4% da capacidade útil | Divulgação/Sabesp

A tradicional falta de chuva no mês de agosto fez com que o Governo do Estado de São Paulo autorizasse a redução da pressão do fornecimento de água durante as madrugadas na Grande São Paulo a partir desta quarta-feira (26/8).

Isso ocorre por que, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo, até a última semana só choveu 8% do esperado para todo o mês.

Com a falta de chuva, os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo estão com 38,4% da capacidade útil. Esse é o pior cenário enfrentado desde a crise hídrica de 2015, quando o volume era de 9,6%.

Essa medida foi adotada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), para preservar os níveis dos reservatórios, provocada pela falta de chuvas.

Redução no fornecimento

A redução que ocorrerá de madrugada deverá ocorrer em um período de oito horas, mas os horários de início e fim devem ser definidos pela operadora.

De acordo com Thiago Mesquita Nunes, diretor-presidente da Arsesp, essa medida deverá economizar cerca de 4 mil litros de água por segundo

Além disso, haverá fiscalização nos pontos mais altos e distantes da rede, onde é mais difícil a chegada da água para garantir que a redução da pressão não ultrapasse o limite das oito horas.

Conscientização e economia

Um plano de contingência para a região metropolitana e uma campanha de conscientização sobre o uso da água também será feito pela Sabesp a pedido do governo do Estado.

Apesar do baixo nível dos reservatórios, a Sabesp afirmou que a segurança hídrica hoje é maior que a de 2015.

Muitas obras de melhorias foram realizadas como a interligação do Rio Paraíba do Sul ao sistema e o Sistema São Lourenço, em 2018.

Mesmo assim, a Sabesp reforça o pedido para que os consumidores sejam conscientes e economizem água.